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sábado, 9 de maio de 2015

Após AVC, mãe e filha se conectam por vocabulário de olhares e sorrisos

Professora aposentada teve a fala e os movimentos afetados há 13 anos.
"Podemos dizer que eu cuido dela, mas ela também cuida de mim", diz Ana.




A rotina da professora doutora aposentada da Unicamp Lúcia Kopschitz Xavier Bastos, de 57 anos, mudou completamente há 13 anos após ela sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ela teve a fala e os movimentos afetados e passou quatro meses internada em um hospital, mas nunca perdeu a alegria e a vontade de viver. Apesar das surpresas reservadas pelo destino, Lúcia, que é mãe de dois filhos, afirma que não se sente enfraquecida pela doença e busca seguir a vida superando as dificuldades com o amor e o carinho da família.

Podemos dizer que eu cuido dela, mas ela também cuida de mim. Afinal, ela é minha mãe e isso não muda nunca"
Ana Bastos Caprini, filha


Para executar as tarefas do dia-a-dia que ficaram mais complexas, Lúcia conta com a ajuda dos filhos, especialmente da caçula, a estudante de arquitetura Ana Bastos Caprini, de 23 anos. Ela está sempre presente, auxiliando a mãe com muito carinho, nas atividades mais simples do cotidiano, como se fosse uma espécie de "anjo da guarda".

"É complicado dizer que eu cuido dela e que os papeis se inverteram, porque ela ainda cuida de mim. Mas é claro que eu cuido dela, ela precisa de mim para algumas tarefas que jamais imaginamos que iria precisar. Podemos dizer que eu cuido dela, mas ela também cuida de mim. Afinal, ela é minha mãe e isso não muda nunca", destaca a filha.

Amor em cada olhar
Uma das principais mudanças após o AVC, segundo Ana, aconteceu na comunicação entre mãe e filha. Ela explica que foi preciso criar um vocabulário adaptado aos olhos para que o diálogo fosse possível. "Nós dividimos os alfabeto em quatro linhas, e conforme vamos conversando eu falo as letras de cada linha e ela pisca quando chego na letra correta e olha para cima quando a letra está incorreta", explica.



A estudante conta que quem vê pela primeira vez a conversa entre elas fica impressionado com a agilidade do diálogo, mas para ela a situação já se tornou rotina e faz parte do amor de mãe e filha.

"Eu já não anoto mais as letras, eu faço de cabeça mesmo. E querendo ou não é o jeito que eu me comunico com a minha mãe, tem que ser rápido e ágil. Tem muito amor envolvido, muita paciência (das duas partes) e muito companheirismo", destaca.

'Colocar ordem na casa'
Com esse vocabulário adaptado, Ana conta que a mãe consegue 'colocar ordem na casa' e participar ativamente da rotina da família. "Não é porque ela está numa cadeira de rodas que ela não é mais criativa, bem pelo contrário, até hoje ela inventa mil coisas pra fazermos juntas, além de fazer as melhores festas e almoços que eu já tive. Sim, é ela quem organiza tudo. Eu, as amigas dela e a família damos apenas um suporte", destaca.

"Não é porque ela está numa cadeira de rodas que ela não é mais criativa, pelo contrário, até hoje ela inventa mil coisas pra fazermos juntas"
Ana Bastos Caprini, filha
A estudante pontua também que ela e a mãe sempre foram muito unidas desde antes do AVC e que a criatividade dela marcou sua infância e a de seu irmão Tomás com histórias e enigmas. "Ela sempre foi meu ‘porto seguro’ e sempre a vi como uma grande companheira. Ela era muito criativa, inventava mil coisas pra fazermos juntas, desde piqueniques no parquinho até enigmas para datas especiais", lembra Ana.

No entanto, a filha conta que ver a mãe superando todos as limitações trazidas pelo AVC fez crescer ainda mais a admiração que já nutria por ela desde pequena. "Sem dúvida o carinho e o amor cresceram, mas o que mais cresceu foi a admiração", pontua.

Para Ana, o segredo da mãe para superar os desafios está em sempre sorrir e nunca perder a força de vontade. "Todos passam por momentos difíceis, independente se vivem numa situação inusitada como a nossa ou não, as dificuldades estão no dia a dia de todos e vamos passando por elas, sempre sorrindo e com muita força", afirma.

Sem mexer uma palha
Neste domingo em que se comemora o Dia das Mães, Lúcia fez questão de enviar uma mensagem de força para todas aquelas que, de alguma forma, foram "sacudidas" pelas supresas da vida, contando a própria história, de forma lúdica como sempre fez para os filhos.

"Era uma vez, uma mãe e dois filhos. O primeiro lourinho. Lindo. Extraordinário. Na sua primeira escola tinha um bode e um lago. A mãe olhou o bode e o lago… viu ali possibilidades… O menino foi marrado [empurrado] pelo Bode e entrou no lago… A menina, o segundo filho, era moreninha. Linda. Extraordinária. Acontece que era laranja. E a mãe achava lindo ter uma filha laranja. Na primeira visita ao pediatra ela foi internada. Icterícia. Agora os filhos são grandes. Lindos. Arquitetos. Mirabolantes. Num certo dia a mãe teve um AVC e ficou sem mexer uma palha. Quer dizer, uma palha ela mexe. Se alguém puser a palha na mão dela, ela olha os filhos e na sua cabeça vê uma música dos Beatles: “I look at the floor and I see it needs sweeping while my guitar gentle weeps [Eu olho para o chão e vejo que precisa ser limpo. Enquanto minha guitarra suavemente chora]. Aminha própria mãe, que era muito espirituosa, se dizia combalida pelo destino, eu não entendia bem. Agora entendo, mas não me sinto combalida [injustiçada]", conta Lúcia.

