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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Com adesão à fibra ótica, Vinhedo vira referência em velocidade de web

Município é o único em que principal faixa de acesso é de mais de 34 Mbps.
Projeto da prefeitura ainda oferece navegação grátis para os moradores.




Com uma adesão cada vez maior à fibra ótica, Vinhedo (SP) tem se tornado referência em velocidade de navegação na internet. O município, que tem cerca de 71 mil habitantes, é o único do país em que a faixa predominante de acessos de banda larga fixa é com velocidade superior a 34 Mbps, segundo levantamento feito pelo G1 com base em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os dados mostram que 38,3% das pessoas com pontos de acesso na cidade navegam na web a uma velocidade maior que 34 Mbps. Como base de comparação, a Coreia do Sul, país que lidera um ranking mundial de velocidade, tem média de 22,2 Mbps.

Outros 28,8% acessam a internet numa faixa de 2 Mbps a 12 Mbps e 27,6% têm em casa uma velocidade de 12 Mbps a 34 Mbps. A cidade tem, ao todo, 14.581 pontos de acesso de banda larga.

Conexão rápida
Segundo o diretor executivo da empresa Viafibra, Rogério Marques, que oferece conexão por fibra ótica na cidade desde 2010, a velocidade mais comercializada atualmente é a de 30 Mbps. "Possuo 2 mil clientes, sendo que 40% deles têm velocidade de 60 Mbps, 50% com velocidade de até 30 Mbps e 10% dos usuários possuem 100 Mbps", afirma.

Apesar de o serviço existir na cidade há cinco anos, Marques conta que a procura tem se tornado mais frequente desde o início de 2015. Para ele, um dos motivos para o aumento na demanda é a redução no valor dos planos. "Está mais acessível. O preço médio dos planos para fibra ótica gira em torno de R$ 119 mensais", explica.

Outra empresa que oferece a conexão em alta velocidade na cidade a preços mais acessíveis é a Vivo. O provedor tem planos de fibra ótica com pacotes de 50 Mbps, 100 Mbps e 200 Mbps de velocidade, a partir de R$ 79,90.

O estudante Danilo Amaral, de 21 anos, paga pelo serviço de fibra particular para sua residência e afirma estar satisfeito com a velocidade de navegação. "A internet é ótima, dificilmente tenho problemas e, quando tenho, são rapidamente resolvidos", conta.

O publicitário Leonardo Devecz, de 26 anos, conta que, antes da chegada da fibra, vivia insatisfeito com sua internet, mas que agora a situação é outra. "Na atual, além de eu receber um serviço megaeficiente, a conexão é ótima. Eu assisto a tudo o que eu quero sem ter que esperar e sempre na máxima resolução."

Internet grátis
Apesar da popularização dos preços, nem todos podem pagar os valores cobrados pelos provedores pagos.

Ainda assim, existe uma opção, também por fibra ótica e grátis. Trata-se de um projeto da prefeitura chamado de "Sim Vinhedo Digital", que existe desde 2012 e conta com velocidade de 1 Mbps dedicado.

Segundo a prefeitura, aproximadamente 1,5 mil pessoas têm acesso ao serviço por fibra em casa através da banda de 50 Mbps do Executivo. É preciso apenas fazer um cadastro e comprar um equipamento via rádio para receber o sinal e depois usar gratuitamente.

No entanto, a administração municipal afirma que tem capacidade para oferecer o serviço a 70% da população e que isso só não acontece por falta de procura por parte dos próprios moradores. 

Apesar dos vários tipos de conexão existentes em Vinhedo, a auxiliar de laboratório Débora de Souza Nogueira, de 20 anos, conta que ainda prefere aproveitar os sinais de wi-fi abertos, que são abundantes na cidade. "Eu não tenho internet em casa. Eu uso no Centro porque tem vários wi-fis abertos. Eu ainda não fiz o da prefeitura porque não deu tempo. Eu conheço gente que usa e gosta bastante", afirma.

Uso da conexão rápida
Na cidade, a alta velocidade também serve de auxílio na educação. Na escola municipal Maria de Lurdes Von Zuben, os alunos, de 6 a 10 anos, aproveitam a internet via fibra de 16 Mbps para aprimorar os conhecimentos de raciocínio lógico e concentração, segundo a diretora Lindalva Lovizaro. "O monitor usa essa conexão rápida para desenvolver com os estudantes questões de raciocínio lógico, num trabalho diferenciado com os alunos que têm dificuldade de concentração", explica.

