Segundo instituto, é a primeira vez que a maioria das famílias tem veículo.
Para Ipea, aumento de carros pode piorar ainda mais trânsito nas cidades.
Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
divulgado nesta quinta-feira (24) aponta que 54% dos domicílios no
Brasil têm carro ou motocicleta disponíveis para o deslocamento dos
moradores.|
PERCENTUAL DE CARROS E MOTOS POR DOMICÍLIO NOS ESTADOS |
|
|---|---|
|
Estado |
Percentual |
|
Santa Catarina |
74,3% |
|
Rondônia |
68,2% |
|
Mato Grosso |
67,9% |
|
Paraná |
67,7% |
|
Mato Grosso do Sul |
66,7% |
|
Distrito Federal |
64,1% |
|
Roraima |
63,7% |
|
São Paulo |
63,7% |
|
Goiás |
63,2% |
|
Rio Grande do Sul |
61,5% |
|
Piauí |
58,4% |
|
Tocantins |
57,5% |
|
Minas Gerais |
56,7% |
|
Espírito Santo |
54,6% |
|
Rio Grande do Norte |
51,1% |
|
Paraíba |
47,6% |
|
Acre |
46,9% |
|
Ceará |
45,2% |
|
Sergipe |
43,0% |
|
Maranhão |
41,0% |
|
Rio de Janeiro |
40,9% |
|
Pernambuco |
38,4% |
|
Pará |
36,5% |
|
Amapá |
36,3% |
|
Bahia |
36,1% |
|
Amazonas |
33,8% |
|
Alagoas |
32,4% |
|
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) |
|
O estudo do Ipea é baseado em dados da Pesquisa Nacional por Domicílio (Pnad) de 2012 feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Um dos responsáveis pela análise, o pesquisador Carlos Henrique de Carvalho, afirmou que esta é a primeira vez que a maioria dos domicílios conta com um veículo próprio.
"O Pnad de 2012 é o primeiro que registra uma taxa maior que 50%. Agora foi de 54%, mas antes estava ficando na casa dos 40%", disse.
Comparando dados do Pnad de 2008 com os de 2012, houve um aumento de nove pontos percentuais na quantidade de casas com veículos particulares. Segundo o Ipea, o índice era de 45% há cinco anos.
Para Carvalho, a taxa de motorização está aumentando em todas as classes sociais. "Os mais ricos estão com mais carros, mas os mais pobres também. Então, pelo menos, no final das contas, isso é positivo, porque cresceu para todo mundo", declarou.
De acordo com o Ipea, os dados mostram que o aumento do uso de veículos particulares para deslocamentos se dá em detrimento do uso do transporte público.
O instituto chama a atenção, durante a análise, para uma possível piora no trânsito das grandes cidades e ressalta que é preciso que o governo tenha políticas públicas eficientes para minimizar os transtornos causados pelo aumento do transporte individual.
Por estado
O estado de Santa Catarina é o que registrou mais domícilios com carros ou motos particulares (74,3%). Em seguida, vêm Paraná (67,7%) e Distrito Federal (64,1%).
A taxa mais baixa no país foi registrada em Alagoas. De todos os lares no estado alagoano, 32,4% possuem um veículo. As regiões Norte e Nordeste são as de menor motorização por domicílio.
Faixa de renda
Na faixa de renda de até um quarto do salário mínimo per capita, 28,2% das famílias têm carro ou moto. A quantidade de veículos particulares dessa parcela da população cresceu dez pontos percentuais do Pnad de 2008 para o de 2012.
Entre as famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, 35% têm veículos privados. Em 2008, o percentual era de 23%.
Quanto maior a renda das famílias, menor a quantidade de motos e maior a de carros, segundo o Ipea.
Nos lares cuja renda por pessoa fica entre um e dois salários mínimos, 39,6% têm carro, 10,6% têm moto e 11,4% têm os dois. Nos domicílios em que cada pessoa tem renda de mais de cinco salários mínimos, 76,6% têm somente carro, 1,2% apenas motocicleta e 10,8% têm ambos.
Urbano e rural
O estudo mostra que em 45% das casas urbanas há um carro. Na área rural, esse índice cai para 28%. Na zona urbana, 17,9% dos lares têm moto – na zona rural, são 33% e, considerados todos os lares brasileiros, as motos estão em 20,1%.











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