Australianos são donos da maior vitória de seleções: 31 a 0. Já o Fla tem resultado mais largo do Maracanã: 12 a 2. Duelo será nesta quinta
O discurso passa longe do especulado por toda a imprensa. Mesmo tendo acompanhado a acachapante derrota sofrida pelo Taiti em sua estreia na Copa das Confederações (6 a 1 para a Nigéria), a Espanha não arreda o pé ao pregar um respeito exacerbado ao 138º colocado do ranking da Fifa. Mas no horizonte vê uma possibilidade de cravar seu nome na história do futebol na próxima quinta-feira, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Algumas, aliás. Da Austrália ao Flamengo, a melhor seleção do mundo tem algumas opções para quebrar recordes sem precisar levantar qualquer taça.
Os australianos são donos do maior feito até aqui. Em abril de 2001, pelas eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo do Japão e da Coreia, os Socceroos aplicaram incríveis 31 a 0 sobre a Samoa Americana no que ainda é - e provavelmente será por décadas - a maior goleada entre seleções. O número cai consideravelmente quando o assunto é apenas Mundial: em 1982, a Hungria derrotou El Salvador por 10 a 1. Pela Copa das Confederações de 1999, o Brasil fez 8 a 2 na Arábia Saudita.
O Flamengo surge quando se fala de Maracanã. O estádio presenciou um atropelamento do Rubro-Negro sobre o São Cristóvão em outubro de 1956: 12 a 2, válido pelo segundo turno do Campeonato Carioca. Para impor esta marca, a Espanha chegaria muito próxima de outras duas: a maior goleada de sua história e também a sofrida pelo Taiti.
Em maio de 1933, num amistoso contra a Bulgária, em Madri, a Fúria anotou 13 a 0, com direito a seis gols do atacante Chacho. Se computadas partidas oficiais, porém, o placar mais elástico é 12 a 1 diante de Malta, em dezembro de 1983, pelas eliminatórias da Eurocopa de 1984. Um jogo que até hoje carrega certa dose de polêmica, já que a Espanha conseguiu exatamente o saldo de gols que necessitava para superar a Holanda e garantir a classificação. A grande derrota da história do Taiti ocorreu na última década: um 10 a 0 para a Nova Zelândia, em junho de 2004, pelas eliminatórias da Copa da Alemanha.

As estatísticas estão na vitrine. Mesmo com a possibilidade de usar o seu time reserva, a equipe de Vicente del Bosque é apontada como a maior candidata a atingir tais feitos. Se não deverá ter nem Xavi nem Iniesta, as presenças de David Villa, Fernando Torres, David Silva, Juan Mata, entre outros, reforça a condição de superioridade à Nigéria, por exemplo. Ainda assim, não vá perguntar ao atacante Pedro se a Espanha atropelará seu adversário mais frágil na Copa das Confederações...
- Somos claro favoritos, mas todas as partidas são difíceis. Taiti vai tentar fazer com que seja difícil, e nós vamos tentar seguir ganhando. Temos que jogar antes de dizer que vamos ganhar – disse.
Do outro lado, o técnico Eddy Etaeta, do Taiti, tenta utilizar a psicologia para acreditar em seus selecionados.
- Eles estão aqui para ganhar. Mas não acho que estão aqui para dar uma goleada. Eles querem ser respeitados e serão respeitados pelos nossos amadores. Os nossos jogadores têm de aprender que ganhar faz parte. Marcar um gol contra a Nigéria foi excepcional, se marcarmos contra a Espanha nem sei como vai ser. Del Bosque que ouça o meu pedido e que possamos curtir o desempenho mesmo perdendo feio – contou.
Espanha e Taiti se enfrentam nesta quinta-feira a partir das 16h (de Brasília), no Maracanã. O jogo, válido pela segunda rodada do Grupo B, terá transmissão ao vivo do SporTV e do GLOBOESPORTE.COM.
Fonte: http://globoesporte.globo.com











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