Já em algumas escolas particulares do município, a velocidade de conexão pode chegar a até 200 Mbps, além de wi-fi aberto para uso dos estudantes e também dos professores que utilizam lousas interativas e tablets em sala de aula.

Nos órgãos públicos, segundo a prefeitura, a navegação é de 40 Mbps. A velocidade é usada para interligar todos os sistemas de dados, desde a saúde até pagamentos de impostos, de acordo com a administração municipal.

A vendedora Deise Vianna, de 25 anos, diz, no entanto, que a fibra óptica só faz parte da vida de uma minoria da população. "Eu não conheço muita gente que usa fibra. É uma minoria que tem. Primeiro, se funciona essa alta velocidade é só no Centro, porque nos bairros distantes, não. É mais em condomínio de luxo", conclui.



Velocidade da banda larga no Brasil varia entre taxas de Líbia e Japão

Mapa mostra disparidade entre cidades; internet completa 20 anos no Brasil.
Média de velocidade é 3 Mbps; governo quer elevar a 25 Mbps até 2018.

Enquanto a maior parte dos moradores de 406 cidades do Brasil acessa a internet com uma velocidade inferior à oferecida na Líbia – um país em conflito –, a maioria dos habitantes de outros 456 municípios navega na web com velocidade similar à de países como Finlândia, Suíça e Japão.

É o que mostra um levantamento feito pelo G1com base nos dados mais recentes deste ano da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – acesse o mapa.

A velocidade média da internet no Brasil, que completa 20 anos neste mês, gira em torno de 3 Mbps, o que faz o país ocupar a 89ª taxa de download mais rápida do mundo, atrás de Iraque, Kwait e Sri Lanka, segundo o último relatório da Akamai, empresa de alcance global e referência na área. A Coreia do Sul, em primeiro lugar no ranking formado por quase 150 países, tem uma velocidade média de 22,2 Mbps.

A média do Brasil esconde uma disparidade ainda maior entre os municípios. Como as empresas são obrigadas a informar à Anatel a faixa de velocidade de todos os pontos de acesso fixo no país, é possível analisar a situação de cada cidade.

São cinco tipos de faixa de classificação (0 a 512 Kbps, 512 Kbps a 2 Mbps, 2 Mbps a 12 Mbps, 12 Mbps a 34 Mbps e acima de 34 Mbps). São Paulo, por exemplo, tem 3,1 milhões de pontos. A maioria deles (47%) se concentra na faixa de 2 a 12 Mbps.

Como foi feito o mapeamento?

Com base na faixa predominante de velocidade de cada cidade, o G1 elaborou um mapa. Ele mostra que em 406 cidades o maior percentual das conexões está na faixa que vai até 512 Kbps. Parte dos municípios está localizada na região Norte e no interior dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Como base de comparação, a Líbia, lanterna do ranking mundial, tem uma taxa média de 700 Kbps.



O diretor de operações da Akamai, Jonas Silva, diz que essa situação reflete a história do país. “Toda a infraestrutura da internet está desenvolvida mais ou menos da forma como o Brasil foi colonizado. As cidades costeiras têm mais habitantes, tiveram um desenvolvimento primário melhor que o interior do Brasil. Por isso, as velocidades nesses locais são bastante altas”, diz.

Nas cidades do Sul, ele cita o fato de estarem próximas da fronteira e serem mais rurais como empecilho. O diretor da Akamai coloca o tamanho dos municípios como agravante. “Se a cidade tem mais de 1 milhão de habitantes, tem provedor de acesso que não acaba mais. Pode escolher o provedor A, B ou C. À medida que se entra para as cidades de 800 mil, já começa a diminuir a quantidade de provedores. Nas cidades menores, a oferta é mais baixa.”

Na outra ponta da velocidade da web, estão 456 cidades onde a maioria dos moradores conta com uma velocidade de 12 Mbps a 34 Mbps; 95% delas estão no estado de São Paulo. Melhor que elas, só Vinhedo (SP), a única cidade do país que tem como faixa predominante de acesso mais de 34 Mbps.