E para todas as mães, que de certa forma, tiveram seus planos alterados pelo destino, ela dedica a música “Moon Shadow”, de Cat Stevens, que fala sobre as perdas e os ganhos da vida e mostra como é possível ultrapassar todos os desafios com amor.



terça-feira, 7 de abril de 2015

Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

Priscila Kosaka desenvolve projeto há seis anos em laboratório espanhol.
Técnica é 10 milhões de vezes mais sensível do que as atuais disponíveis.




Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.
Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos. Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab"
Priscila Kosaka,
cientista brasiliense

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.

Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios
O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. "Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem."

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

"A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças", concluiu.



domingo, 5 de abril de 2015

Chocolate pode influenciar no surgimento de espinhas

Dermatologista explica que estudos mais recentes apontam relação no aparecimento de acnes com alimentos de alto valor glicêmico.

O domingo de Páscoa tradicionalmente é um dia em que as pessoas consomem bastante chocolate. O alimento sempre muito cobiçado é ao mesmo tempo visto com desconfiança quanto aos benefícios ou problemas que pode trazer à saúde.

Uma preocupação frequente entre alguns consumidores é a relação entre o chocolate e o aparecimento de espinhas na pele. O dermatologista Fábio Guedes afirma que essa é uma dúvida comum entre seus pacientes. “É um tema muito controverso. Por muitos anos as pessoas achavam que tinha relação, mas estudos não comprovavam. Hoje se acredita que influencie no surgimento, pois é um alimento de alto índice glicêmico e por conter leite. O leite apesar de não ser de alto índice glicêmico, aumenta os hormônios insulinotrópicos, o que pode contribuir”, explicou o doutor.

O médico aconselha ainda que se opte pelos chocolates com concentração elevada de cacau. “O chocolate contendo 70% de cacau tem mais benefícios, porque não tem tanto leite e carboidratos. Abaixo desse teor, tem mais carboidratos, mais leite e mais implicações no surgimento de acne. O acima de 70% contém flavonóides, que são potentes anti-oxidantes”, orienta.

Fábio Guedes alerta também que para não se preocupar apenas com o chocolate, mas que outros alimentos também pode influenciar na saúde da pele. “Antigamente, estudos não comprovavam a relação da dieta com a acne, porém com a queixas dos pacientes houve a necessidade de fazerem estudos mais complexos e o que evidenciou é que produtos com altos índices glicêmicos tem relação com o surgimento de espinhas”.Para o dermatologista, tão importante quanto o que se ingere no dia a dia é a quantidade consumida. “Sempre digo aos pacientes que as reações variam para cada pessoa. Então aconselho, comeu muito chocolate e apareceram espinhas? Pare ou diminua”.





terça-feira, 17 de março de 2015

Quando o álcool começa a prejudicar a sua vida?


O consumo social de álcool faz parte da vida das pessoas. Um bom vinho “harmoniza” um bom jantar; uma cerveja com os amigos, junto com o futebol na TV, é imperdível; um chope no fim de um dia de trabalho relaxa o estresse; um réveillon sem champanhe é impensável. A bebida, portanto, acompanha momentos especiais na vida de todos.

Os problemas começam a acontecer quando os limites do tolerável são ultrapassados. 

Não nos devemos esquecer que o álcool é uma droga. Como tal, pode levar à dependência, à doenças graves e fatais, que matam lentamente. Dependendo da dose ingerida, pode também matar pessoas saudáveis agudamente. Foi exatamente isso que recentemente aconteceu com um universitário de 23 anos que faleceu após ingerir, em poucas horas, 30 doses de vodca.


Além disso, o álcool pode ocasionar situações de igual gravidade em pessoas, adultos ou crianças, que não beberam uma só gota de álcool. Para isso, basta que um alcoolizado pegue a direção de um carro e saia andando por aí, facilitando um acidente que pode ser fatal para quem cruzar o seu caminho.

Cada bebida tem caracteristicamente um teor alcóolico maior ou menor. Entende-se por teor alcoólico a porcentagem de álcool medida em 100 ml de uma bebida. Assim, a vodca, por exemplo, é das que mais tem álcool: em torno de 45%; uísque e aguardente tem em torno de 43%; a caipirinha, 20%; o vinho, uma média de 9 a 14% e a cerveja e o chope são os que menos teor tem: em geral menor que 5%. Claro que estes valores são médios e podem variar de acordo com a marca do produto.

Mas álcool é álcool. Por isso, independentemente da forma e do nome com que é consumido, no corpo vira etanol. E vai exercer seus efeitos. Em todas as pessoas. 

O etanol é metabolizado no fígado, que é o “laboratório” do organismo. Para que se tenha uma ideia, todo o produto de nossa digestão sai do intestino e vai para o fígado que direciona, armazena, ordena e libera os nutrientes quando necessário. Um laboratório em escala industrial, que funciona vinte e quatro horas por dia, ininterruptamente, desde os primórdios da vida no útero materno até o último suspiro. A metabolização do etanol ocupa “espaço” nesta complexa variedade de funções que tem o fígado. Resultado: outras funções são prejudicadas.

Enquanto o fígado trabalha, o etanol em excesso circula e o cérebro é um dos órgãos mais acometidos. O raciocínio embota. As atitudes se tornam extremas. Perde-se a razão. Faz-se coisas das quais não é possível lembrar depois. E várias delas causam constrangimento, vergonha ou, o que é pior, podem ser fatais para a própria pessoa ou para quem está perto dela. 

