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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Três seleções se juntarão a Brasil e Japão na Copa a partir desta terça

Eliminatórias chegam a momento decisivo na Ásia com Coreia do Sul, Irã, Omã, Austrália, Uzbequistão e Jordânia na briga. Dois vão às repescagens

 

Únicos garantidos até aqui na Copa do Mundo de 2014, Brasil e Japão ganharão a companhia de outras três seleções a partir desta terça-feira. É quando termina a fase final das eliminatórias asiáticas para o Mundial. Coreia do Sul e Austrália estão com a classificação bem encaminhada. Afinal, jogam em casa e dependem apenas de seus próprios esforços. A outra vaga deve ficar entre Uzbequistão e Irã, enquanto Omã e Jordânia correm por fora e devem brigar por um lugar na repescagem.
Na Ásia, o sistema de classificação funciona da seguinte forma. As duas melhores seleções de cada grupo vão ao Brasil (o Japão, de forma antecipada, já fisgou uma dessas vagas). Aos terceiros colocados, resta como consolo a repescagem, etapa na qual duelarão em jogos de ida e volta. Quem passar por esse duelo, disputa a vaga na Copa contra uma seleção da América do Sul (que hoje seria o Uruguai).
Pelo Grupo A, o Uzbequistão recebe o eliminado Catar, enquanto Coreia do Sul e Irã fazem o chamado jogo de seis pontos em Ulsan. No B, a Austrália busca a classificação dentro de casa contra o lanterna Iraque. Com poucas chances de garantir a vaga direta, Jordânia e Omã fazem a outra partida da chave em Amã. Veja abaixo a situação de cada uma das seis seleções na disputa asiática.

Coreia do Sul

Semifinalista em 2002, ocasião em que sediou a Copa do Mundo ao lado do Japão, a Coreia do Sul está a um empate de assegurar seu lugar no Brasil daqui a um ano. Se tudo sair como esperado, a equipe comandada pelo treinador Choi Kang-Hee vai disputar seu oitavo Mundial seguido - o nono em sua história (os asiáticos estiveram na edição de 1954, na Suíça, e depois só voltaram a competir em 1986, no México).

Kim Young-Gwon e Kim Shin-Wook  coreia do sul vitória sobre o Ubequistão (Foto: Agência Reuters)

Com 14 pontos, a equipe, 40ª colocada no ranking mundial, pode se garantir no Brasil até mesmo em caso de derrota. Para isso, basta torcer contra o Uzbequistão, que, ainda se vencer, precisaria tirar uma diferença de seis gols de saldo. Se o pior cenário possível ocorrer para os coreanos nesta rodada final, ficaria como esperança a chance de disputar a repescagem.

Irã

O Irã depende apenas de suas próprias forças para ir ao Mundial. No entanto, tem a tarefa de vencer a líder Coreia do Sul fora de casa. Um tropeço do Uzbequistão no Catar facilita a vida dos iranianos, independente do resultado em Ulsan. Caso a ex-república soviética vença seu compromisso, a equipe de Carlos Queiroz vai precisar, pelo menos, empatar (nesse caso, a vaga será decidida no critério de desempate).
Primeira nação do Oriente Médio a participar de uma Copa do Mundo, feito realizado em 1978, o Irã, vice-líder do Grupo A com 13 pontos, tem três participações em Mundiais no currículo (após a estreia, foi à França, em 1998, e à Alemanha, em 2006), mas nunca passou da primeira fase da competição.

Uzbequistão

Bakaev gol uzbequistão (Foto: Agência Reuters)

Garantido ao menos na repescagem, o Uzbequistão precisa vencer para garantir sua primeira classificação para uma Copa do Mundo ainda nesta terça-feira. Para não ter que tirar a diferença no saldo de gols, é bom torcer ainda por uma vitória sul-coreana em Ulsan. Ex-república soviética, o Uzbequistão se filiou à Confederação Asiática de Futebol (AFC) em 1994 e ainda não disputou uma Copa do Mundo.

Austrália

Com o Japão já classificado, a Austrália é a favorita para ficar com a segunda vaga do Grupo B. Vice-líder da chave com dez pontos, depende apenas de seus próprios esforços diante do lanterna e já eliminado Iraque dentro de casa. Se empatar, garante sua passagem para o Brasil sem precisar da repescagem, desde que o Omã não vença.
- No nosso grupo está claro que precisamos continuar alertas. Hoje não é hora de comemorar. O Iraque será um adversário complicado para nós, certamente não vai ser café com leite - alertou Holger Osieck, técnico da Austrália, seleção que mudou-se há menos de dez anos para a Confederação Asiática em busca do maior números de chances de classificação para a Copa do Mundo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

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