Alexander Castro, diretor de banda larga do Sinditelebrasil, a associação das teleoperadoras, diz que a maior concentração de renda favoreceu o estado de São Paulo: “Ao ver que havia mercado receptivo a serviços mais caros, as operadoras investiram em implantação de fibra ótica na região. A concorrência entre elas acabou sendo maior, o que tem tornado a oferta de serviços mais ampla e menos dispendiosa.”

“A prioridade das operadoras era buscar regiões com alto IDH, alta demanda, e isso levou a uma situação que a densidade de acesso ficou maior no Sudeste”, afirma Castro.

De acordo com o levantamento do G1, 3.971 cidades têm como faixa predominante de velocidade aquela que vai de 512 Kbps a 2 Mbps. Há ainda 733 cidades cuja maioria da população acessa a internet com uma velocidade que varia de 2 Mbps a 12 Mbps. Só três municípios (Balneário Rincão-SC, Mojuí dos Campos-PA e Pinto Bandeira-RS) não contam com nenhum ponto de acesso de banda larga fixa no país.

Carência de internet no Norte

O diretor da Sinditelebrasil e o diretor da Akamai concordam que a principal dificuldade hoje está em melhorar os índices da região Norte.


“Quando se caminha para o Oeste, há um problema grave: não dá para passar nada. São regiões inóspitas e de floresta. Elas são servidas, com raras exceções, por satélite. E ele é por natureza caro e lento. No caso da Amazônia, pelo lado brasileiro, a floresta restringe a instalação de infraestrutura. Pelo lado vizinho, os Andes impedem a passagem de cabos. Tem que passar cabo a 4 mil metros de altitude”, conta Jonas Silva.

Alexander Castro diz que “enquanto não for possível colocar satélites que operem em bandas com custos melhores ao usuário, a situação não será revertida”.

O Ministério das Comunicações diz que “reconhece que há uma carência de infraestrutura ainda presente no Brasil que dificulta o acesso à banda larga de populações em algumas regiões mais isoladas e cria um hiato na disponibilidade de internet de alta velocidade no país”. “Ciente de que existe uma grande desigualdade no serviço ofertado, o governo não medirá esforços para, por meio do Programa Banda Larga Para Todos, melhorar essa realidade e diminuir os desequilíbrios regionais”, informa, em nota.

Banda Larga para Todos

O Brasil tem atualmente 24,3 milhões de pontos de acesso de banda larga fixa. Destes, 46,3% estão na faixa de 2Mbps a 12 Mbps.

O diretor da Sinditelebrasil traça um cenário otimista para os próximos anos. “As operadoras começaram a investir em novas tecnologias. No caso do móvel, a solução é o 4G. Na banda larga, as operadoras usaram soluções para otimizar o tráfego. Começaram a usar anéis metropolitanos de fibra ótica e até em bairros. Até 2019, vai ter acesso em todos os municípios do Brasil, e o país todo vai ter internet no patamar próximo de 20 Mbps.”

A meta do governo é ainda mais ousada. Segundo o Ministério das Comunicações, o Plano Banda Larga para Todos, ainda em formulação, pretende levar internet rápida, com uma velocidade média de 25 Mbps, para 95% da população brasileira até 2018.

Para chegar a esse patamar, no entanto, há um longo caminho a ser percorrido. Hoje, só 4,5% das conexões são por fibra ótica, relevam dados da Anatel.

O ministério diz que será preciso contar com “forte investimento em infraestrutura de fibra óptica e a operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, que será lançado em 2016”. A pasta afirma, no entanto, que isso ainda depende do orçamento disponível para o programa.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Twitter libera usuários para escrever comentários em retuítes

Novo recurso pode ser usado por ora na web e no app para iOS.
É possível adicionar textos de até 140 caracteres.




O Twitter liberou seus usuários para adicionar comentários às mensagens retuitadas. Antes inviável, a possibilidade libera os usuários para escrever com o limite de 140 caracteres de postagens comuns.

A novidade, anunciada nesta segunda-feira (6), começou a ser testada em junho do ano passado. Agora, está disponível para quem acessar a plataforma pela web e pelo aplicativo para iOS. Segundo o Twitter, a novidade para aparelhos Android será liberada em breve.

A impossibilidade de comentar retuítes levou os usuários do microblog a criar artifícios. Para poder dar um toque pessoal mensagens, links ou imagens publicados por contatos, os tuiteiros passaram a evitar o botão “retweetar”. Em vez disso, escreviam mensagens e identificavam ser de outro autor com o termo “RT”.