Por isso, o consumo exagerado não é obviamente aconselhável para ninguém. Cada um deve saber qual é quantidade segura de cada bebida que consome. Importante saber que uma pessoa é diferente da outra. Cada organismo é próprio, individual, tem seu DNA único. Cada um deve, portanto, saber de si.

Exames médicos regulares, que mostram se a função hepática está ou não comprometida, são essenciais para todos os que gostam de beber, ainda que socialmente, independentemente da quantidade e da bebida ingerida. Há os que tomam uísque e estão com o fígado em ordem há os que tomam cerveja e necessitam de orientações médicas. 

Não há, portanto, uma quantidade “segura”. Cada um é um.

Conheça-se, entenda-se melhor e respeite-se. Se for beber, faça-o com inteligência. 


sábado, 7 de março de 2015

Casos de dengue aumentam 139% no país

Em janeiro e fevereiro de 2015, foram 174,67 mil registros, contra 73,13 mil no primeiro bimestre de 2014.




O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que, nos dois primeiros meses do ano, houve aumento de 139% nos casos notificados de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2015, foram 174,67 mil registros, contra 73,13 mil no primeiro bimestre de 2014.

Os números foram divulgados em um evento no qual estavam reunidos mais de 600 gerentes e diretores clínicos responsáveis pelas unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo.

Segundo o ministério, os números preliminares de mortes, casos graves, além da nova denominação dengue com sinais de alarme caíram 28% e somaram 555 casos. No ano passado, foram 771.

De janeiro para fevereiro, a redução foi 17,2% nos casos graves, caindo de 93, em 2014, para 77, em 2015. A queda nas mortes foi 37% (62, em 2014, para 39, nos dois primeiros meses de 2015).

O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões aos estados e municípios para melhorar o combate aos mosquitos transmissores da dengue e da febre chikungunya. Deste total, R$ 121,8 milhões foram destinados às secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões, para as secretarias estaduais.

terça-feira, 3 de março de 2015

Pesquisa liga café diário a artérias mais limpas

Segundo pesquisadores sul-coreanos, consumo moderado de café está relacionado a menor possibilidade de doença cardíaca.



O consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração.

O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart.

Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café - de três a cinco xícaras por dia - tinham uma possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos.

Efeitos no coração
Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas. Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca.

Apesar deste estudo, efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas

Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração - as artérias coronárias.

Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso em suas paredes.

Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença.

Nenhuma das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames.

Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco, como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.

Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou simplesmente não bebiam nada.

Bem ou mal?


Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar e explicar a ligação.

O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo.

Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: "Embora este estudo destaque uma eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa associação".

"Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos".

ONG põe Brasil em lista de sistemas de saúde vulneráveis a epidemias

Estudo tenta conscientizar sobre crises como a do ebola, que matou milhares.
Brasil tem o melhor atendimento entre os 72 países analisados pela ONG.




A Organização Save The Children colocou o Brasil em uma lista com 72 países que, segundo a ONG, possuem sistemas de saúde vulneráveis a epidemias graves como a do ebola, que atingiu principalmente países da África Ocidental e matou quase 10 mil pessoas.

O relatório, divulgado nesta terça-feira (3), mediu fatores como a proporção de profissionais em relação à população, além das taxas de mortalidade infantil e materna, indicadores efetivos do estado do atendimento médico.

De acordo com o documento, isso significa que os países são vulneráveis e estão muito expostos caso ocorra uma propagação do ebola ou outra epidemia similar.

Segundo a ONG, é provável que ocorra uma nova crise devido aos deslocamentos maiores e mais constantes entre as populações dos diferentes lugares e pelo surgimento de doenças transmitidas de animais para humanos.

Ranking
Na lista das 72 nações, o Brasil é considerado “o melhor entre os piores”, com melhor atendimento médico. Logo após vem Quirguistão, Uzbequistão, Azerbaijão e Egito.

A China ocupa a 12ª posição e a Índia está em 55º lugar. Entre as últimas colocações estão o Chade (71), Nigéria (70), Afeganistão (69), Haiti (68), Etiópia (67) e República Centro Africana (66). Em último lugar está a Somália, com o sistema de saúde mais precário do mundo.

Em seu relatório, a ONG também inclui, para efeitos de comparação, uma lista dos países com o melhor atendimento médico do mundo, na qual, de um total de dez, a Austrália figura em primeiro lugar, seguida por Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Noruega.

A Espanha ocupa o sétimo lugar, seguida por Suécia, Reino Unido e Estados Unidos

Mais investimentos financeiros
No relatório, um dos descobridores do ebola, o microbiólogo belga Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, apoia o pedido da ONG por mais investimentos financeiros para fortalecer os sistemas de saúde dos países pobres, para o acesso universal.

"Devido ao surgimento futuro de doenças infecciosas, e também por todas as mortes e doenças desnecessárias que ocorrem todos os dias e passam despercebidas, temos a responsabilidade de capacitar e dar suporte para sistemas de saúde funcionais e resistentes em todo o planeta", afirma o especialista.

A ONG estima que o custo da operação para conter o ebola na África Ocidental chega a US$ 4,3 bilhões. No entanto, segundo seus cálculos, uma melhora nos sistemas de saúde desses países teria custado US$ 1,58 bilhão.

Segundo balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde, a OMS, 23.729 pessoas foram contaminadas pelo ebola e 9.604 morreram em decorrência da epidemia. Os países mais afetados são Serra Leoa, Libéria e Guiné. Os dados são de 25 de fevereiro.

