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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estudantes desenvolvem projetos científicos em feira do semiárido.

 
Mais de 600 estudantes do ensino médio de diversas escolas da rede pública estão participando da sexta edição da Feira de Ciências do Semiárido Potiguar - Ciência Para Todos. Essa é a terceira vez que o evento é realizado em Mossoró, sob coordenação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). No total, estão expostos 204 trabalhos no Ginásio de Esporte Pedro Ciarlini.

O coordenador do evento, professor Felipe Ribeiro, explica que este ano a feira ficou maior do que nos anos anteriores. "Este ano, também estamos realizando a feira de profissões, além de palestras, oficinas e debates voltados para os professores orientadores dos projetos. Está sendo uma experiência muito boa principalmente porque conseguimos dobrar o número de projetos da feira passada", destaca.

O avaliador Alzamir Costa, professor de Física da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), diz que o nível dos trabalhos apresentados pelos estudantes é excelente. "Temos conhecimento das difíceis condições que esses estudantes enfrentam para desenvolver os projetos. Por esse motivo, podemos dizer que os trabalhos estão ótimos", aponta.
O evento segue até hoje e irá premiar mais de 20 projetos. "Temos cinco vagas para a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) e seis alunos estão aptos a participar do Fórum de Jovens Científicos em Londres, além de outros prêmios", explica o coordenador Felipe Ribeiro.

Projetos dos estudantes inovam a realização de ações do cotidiano
Três estudantes da Escola Estadual Cláudio Alves, em Tabuleiro Grande, desenvolveram o projeto "Pipocas produzidas sem óleo ou manteiga retardam o envelhecimento do ser humano". O objetivo era comprovar que é possível produzir pipocas sem o uso de óleo ou manteiga.

A estudante Jaynna Silva afirma que o projeto buscou a experiência de pessoas simples e mais velhas. "Antigamente, as pessoas viviam de forma mais saudável. Por esse motivo, buscamos esses relatos e chegamos à pipoca feita à base de areia. No entanto, continuamos buscando uma forma mais higiênica e chegamos à pipoca à base de água", explica.
Outro projeto apresentado na feira é "Lixo eletrônico recebe novo destino e cria ambiente virtual educacional", apresentado por estudantes da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal. O objetivo é demonstrar que aparelhos em bom estado de funcionamento, na maioria das vezes, são jogados na natureza de forma inadequada junto com o lixo comum, prejudicando o meio ambiente.
Já os estudantes da Escola Estadual Maria Zenilda Gama Torres, de Apodi, trabalharam para mostrar os riscos do uso indiscriminado de agrotóxicos. "Trabalhamos com 100 agricultores e percebemos que os agrotóxicos são utilizados sem nenhum tipo de equipamento de proteção. Nós pretendemos retornar a essas comunidades rurais visitadas para mostrar a eles o perigo que correm com isso", afirma o estudante Pablo Carvalho.
Para os estudantes, o maior desafio é trabalhar com o método científico. "Essa é a primeira vez que fazemos um trabalho dessa forma. Ganhamos muito conhecimento e pretendemos continuar com pesquisas", destaca Pablo Carvalho.
 
Fonte: blogrgnews via O MOSSOROENSE

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