Agora, o recursou foi institucionalizado pelo Twitter. Ao clicar no botão “retweetar”, uma caixa para comentários aparece automaticamente, quando o acesso é feito pela web. Quando é feito pelo app, há um botão específico para isso.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Como operadora, Google quer acabar com tarifas internacionais



Já se sabe que a operadora de telefonia do Google é mais do que rumor, mas um plano real confirmado pela empresa. Agora surgiu uma das possíveis novidades do serviço: a possibilidade de usar o celular em outros países sem precisar pagar a mais por isso.

Segundo o jornal Telegraph, o Google está conversando com o grupo de Hutchison Whampoa, de Hong Kong, dono de vários operadoras de telefonia espalhadas pelo mundo. A publicação diz que possíveis clientes americanos do Google poderiam viajar para países como Reino Unido, Irlanda, Itália, entre outros, sem aumento nas tarifas para acessar as redes locais.

O conglomerado parece ser um bom parceiro para o Google, já que também já havia sido cogitado que a Three, operadora internacional que pertence ao grupo, oferecesse um plano similar, que permitisse aos clientes usar redes internacionais sem custos extras.

O plano do Google é a construção de uma operadora móvel virtual, o que significa que a companhia não construiria antenas, mas se apoiaria na infraestrutura existente de parceiros para oferecer seus serviços tanto nos Estados Unidos, quanto em outros países.

No entanto, a empresa até agora fala em um projeto em pequena escala: a empresa não tem ambição de concorrer com as gigantes do setor, mas apenas pressioná-las. É algo como o Google Fiber, internet de fibra óptica de alta velocidade disponível em pouquíssimas cidades nos Estados Unidos, mas que forçou as empresas do setor a se movimentar. Também é a ideia da linha de smartphones Nexus, produzida em pequena quantidade para mostrar do que o Android é capaz e incentivar fabricantes a se renovarem.


Venda de smartphones sobe 55% no Brasil em 2014, diz IDC

País atingiu marca de 54,5 milhões de unidades vendidas no ano passado.
Para 2015, projeção de crescimento é de 16%, segundo consultoria.




A venda de smartphones subiu 55% no Brasil em 2014 na comparação com o ano anterior, alcançando 54,5 milhões de unidades, informou nesta segunda-feira (6) a consultoria IDC Brasil, que projeta crescimento de 16% para 2015.

"Passamos por um ano muito complicado do ponto de vista econômico e, se levarmos em conta as outras categorias de dispositivos, o mercado de smartphones foi o único que apresentou um resultado positivo", disse em comunicado Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil.

Segundo o estudo, somando a categoria de "feature phones" (aparelhos mais simples), o mercado de celulares encerrou 2014 em alta de 7%, com um total de 70,3 milhões de aparelhos comercializados.

Dessa forma, o Brasil ficou na quarta colocação entre os maiores mercados do mundo, atrás de China, Estados Unidos e Índia. De acordo com o estudo, 95% do mercado está concentrado em seis grandes marcas.

No quarto trimestre, foram vendidos 16,2 milhões de celulares inteligentes, alta de 43% frente ao quarto trimestre de 2013, com impulso das vendas na Black Friday.

Citando dólar alto e conjuntura econômica, a IDC Brasil projeta crescimento de 16% para o mercado de smartphones em 2015, com a venda de cerca de 63,3 milhões de aparelhos.

Em 2014, 15% dos aparelhos vendidos tinham tecnologia de Internet móvel de quarta geração (4G). Para este ano, a projeção é que essa participação fique entre 30 e 35%.

domingo, 5 de abril de 2015

Compras pela internet: praticidade que exige cuidados

Presidente da Comissão de Tecnologia da Informação da OAB, Hallrison Dantas, dá dicas para evitar dores de cabeça.



Um levantamento realizado com internautas de todas as capitais brasileiras pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) no final do mês de março, aprontou que seis em cada dez consumidores virtuais já compraram por impulso na internet. A pesquisa ainda diz que os anúncios de ofertas em sites, potencializam as compras desnecessárias.