Cúpula em Bruxelas
Antes da realização nesta terça de uma cúpula sobre o ebola em Bruxelas, a ONG pede aos líderes mundiais que "aprendam com as lições da epidemia" na África Ocidental.

"Um sistema de saúde mais forte conseguiria conter o ebola em sua raiz, salvando a vida de milhões de crianças e economizando milhões", afirma a organização, que pede o envolvimento de entidades como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Save the Children pede aos governantes que, além de reconstruir os sistemas de saúde de Libéria, Serra Leoa e Guiné, se comprometam em criar uma cobertura sanitária universal em todos os países, com investimentos de pelo menos 15% de seu orçamento nacional à saúde.

Além disso, propõe que os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que substituirão os Objetivos do Milênio e serão discutidos na ONU em setembro, incluam o compromisso de promover uma cobertura de saúde universal, e que os líderes mundiais se comprometam a acabar com as mortes evitáveis de mulheres, recém-nascidos e crianças até 2030.

Fonte:http://g1.globo.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Anvisa decide retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proibido

Obtenção de medicamentos com a substância será facilitada no país.
Substância química é encontrada na maconha e tem utilidade terapêutica.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (14) retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito.

A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência durante reunião em Brasília. Com ela, abre-se o caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância seja facilitada no país. Antes, a venda do produto com a substância classificada como proibida era vetada.

Agora, as empresas interessadas poderão produzir e vender derivados de canabidiol após a obtenção de um registro da Anvisa. Há menos de um mês, uma empresa europeia entrou com um pedido para vender medicamentos com a substância, mas ele ainda está em análise e não há prazo para ser concluído. A aquisição do produto deverá ocorer de forma controlada, com a exigência de receita médica de duas vias.

A agência também vai criar uma ordem de serviço em regime especial para regulamentar a importação dos remédios com a substância, que continuará pecisando de autorização para ser feita. A resolução ainda não está pronta. Com ela, deve haver uma flexibilização da importação. Segundo Jaime Oliveira, medicamentos já conhecidos pela Anvisa que contêm a substância serão autorizados mais rapidamente do que medicamentos desconhecidos, que precisarão de uma maior análise.

O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha e que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas.

O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, votou pela liberação do uso do canabidiol, mas com controle e com a permanência da necessidade de autorização de importação pela Anvisa. "A reclassificação, por si só, em nada altera o quadro de necessidade excepcional de autorização da Anvisa. Os produtos importados não são só compostos de canabidiol", disse.

De acordo com o diretor-presidente, estudos científicos mostraram que o canabidiol não traz dependência. "Portanto não há razões para que ela [a substância] permaneça proibida. Apesar dos relatos bibliográficos, a avaliação nao teve objetivo de comprovar a eficácia do canabidiol e sim o risco de desvios e seu potencial para causar dependência."

Ivo Bucaresky, membro da diretoria colegiada, disse que, em curto prazo, pode parecer que a decisão não mudará muita coisa, mas há um efeito simbólico e prático. "Além de mostrar que não é algo ilegal que está sendo feito, que o médico não está impedido de prescrever, vai permitir que saia essa tarja de ilegalidade, que está sendo feito algo proibido", afirmou.

Segundo Bucaresky, a decisão também será importante para as pesquisas científicas no Brasil. "O efeito prático primeiro é na academia. Vai facilitar as pesquisas e os debates na academia. Outro ponto que vi muito é o acesso. Hoje consegue trazer [o remédio] quem tem estrutura econômica e muitas famílias têm dificuldades de ter acesso."

De acordo com a Anvisa, o órgão recebeu até esta terça-feira 374 pedidos de importação da substância para uso pessoal, por meio do pedido excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil. Desse total, 336 foram autorizados, 20 aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 11 estão em análise pela área técnica.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou uma nota na qual elogiou a decisão da Anvisa, considerando-a como um "reconhecimento ao pedido de inúmeras famílias que buscaram na Justiça o direito ao tratamento".

Apelo de pais
Durante a reunião, Katiele Fischer e Norberto Fischer, pais de Anny, de 6 anos, portadora da rara síndrome CDKL5, fizeram um apelo aos membros da diretoria colegiada. Anny tem uma doença genética que provoca deficiência neurológica grave e grande quantidade de convulsões. Em 3 de abril do ano passado, o casal obteve, na Justiça, autorização para importar o canabidiol.

"A reclassificação é fruto de um apelo social. Não é uma decisão política. Isso é uma decisão técnica da equipe da Anvisa com esse apoio popular", afirmou Norberto Fischer. "Com a reclassificação o aspecto sociológico da sociedade vai mudar. A sociedade começa a acreditar que essa substância não é algo ruim."

Conselho Federal de Medicina
Em dezembro do ano passado, o Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras.

Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

Pela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.


Fonte:http://g1.globo.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Governo cria regras para que saúde privada reduza cesarianas

Operadoras terão 180 dias para se adaptarem às novas resoluções.
Medidas serão publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (7).




O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciaram nesta terça-feira (6), em Brasília, uma nova resolução que irá pressionar as operadoras a fiscalizarem mais hospitais e médicos para diminuir a quantidade de partos cesáreos feitos por planos de saúde no Brasil.

O governo busca estimular o parto normal e reduzir as cesarianas, quando possível, pois o índice de nascimentos por meio cirúrgico chega a 84,6% do total realizado via planos de saúde. O índice é extremamente alto se comparado ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 15%.

