Na iminência de encerrar a sua era no time merengue, treinador português sequer foi à entrevista coletiva. Colchoneros tentam acabar com longo jejum
José Mourinho foi anunciado como técnico do Real Madrid há praticamente três anos. Então recém campeão da Liga dos Campeões com o Internazionale de Milão, o treinador português desembarcava na capital espanhola com um currículo que prometia sucesso. Não apenas dentro de campo, com troféus dos mais variados espalhados pelo museu do clube. Foi por seu talento em controlar os egos do vestiário que o luso também ficou conhecido - fato que o ajudou a colocá-lo entre os maiores do ramo nos últimos anos. Quase 1.100 dias se passaram e ele está próximo de encerrar a sua era no time merengue sem ter cumprido com todo o seu objetivo. Títulos podem ser quatro: bastaria a Cristiano Ronaldo e companhia manterem o retrospecto diante do rival Atlético de Madri na grande decisão da Copa do Rei, nesta sexta-feira, a partir das 16h30m (de Brasília), no Santiago Bernabéu. O GLOBOESPORTE.COM acompanhará o jogaço em Tempo Real.
O estádio, desta vez inicialmente um palco neutro, receberá 70 mil pessoas num clássico que nos últimos 14 anos viu apenas o Real sorrir. São ao todo 25 jogos de invencibilidade para os blancos, contabilizando o duelo no Vicente Calderón, no fim de abril, que terminou com triunfo dos comandandos de Mourinho por 2 a 1 mesmo sem a presença de craques como Cristiano Ronaldo e Özil. A última vitória dos colchoneros aconteceu ainda no último milênio, em 30 de outubro de 1999, com a vitória por 3 a 1.
- Esse tabu não nos afeta em nada. Eu aposto na força do grupo e sei que podemos ganhar. Que seja de um a zero, apenas um gol pode ser suficiente. O que importa é a vitória. Eles têm muitos jogadores de qualidade, mas nós temos o Falcao e sabemos que ele pode decidir a partida em qualquer momento - disse o brasileiro Diego Costa, artilheiro da Copa do Rei com sete gols.
Mou 'dá bolo' em jornalistas
O possível último grande ato de Mourinho começou na antes mesmo de a bola rolar. O treinador optou por não seguir o protocolo e deu um "bolo" na imprensa, que o aguardava para a entrevista coletiva. Tampouco o auxiliar Aitor Karanka foi escolhido como substituto. Sobrou para o zagueiro e capitão Sergio Ramos, que tratou de esfriar mais uma polêmica envolvendo o nome do português no Real Madrid.
Sergio Ramos foi o substituto de José Mourinho na
entrevista coletiva pré-decisão (Foto: EFE)
entrevista coletiva pré-decisão (Foto: EFE)
A declaração deixa exposta uma crise de relacionamento já duradoura entre Mourinho e o elenco merengue. Especulado no Chelsea há meses, a imprensa trata como certa a sua volta a Londres a partir da próxima temporada. Os torcedores dos Blues também se manifestaram a favor do seu retorno. Na Inglaterra os atritos são menores, apesar dos muitos tabloides sensacionalistas, e o relacionamento entre o português e os jornalistas, em geral, é de cordialidade - um dos pontos apontados por Mou para o seu desapontamento na Espanha.
Mourinho ainda tem a chance, porém, de sair por alto. Apesar de fracassar nas três semifinais de Liga dos Campeões e perder dois Campeonatos Espanhóis para o Barcelona - o último com três rodadas de antecedência -, a Copa do Rei diante de um rival poderia salvar a temporada merengue.
Fonte: http://globoesporte.globo.com












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