Para evitar maiores dores de cabeça, os consumidores têm que ficar atentos ao efetuar compras pela internet. O presidente da Comissão de Tecnologia da Informação da OAB, Hallrison Dantas, dá algumas dicas para que aquela aquisição não vire um prejuízo para o seu bolso. 

“Mãe de todas as dicas, pesquise a credibilidade e histórico do eventual vendedor. Veja de quem está comprando. Isso define até SE você vai receber o item, e em qual estado esse item vai estar. Se ninguém nunca comprou de um fornecedor, não seja o primeiro”, explica.

Para ajudar os consumistas online de plantão, algumas instituições fornecem serviço de avaliação de sites de compra. Um dos canais mais acessados é o Reclame Aqui. Segundo o site de reclamações, as lojas virtuais com maiores reclamações até a última sexta-feira (3), foram:

1° - Ponto Frio - Loja Virtual

2° - Extra.com.br

3° - Casas Bahia - Loja Virtual

4° - WalMart - Loja Virtual

5° - Mercado Livre

Hallrison alerta ainda para o cuidado com grandes ofertas, ou aquela queima irresistível, via internet. “As mais das vezes isso pode esconder um estelionato virtual, ou seja, o produto não vai vir ou não corresponde ao anunciado, uma captura não autorizada de suas informações pessoais (fenômeno conhecido como phishing), ou a dificuldade da entrega do produto, em virtude da venda de um número exagerado de itens, gerando a falta de estoque”, comenta.

Outra questão para ficar atento é a forma de pagamento. O presidente da Comissão de Tecnologia da OAB diz que o consumidor jamais deve fazer uma compra na web usando dinheiro, depósito ou transferência on-line.

“Todo consumidor deve proteger seu negócio, agindo para que a transação possa ser reversível, ou seja, se não te entregarem o produto também não vão receber o pagamento. Há múltiplas plataformas de pagamento digital a disposição, sendo as mais comuns o paypal e o pagseguro. Qualquer comerciante sério no comércio on-line, hoje, usa uma plataforma dessas”, avalia Hallrison.

No caso de aquisição através de site de compras coletivas, a dica é usar um site confiável. “O RN tem um site regional, o Pé de Descontos, com 100% de credibilidade e extremamente responsável pela satisfação do consumidor. Não use sites que não conheça ou que não tenham larga experiência na área”, esclarece o presidente.




domingo, 22 de março de 2015

Como se proteger dos golpes mais comuns na internet

Criminosos usam e-mails e páginas da web para convencer usuários a baixarem programas.




Muitos já receberam ou conhecem alguém que recebeu um telefonema de uma pessoa que alega ser do Departamento de Suporte da Microsoft afirmando que detectou uma falha de segurança no computador do usuário.

No telefonema, a pessoa que diz ser da empresa pede o acesso remoto para poder eliminar um vírus e instalar um programa de proteção.

"Os fraudadores usam o nome de companhias importantes para cometer seus crimes porque, desta forma, o contato que estabelecem parece mais legítimo", explicou em sua página da web a Action Fraud, uma organização britânica que tenta evitar crimes virtuais.

Mas, este tipo de crime é um negócio muito lucrativo. A Microsoft calcula que estas ligações telefônicas em seu nome geram US$ 1 bilhão por ano.

"É muito difícil calcular o número de pessoas afetadas por esta atividade, mas, se ultrapassam as fraudes registradas em um país específico, como no caso do recente 'vírus do correio' na Espanha, que afetou milhares, estamos falando de centenas de bilhões (de dólares) no nível mundial", disse à BBC Mundo Pablo Teijeira, diretor da empresa de segurança informática Sophos, na Espanha.

Brasil
Mas, a instalação de um programa malicioso no seu computador para o roubo de dados pessoais, golpe conhecido como phishing, não é o único perigo na internet.

Os fraudadores online também usam e-mails e páginas da web para convencer usuários a baixarem programas ou clicarem em algum link.

Para isto, eles usam a "engenharia social", uma forma de manipulação psicológica que leva a vítima a divulgar informações valiosas a criminosos - sem estar sabendo disso.


São ferramentas criadas especificamente para gerar pânico na vítima. O objetivo é conseguir que o receptor da mensagem aja imediatamente e faça o que é pedido, garantindo que, se ele não fizer nada, perderá algo, como, por exemplo, o acesso a sua conta no banco", afirma o site da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, em uma área da página destinada especificamente para o tema.