A medida será publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial e o prazo para as operadoras se adaptarem à resolução é de 180 dias.

Entre as novas regras, fica estabelecido que os planos de saúde devem informar às pacientes, em até 15 dias, a quantidade de cesarianas realizadas por médico, operadora e hospital, quando solicitados.

Segundo o governo, com essas informações em mãos, a mulher terá a oportunidade de analisar melhor e com calma o histórico do médico e do local em que o parto será realizado e pode ajudá-la a optar, inicialmente, pelo método normal. A multa para as operadoras que não prestarem as informações quando solicitadas pela gestante será de R$ 25 mil.

Partogramas
Outra medida é que as operadoras orientem os médicos a utilizarem partogramas, espécie de documento com registros do trabalho de parto, com dados estabelecidos pela OMS.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, procedimentos médicos desnecessários que venham a ser detectados em auditorias feitas pelas operadoras, como os próprios partos cesáreos, correm o risco de não precisarem ter o pagamento coberto. No caso, o médico e a equipe ficariam sem receber da operadora pelo procedimento realizado.

Com a iniciativa, o governo espera que os planos de saúde estimulem os médicos a usarem o partograma para reforçar a segurança da gestante e do profissional de saúde envolvido e, com isso, diminuir a quantidade de cesarianas no país.

"O bom obstetra usa esse documento como instrumento de segurança para mostrar o que foi realizado em caso de óbito infantil. Ele é decisivo se houver complicações também. Temos de induzir uma prática mais qualificada, com menos procedimentos desnecessários. Ele já é muito utilizado em hospitais públicos e privados. Agora vai se generalizar", afirmou Chioro.

A resolução determina também a inclusão de contatos da ANS no Cartão da Gestante e a orientação para que médicos utilizem partogramas com dados estabelecidos pela OMS.

Epidemia de cesarianas
Para o ministro, as inciativas devem ajudar o Brasil a se adequar aos índices estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "Não dá para a gente continuar considerando como normal o que não é normal, que é o parto cesáreo. O Brasil tem muito mais cesarianas do que o recomendado pela OMS, temos que reduzir isso."
Não dá para a gente continuar considerando como normal o que não é normal, que é o parto cesáreo. O Brasil tem muito mais cesarianas do que o recomendado pela OMS, temos que reduzir isso"
Arthur Chioro, ministro da Saúde

Ele considerou ainda como "ilegal" a cobrança feita por médicos de uma "taxa de disponibilidade" - não coberta pelo plano de saúde - para acompanhá-la no parto normal, quando esta opta pelo procedimento. Isso porque esse procedimento, em geral, é mais demorado que a cesariana, ocupando mais o tempo do médico.

Para o diretor-presidente André Longo, o "ideal é que a mulher entre em trabalho de parto e depois decida qual será o modo [de parto]" e quais as medidas para ajudá-la nesta decisão.

As iniciativas foram formuladas com base em duas consultas públicas realizadas na internet entre outubro e novembro do ano passado. Elas contaram com a participação de operadoras, consumidores, gestores, entre outros.

Partos
O parto cesáreo é um procedimento cirúrgico para a retirada do bebê por meio de uma incisão abdominal. Ao todo, 84,6% dos partos realizados no Brasil com planos de saúde são cesáreos. A porcentagem deste tipo de parto no Sistema Único de Saúde (SUS) é menor: 40%. No país, levando-se em conta tanto a rede pública quanto a privada, a cesariana representa 55,6% do total dos nascimentos.

A recomendação da OMS é que somente 15% dos partos sejam realizados por cesariana, pois essa seria a porcentagem de situações reais de risco à mãe ou ao bebê se o parto for feito por via natural. A cesariana ainda triplica o risco de morte materna por causa de possíveis infecções e acidentes anestésicos, por exemplo.



Fonte:http://g1.globo.com

sábado, 20 de dezembro de 2014

Doenças do coração são principais causas de morte

Expectativa de vida maior com rotina diária menos saudável ajudou o índice.


Uma pesquisa feita em 188 países revela que as doenças do coração, os derrames e os problemas pulmonares são, nesta ordem, as principais causas de mortes no mundo. No Brasil, porém, a violência entra na lista e ocupa o segundo lugar.

As doenças cardiovasculares matam 300 mil pessoas no Brasil todos os anos. Os infartos, AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), além de complicações pulmonares, foram responsáveis por três em cada 10 mortes no mundo entre 1990 e 2013.

Nas últimas décadas, o controle de doenças como as infecções fez aumentar a expectativa de vida da população mundial. Com isso, aparecem os problemas típicos do envelhecimento, como as doença cardiovasculares.

Apesar disso, para que elas se tornassem tão frequentes entre as mortes registradas no mundo, os pesquisadores apontaram mais um fator: estamos vivendo mais e com uma qualidade de vida cada vez pior. Estresse, alimentação ruim e sedentarismo formam uma combinação fatal.


Fonte:http://www.nominuto.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Brasil tem 21,4% de hipertensos, diz Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE

Agentes do IBGE visitaram 81.767 casas em todos os estados brasileiros.
Pela primeira vez, pesquisa de saúde em âmbito nacional coletou exames.




No Brasil, 21,4% das pessoas com mais de 18 anos já foram diagnosticadas com hipertensão; 12,5% tiveram colesterol alto identificado por um médico e 6,2% receberam diagnóstico dediabetes. Problemas crônicos na coluna atingiram 18,5% dos adultos brasileiros e adepressão foi identificada em 7,6%. Ainda assim, 66,1% da população avalia sua própria saúde como boa ou muito boa.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da primeira pesquisa de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde (leia mais abaixo).

