Juan Manuel Santos teve 50,94% dos votos.
Segundo ele, seu triunfo é a vitória da paz.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reeleito neste domingo
(15) com 50,94% dos votos no segundo turno, disse que seu triunfo é a
vitória da paz e prometeu que não vai haver "impunidade", se o governo
chegar a um acordo com as guerrilhas.
"Esta não será uma paz com impunidade, esta será uma paz justa. Teremos
que dar passos difíceis para garantir que não só seja justa, como
também duradoura", afirmou Santos, referindo-se aos diálogos com as
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que seu governo
promove desde novembro de 2012 para acabar com um conflito armado de
meio século.
"A mensagem de hoje é também para as Farc e para o ELN. Este é o
objetivo e precisamos atingi-lo com seriedade. Este é o fim de mais de
50 anos de violência", disse Santos, cujo governo também iniciou
encontros com representantes do Exército de Libertação Nacional (ELN).
"Paz, paz, a Colômbia quer paz", gritavam centenas de seguidores na
sede de campanha de Santos em Bogotá, enquanto agitavam bandeiras
colombianas e exibiam pombas brancas de papel.
Santos, eleito com 7,8 milhões de votos de um total de 15,3 milhões,
disse que concluir as negociações não será fácil e ressaltou que seu
governo vai levar em consideração a postura de seu adversário Óscar Iván
Zuluaga, que se opõe à maneira como o governo negocia com as Farc.
"Estas foram eleições diferentes. O que estava em jogo não era o nome
de um candidato, e sim o rumo de um país", acrescentou o presidente
eleito.
No último mês, a campanha política se converteu em uma disputa entre a
continuidade ou não das negociações de paz do governo com as Farc.
Liberal de centro-direita de 62 anos, Santos buscou a reeleição
defendendo o fim do conflito de 50 anos com as Farc, principal grupo
rebelde da Colômbia, por meio do diálogo. Na semana passada, ele
anunciou o início de negociações com o Exército de Libertação Nacional
(ELN, extrema esquerda), segunda guerrilha do país, visando alcançar
"uma paz integral".
Entretanto, muito de seus compatriotas, a maioria conservadores,
desconfiam dos diálogos de paz. Isso fortaleceu Zualaga, que recebeu
apoio do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), e tinha posição mais
dura, defendendo a ação militar contra os rebeldes. No primeiro turno,
Zualaga obteve 29,3% dos votos, contra 25,7% de Santos.
A impunidade é um tema sensível na Colômbia, onde o conflito armado,
que envolve as guerrilhas, os paramilitares e os grupos de criminosos,
deixou mais de 220 mil mortos e cinco milhões de deslocados.
Fonte: http://g1.globo.com












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