Teijeira afirma que os grupos que se dedicam a este tipo de atividade estão espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil.

"Foi detectado que muitas organizações criminosas que se dedicam ao phishing estão no Brasil. E entre os países que lideram a lista de emissores de spam estão vários asiáticos, seguidos pelos Estados Unidos e Rússia. O número de afetados é maior nos países em que existe pouca educação em informática", afirmou o especialista.

Loterias e redes sociais
O vírus do correio citado por Teijeira continua fazendo vítimas na Espanha. É uma mensagem que chega por e-mail avisando o internauta que este recebeu um pacote e que, se demorar em buscá-lo, terá que pagar 3 euros na retirada (mais de R$ 10). Para evitar esta taxa, basta clicar em um link.

Quando a pessoa clica neste link, é ativado um programa que faz com que o usuário perca todos os programas de Office que estejam em seu computador.

Outro exemplo recente é o de mensagens recebidas por usuários do Yahoo alertando-os que, se não atualizarem seus dados através de um link, não poderão acessar a conta. Além disso, o usuário terá a conta fechada em 48 horas e perderá todas as informações armazenadas.


Mensagens com supostos prêmios de loteria também são frequentes e existem até aqueles que acreditam ter ganhado a "Loteria Microsoft", pois o e-mail que receberam com a notificação do prêmio parecia ter vindo de um executivo da empresa.

Outros preferem enviar ofertas de programas de segurança para o computador. Eles são vendidos como uma boa opção de proteção e geram mensagens de alerta que são incorretas e que tentam envolver o usuário em transações enganosas. E também existe o risco das redes sociais.

"É preciso ter muito cuidado nas redes pois, habitualmente, as pessoas são muito mais crédulas nestas plataformas do que quando o phishing chega pelo e-mail", disse Teijeira.

Adam Clark, do site especializado em tecnologia Gizmodo, lembrou outra modalidade de fraude, a que começa com um URL legítimo, pertencente à Electronic Arts, uma grande empresa de games.

Este site leva o usuário a outro que parece ser a tela de início da Apple, para acessar a conta pessoal, mas este site é falso.

Neste site é pedido o nome do usuário e a senha, depois se pedem dados pessoais como o nome completo, o número do cartão de crédito, o código de segurança do cartão, data de nascimento e o nome de solteira da mãe do usuário.


Reconhecendo a fraude
Em sua página na web, a Microsoft oferece informações para determinar se a mensagem recebida é fraudulenta.

"Os cibercriminosos não são particularmente conhecidos por sua gramática e correção ortográfica. As organizações profissionais têm funcionários que revisam as mensagens enviadas aos usuários para verificar se não há erros", explica a empresa em seu site.

Os links enviados por estes e-mails são sempre perigosos. Uma forma de verificar se é fraudulento é colocar o mouse em cima do link, mas SEM clicar.

Desta forma é possível descobrir qual é o endereço verdadeiro. Se aparecer uma série de números, está claro que não há ligação com a empresa que supostamente enviou a mensagem.

Os links também podem conter arquivos .exe, que espalham programas maliciosos no computador.

As ameaças também são outro ponto marcante deste tipo de fraude. Os criminosos afirmam que a segurança do dispositivo ficará comprometida e que a conta será fechada caso o usuário não responda à mensagem enviada.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Google quer estender a expectativa de vida humana para 500 anos



Uma vida humana considerada longa dificilmente supera os 100 anos. O Google acredita que esse limite está aí para ser superado em muito. Bill Maris, um alto executivo da companhia, crê que esse número pode ser multiplicado em pelo menos cinco vezes. “Se você me perguntar hoje ‘é possível viver até os 500?’, minha resposta é sim”, explica ele em longo perfil da revista Bloomberg.

Maris é presidente da Google Ventures, um braço da gigante de buscas que procura investir em startups e empresas com algum projeto revolucionário em basicamente qualquer área da ciência ou tecnologia. No entanto, a grande meta é realmente estender a vida humana apostando nos avanços da medicina.

Dos US$ 2 bilhões já investidos pela Google Ventures em outras empresas, a maior parte é dedicada a alavancar projetos de saúde e ciências da vida. É o caso da Calico, um centro de pesquisa criado recentemente que tem o objetivo explícito de “curar a morte”. Talvez seja um exagero, mas a meta é reverter o processo de envelhecimento para ampliar a vida.