Nesta quarta-feira (10), o instituto divulgou a primeira leva de resultados obtidos a partir da coleta feita no segundo semestre de 2013. Foram visitadas 81.767 casas em todos os estados brasileiros, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE. Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidas, 25% desse conjunto realizaram também os exames de sangue e urina.
Saúde dos brasileiros:

- 21,4% têm hipertensão

- 6,2% têm diabetes

- 12,5% têm colesterol alto

- 4,2% têm doença cardiovascular

- 1,5% tiveram AVC

- 18,5% têm problema de coluna

- 7,6% têm depressão

- 1,8% tiveram câncer


Nesta primeira etapa de divulgação dos dados, ainda não foram levados em conta os resultados dos exames de sangue e urina, apenas o relato dos entrevistados.

‘Falsos saudáveis’
Para o médico Carlos Costa Magalhães, diretor de promoção da saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os dados da pesquisa mostram que as doenças crônicas estão cada vez mais presentes para a saúde do brasileiro. “No início do século 20, as doenças infectoparasitárias eram a maior causa de mortalidade. Depois, houve um aumento da urbanização, mudando o perfil de risco para as doenças cardiovasculares, nos dias atuais.”

O fato de a maioria da população se considerar saudável, apesar dos índices significativos de hipertensão e diabetes, por exemplo, está ligado à ausência de sintomas relacionadas a essas condições. “Os fatores de risco cardiovascular, como pressão alta e colesterol alto, tem poucas chances de dar sintomas. Diabetes do tipo 2 só passa a apresentar sintomas a partir de um certo nível de glicose. Até a obesidade, apesar de visível, não é vista como um risco”, diz Magalhães.

Hábitos dos brasileiros:
 
- 37,3% comem 5 porções diárias de frutas e hortaliças
 
- 23,4% bebem refrigerante 5 vezes por semana ou mais
 
- 21,7% comem doce 5 vezes por semana ou mais
 
- 37,2% comem carne ou frango com excesso de gordura
 
- 24% bebe álcool ao menos uma vez por semana
 
- 15% fumam
 
- 46% não fazem exercícios suficientes
 
- 28,9% passam ao menos 3 horas por dia em frente à TV


O médico alerta que justamente por causa da falta de sintomas é preciso se submeter a exames médicos periódicos como prevenção. “Não precisa ser um cardiologista, pode ser um clínico geral, ou uma ginecologista no caso das mulheres, que faça a medida de pressão, do colesterol, da glicose, que avalie o peso. São medidas para ver se a pessoa é realmente saudável ou não.”

Saúde x estilo de vida
A PNS também coletou informações sobre o estilo de vida dos brasileiros que revelaram hábitos nada saudáveis. Apenas 37,3% dos adultos relatou consumir cinco porções diárias de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Beber refrigerante em pelo menos cinco dias da semana é um hábito de 23,4% dos brasileiros. O consumo frequente de doces foi relatado por 21,7% das pessoas. O consumo de carne ou frango com excesso de gordura foi relatado por 37,2%.

Uma parcela grande dos brasileiros também não faz exercícios o suficiente: 46% dos entrevistados foram considerados insuficientemente ativos. Além disso, 28,9% das pessoas dizem assistir 3 horas ou mais de televisão por dia.

“A informação de que existe uma grande faixa da população sedentária é muito importante. O grupo de pessoas que passa a fazer atividade física com mais frequência facilita o controle da hipertensão arterial. Algumas mudanças simples como redução no sal, no peso e prática de exercícios físicos pode ser suficiente para manter um hipertenso tratado sem medicamentos”, diz Magalhães.

A falta de exercícios e o tempo passado em frente à TV também aparecem como fatores de risco para um problema frequente na população: as dores na coluna. Segundo a pesquisa, 18,5% dos brasileiros sofrem de problemas crônicos na coluna.

O ortopedista Rogério Vidal de Lima, membro da sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), observa que quem faz atividade física tem uma incidência menor de dores nas costas. “Muitas vezes a pessoa fica 3 horas sentada em frente à TV em uma postura ruim, e acaba adquirindo alguma dor.”

Outras pesquisas nacionais de saúde
Pesquisas nacionais sobre a saúde da população feitas anteriormente não coletavam amostras para exames. É o caso da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abordou o tema da saúde em 1998, 2003 e 2008 e também do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito anualmente desde 2006.



Fonte:http://g1.globo.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Entenda riscos do PMMA, outro produto usado por Andressa Urach

Modelo está internada devido a infecção na coxa esquerda.
Em 2009, Andressa fez aplicações de hidogel e de PMMA nas pernas.



O polimetilmetacrilato, conhecido pela sigla PMMA, ou por metacril, é um produto composto por microesferas de um material parecido com plástico. A substância, usada para preenchimento corporal, é uma das que foram aplicadas nas pernas da modelo Andressa Urach em 2009, junto com o hidrogel, para aumentar o volume das coxas.

Andressa foi internada neste fim de semana em um hospital de Porto Alegre com uma infecção na coxa esquerda e permanece em estado grave. Em nota, o Grupo Hospitalar Conceição, onde a modelo recebe tratamento, atribuiu a infecção ao uso do hidrogel. Mas o PMMA também pode trazer riscos importantes para a saúde, segundo médicos ouvidos pelo G1.


Uso não é recomendado
De acordo com o médico Fernando de Almeida Prado, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-SP), o produto é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas o uso é indicado somente em situações muito específicas e em pequenas quantidades. É o caso de pacientes com HIV, que podem ter deformações no corpo e no rosto devido à doença e à medicação.

