Subscribe:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Jefferson resolve nos pênaltis, Bota elimina Figueirense e vai às oitavas

Clube carioca exorciza fantasma da semifinal de 2007 após perder por 1 a 0 no tempo normal e escapa de nova eliminação precoce na competição

 

Seis anos depois da polêmica semifinal, Botafogo e Figueirense voltaram a decidir uma vaga na Copa do Brasil. Novamente, sobrou emoção, e o troco do Glorioso veio com muito suor. Nos pênaltis, a equipe de Oswaldo de Oliveira fez 5 a 4 e passou às oitavas de final, após perder por 1 a 0 no tempo normal em partida que dominou o adversário.

Bota melhor, e Figueira na frente

Frio em Florianópolis, só no clima mesmo. Com a bola rolando, a partida foi quente desde o início. Mesmo com a vantagem, o Botafogo partiu para cima e quase abriu o placar com Gabriel, aos quatro minutos, que acertou o travessão após toque para trás de Lodeiro. O domínio era amplo, mas a resposta não demorou e veio em forma de castigo: Rodrigo fez bela jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Ricardo Bueno, que, livre, deslocou Jefferson.
Novamente foi o time de Oswaldo de Oliveira que controlou as ações. O mandante rifava a bola com frequência e irritava sua pequena torcida. O problema é que Seedorf, Lodeiro e Vitinho trocavam passes e não conseguiam penetrar. Rafael Marques não dava opções, e o Alvinegro ficou três vezes sem impedimento. Alto também foi o número de faltas (23) e cartões. Com o jogo por vezes preso e ríspido, quatro acabaram a etapa amarelados - dois de cada lado.
Perto dos acréscimos, o Bota tornou a chegar perto de marcar. Primeiro, Seedorf limpou o lance, mas Tiago Volpi encaixou no canto direito. Na sequência, Lodeiro aproveitou cruzamento de Julio Cesar e, de cabeça, quase surpreendeu o goleiro, que pegou em dois tempos.

Pouca técnica e coração na mão

No retorno do intervalo, o técnico Adilson Baptista buscou mais mobilidade a seu ataque, com o veloz Ricardo no lugar do discreto Rafael Costa, que, como defesa, foi pouco foi acionado. Não surtiu efeito. Com a bola colada nos pés, Lodeiro liderava as investidas dos cariocas e foi quem criou mais perigo. Aos seis, Volpi fez grande defesa em chute do uruguaio de longe. As 14, a vez de Rafael Marques girar como um autêntico pivô... mas isolar o chute de direita.
Nos contragolpes, pouco a pouco, o Figueirense ensaiava alguns sustos à defesa rival. Dener e Tchô entraram e melhoraram a produção. O Botafogo, por sua vez, mostrava certo cansaço. E recuava, dando espaços. Por volta dos 25 minutos, a diferença técnica entre o então líder da Série A e o quinto colocado na Série B não existia mais. Valente, porém, o Glorioso retomou as rédeas e se manteve no campo de ataque, ciscando, mas longe de ser efetivo.
O finzinho foi emocionante. Se a qualidade já estava longe do Orlando Scarpelli, pelo menos ambos não deixaram de lutar pela classificação no tempo normal. O último passe era o grande vilão. Ainda houve tempo para que, no apagar das luzes, Seedorf quase virasse herói. Ao levar a melhor sobre o marcador, bateu muito fraquinho já dentro da pequena área e facilitou o goleiro. No início da jogada, até foi puxado claramente, mas, como manda sua cultura europeia, não se atirou no gramado. Restou reclamar, em vão.
Nos pênaltis, Lodeiro parou em Tiago Volpi, e Ricardo Bueno bateu por cima, num começo nervoso. Seedorf e Tchô marcaram, assim como Renato, para o Botafogo, e Wellington Saci, para o Figueira. Edilson mandou um balaço defendido por Volpi, mas André Rocha não aproveitou e parou em Jefferson. Para fechar a série regular, os zagueiros Dória e Thiego não vacilaram. Até aí, 3 a 3. Nas alternadas, Alex fez e Bruno Pires também. Para fechar, Rafael Marques garantiu o seu e, finalmente, Nem parou em Jefferson. Fim de papo.  

Fonte:http://globoesporte.globo.com

0 comentários:

Postar um comentário

OBRIGADO PELA VISITA!

.