Apesar disso, a injeção do produto para aumento de volume de regiões como o bumbum e a coxa – conhecida como bioplastia – é oferecida por vários estabelecimentos. “A SBCP não recomenda o uso de PMMA com fins estéticos dessa maneira. É um produto que pode ter uma série de complicações a longo prazo e merece mais estudos”, diz Prado. Ele acrescenta que o PMMA não é absorvido pelo corpo, portanto trata-se de um procedimento permanente.

Riscos são grandes
A colocação do produto é feita de maneira similar à do hidrogel: com uma microcânula e sob anestesia local, de acordo com a médica Valéria Campos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo ela, os riscos inerentes ao PMMA são ainda maiores do que os observados no hidrogel: “Se causa problema, ele fica para sempre, pois não é possível retirar tudo com uma lipoaspiração”.


O cirurgião plástico Claudio Cardoso de Castro, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e membro da Academia Nacional de Medicina (ANM) fez um estudo em 2009 sobre os efeitos do uso do PMMA no organismo. As conclusões são que o produto pode mudar de lugar, levando a deformações, além de provocar degeneração nas células do organismo.

Além disso, se o produto for injetado por engano dentro de um vaso, o paciente fica sujeito a embolias que podem levar à morte, além de necroses na pele.

“Já vi vários casos que não tinham mais solução, as sequelas são horrorosas. Uma substância como essa pode sair do lugar, provocar infecções, cair na circulação”, diz Castro. Ele acrescenta que a retirada do produto é muito difícil, pois não é possível distingui-lo de outros tecidos do corpo.

Valéria lembra que o PMMA é muito mais barato do que o hidrogel, o que facilita o uso irregular por pessoas que não são médicas e nem têm habilitação para esse tipo de procedimento.


Fonte:http://g1.globo.com

Lei nacional que proíbe fumar em locais fechados entra em vigor

Norma veta fumo em locais coletivos, exceto tabacarias e cultos.
Qualquer propaganda de fumígeno passa a ser proibida.



Entram em vigor nesta quarta-feira (3) as novas regras antifumo que proíbem fumar em locais fechados, como ambiente de trabalho e restaurantes, além de determinar o fim da propaganda de cigarros. Elas também extinguem os fumódromos em ambientes coletivos e ampliam as mensagens de alerta em maços de cigarro vendidos no país.

Os fumantes não devem ser fiscalizados. Poderá ser punido somente o estabelecimento que desobedecer as normas. Locais de comércio e restaurantes, por exemplo, deverão orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando alguém se recusar a apagar o cigarro.

A lei antifumo foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011, após ter sido aprovada no Congresso Nacional, e foi regulamentada em maio deste ano.

Conforme a lei, fica proibido o fumo em locais coletivos fechados em todo o país, com exceção das tabacarias e dos cultos religiosos. As regras preveem que as pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de pontos de ônibus. As normas também valem para narguilés ou qualquer tipo de fumígeno.

Propaganda e embalagens
Ainda de acordo com as regras, qualquer propaganda de cigarro será proibida, inclusive nos chamados "displays" (painéis para anúncios nos estabelecimentos comerciais). A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas, ainda assim, com 20% do espaço ocupado pela mensagem de alerta.

A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Até então, esse tipo de mensagem só era estampada na parte de trás dos maços de cigarro.


Fiscalização e punição
Os estabelecimentos que desrespeitarem as regras poderão receber advertência, multa, ser interditados e ter a autorização de funcionamento cancelada. As multas irão variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a infração. As vigilâncias sanitárias dos estados serão responsáveis pela fiscalização.

A pessoa que estiver em um restaurante e se incomodar com o fato de alguém fumar deverá, primeiro, pedir ao estabelecimento que tome providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que a pessoa, então, denuncie o caso à Vigilância Sanitária.


Consumo e riscos
Pesquisa divulgada em junho pelo Ministério da Saúde afirma que 11,3% dos adultos que vivem nas capitais do Brasil fumam. Em 2006, o índice era de 15,7%. Os homens são os que mais fumam, com índice de 14,4%. O percentual entre as mulheres é de 8,6%. Os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias.

No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1,4 milhão de diárias por internação relacionadas ao tabagismo, ao custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos. A estimativa do governo é que, neste ano, sejam registrados 16,4 mil novos casos de câncer de pulmão.

Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes no Brasil por ano. Além disso, está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão; 85% das mortes por bronquite; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio; 25% das doenças vasculares e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer.

Entenda os males do cigarro
Segundo especialistas, o cigarro está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer. No caso de tumores no pulmão, esse índice aumenta para 84%. Além desta doença, o cigarro pode causar alterações na voz, principalmente das mulheres, que podem adquirir uma voz grossa e totalmente diferente por infecção nas cordas vocais.

Em apenas um dia sem fumar, já é possível ter benefícios para a saúde, segundo a cardiologista Jaqueline Issa. É preciso ainda prestar atenção em outros sintomas de problemas na garganta, como dor, dificuldade para engolir ou respirar e sensação de caroço na região.

Segundo os médicos, o cigarro pode também afetar a tireoide, causando hipotireoidismo e levar ao ganho de peso, especialmente na região abdominal. Mulheres fumantes com mais de 50 anos, por exemplo, têm entre três a quatro vezes mais chances de ter hipotireoidismo que a população em geral.

Fora a alteração na voz e a rouquidão, o cigarro pode ainda causar também perda óssea nos dentes. Isso acontece porque a nicotina e outros componentes agridem a gengiva e a raiz dos dentes.



Fonte:http://g1.globo.com

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

País registra 789 casos de chikungunya, segundo o Ministério da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos.




O Brasil já registrou 789 casos de febre chikungunya transmitidos dentro do país, segundo dados divulgados hoje (29) pelo Ministério da Saúde. Três estados apresentaram casos da doença, que tem os mesmos vetores e sintomas da dengue.

Desses casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP). Na Bahia foram registrados 371 casos em Feira de Santana, 82 em Riachão do Jacuípe, dois em Salvador, um em Alagoinha, um em Cachoeira e um em Amélia Rodrigues. Também foi registrado um caso em Matozinhos (MG), além de 39 pessoas que tiveram o diagnóstico da doença, mas foram contaminadas fora do país.

Na maioria dos casos de febre chikungunya, o paciente não precisa ser internado. Ele é tratado em casa, com remédios para aliviar dores e febre, conforme recomendação médica.

Segundo o Ministério da Saúde, para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, evitar água parada.



Fonte:http://nominuto.com

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Homem paralisado volta a andar após transplante de células do nariz

Darek Fidyka ficou paralisado após ser esfaqueado várias vezes em 2010 e não apresentava sinais de recuperação; tratamento é inédito no mundo.




Um homem paralisado conseguiu andar novamente após um tratamento inovador que envolveu o transplante de células de sua cavidade nasal para a medula espinhal.

Darek Fidyka, de 40 anos, ficou paralisado do peito para baixo após ser esfaqueado várias vezes em 2010. Agora, ele pode andar usando um andador. Ele também recuperou algumas funções da bexiga e intestino e funções sexuais.

Antes do tratamento, Fidyka estava paralisado havia quase dois anos e não mostrava nenhum sinal de recuperação, apesar de meses de fisioterapia intensiva. Ele disse que andar novamente foi "uma sensação incrível".

"Quando você não pode sentir quase metade do seu corpo, você é impotente, mas quando ele começa a voltar, é como se você tivesse nascido de novo".

O tratamento, inédito no mundo, foi realizado por cirurgiões poloneses em colaboração com cientistas em Londres. Detalhes da pesquisa foram divulgados na publicação científica Cell Transplantation.

O programa de TV Panorama, da BBC, teve acesso exclusivo ao projeto e passou um ano acompanhando a reabilitação do paciente.

O chefe de regeneração neural do Instituto de Neurologia da Universidade College, de Londres, liderou a equipe de pesquisadores. Ele disse que o resultado é "mais impressionante do que o homem andar na lua".

Como foi
O tratamento utilizou células especiais que fazem parte do sentido do olfato (OECs, na sigla em inglês). Elas agem como células de direção, que permitem que as fibras nervosas do sistema olfativo sejam continuamente renovadas.

Na primeira de duas operações, os cirurgiões removeram um dos bulbos olfativos do paciente e as células cresceram em cultura. Duas semanas depois, eles transplantaram as células para a medula espinhal, que tinha sido reduzida a uma pequena faixa de tecido, à direita.

Eles tinham apenas uma pequena porção de material para trabalhar - cerca de 500 mil células. Cerca de 100 microinjeções de células olfativas foram feitas acima e abaixo da lesão.

Quatro tiras finas de tecido nervoso foram tiradas do tornozelo do paciente e colocadas através de uma lacuna de 8mm no lado esquerdo da medula espinhal.

Os cientistas acreditam que as células olfativas forneceram uma direção, permitindo que as fibras acima e abaixo da lesão se reconectassem, usando os enxertos de nervos para preencher a lacuna na medula espinhal.

Fidyka mantém o programa de exercícios que já realizava antes do transplante - cinco horas por dia, cinco dias por semana. Ele notou pela primeira vez que o tratamento havia sido bem sucedido após cerca de três meses, quando sua coxa esquerda começou a desenvolver músculos.

Seis meses depois, ele foi capaz de tentar dar seus primeiros passos com a ajuda de barras paralelas, usando muletas e com o apoio de um fisioterapeuta. Dois anos após o tratamento, ele agora pode andar fora do centro de reabilitação utilizando um andador.

O neurocirurgião Pawel Tabakow, consultor no Hospital Universitário de Wroclaw, que liderou a equipe de pesquisa polonesa, disse: "É incrível ver como a regeneração da medula espinhal, algo que era considerado impossível por muitos anos, está se tornando uma realidade".

Fidyka ainda se cansa rapidamente ao caminhar, mas disse: "Eu acho que é realista que um dia irei me tornar independente".

"O que eu aprendi é que você nunca deve desistir, mas continuar lutando, porque alguma porta se abrirá na vida".

Um fator determinante para o sucesso do procedimento em Fidyka foi que os cientistas puderam usar céulas do bulbo olfatório do paciente. Isso significa que não havia perigo de rejeição, por isso não houve a necessidade de medicamentos imunossupressores usados em transplantes convencionais.

A maior parte da reparação de medula espinhal de Fidyka ocorreu no lado esquerdo, onde havia uma lacuna de 8mm. Desde então, ele recuperou massa muscular e movimento principalmente nesse lado.

Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que a recuperação se deve à regeneração, já que sinais do cérebro que controlam os músculos da perna esquerda viajam para baixo pelo lado esquerdo da medula espinhal.

Exames mostraram que a lacuna na medula espinhal fechou-se após o tratamento.



Fonte:http://g1.globo.com

OBRIGADO PELA VISITA!

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