Outros projetos da companhia, mais precisamente do laboratório Google X (divisão que desenvolve os projetos mais ambiciosos da empresa como o Glass e os carros autônomos), incluem uma pílula de nanopartículas que são jogadas na corrente sanguínea para detectar doenças e mutações cancerígenas.

Uma das empresas apoiadas pela Google Ventures que mais tem chamado a atenção é a Foundation Medicine. Sua missão inclui o uso de dados genéticos para criar ferramentas de diagnótisco oncológico e gerou tanto burburinho que teve a parte majoritária de suas ações compradas pela Roche por US$ 1 bilhão em janeiro deste ano, e o Google ainda mantém controle de 4% dos papéis.

A aposta na Foundation Medicine veio ainda em 2011, quando a companhia era praticamente apenas uma teoria, mesmo com a participação de nomes significativos como Eric Lander, um dos líderes do Projeto Genoma, que mapeou o genoma humano em 2003. De lá para cá, com a evolução da tecnologia foram criados produtos como o Interactive Cancer Explorer, uma espécie de Google para os oncologistas, e que tem feito a diferença no diagnóstico do câncer.

Para encontrar companhias promissoras na área de saúde, o processo é mais complexo do que simplesmente encontrar bons programadores com uma ideia interessante de aplicativo, já que a biotecnologia é complexa e requer investimentos altos, parcerias com gigantes farmacêuticas e testes clínicos. Por isso, Maris tem ao seu lado cientistas que atuam como parceiros. É o caso de Krishna Yeshwant, um médico que ajudou a liderar um investimento na Flatiron Health, que desenvolve uma plataforma em nuvem para análise de dados do câncer.

Bill Maris tem certeza de que a tecnologia de saúde em duas décadas será completamente diferente do que temos hoje, e possivelmente essa revolução passará por suas mãos. “Isso é só o começo. Em 20 anos, a quimioterapia será considerada tão primitiva quanto usar um telégrafo”, explica ele à Bloomberg.


domingo, 8 de março de 2015

Brasil registra mais de 281 milhões de linhas móveis em operação

Dados são da Agência Nacional de Telecomunicações e referentes ao mês de Janeiro de 2015.




A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou na sexta-feira (6) os relatórios com os números de linhas moveis em operação, em janeiro de 2015. Os dados mostraram que o Brasil registrou, somente no primeiro mês do ano, 281,70 milhões de linhas ativas na telefonia móvel.

A teledensidade, índice que mostra a distribuição de linhas telefônicas numa região, foi de 138,34 acessos por 100 habitantes. Os acessos pré-pagos totalizavam 213,40 milhões, que representa 75,75% do total, e os pós-pagos 68,30 milhões, representando 24,25%.

O Nordeste ficou em segundo lugar no número de acessos em operação, cerca de 71 mil, perdendo apenas para a região Sudeste, com média de 124 mil acessos. No Rio Grande do Norte, o número foi de 136,94 acessos por 100 habitantes, total de 4 mil acessos.

A quantidade e a participação percentual dos acessos 2G (GSM e CDMA) vêm sofrendo redução constante com o avanço das demais tecnologias, como a 3G (terminais de dados banda larga e WCDMA) e 4G (LTE).

A Anatel disponibiliza a consolidação dos números mensais do serviço móvel em seu portal na internet (www.anatel.gov.br), na aba "Anatel Dados". Qualquer pessoa poderá realizar pesquisas e cruzamentos nos diferentes relatórios conforme interesse.

domingo, 1 de março de 2015

Pesquisa da CNI indica que 74% dos brasileiros nunca compraram pela internet

Mesmo entre os jovens, a quantidade de pessoas que nunca compraram em lojas virtuais é alta.




As compras pela internet estão cada vez mais populares no Brasil. Entretanto, a grande maioria das pessoas ainda prefere comprar bens e serviços pelas vias tradicionais. Um levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 74% dos brasileiros nunca compraram pela rede mundial de computadores. A pesquisa mostra, ainda, que idade, renda e escolaridade influenciam no perfil do consumidor que utiliza esta opção de compra.

Mesmo entre os jovens, normalmente mais familiarizados com a tecnologia, ou brasileiros com renda e escolaridade mais altas, consequentemente com melhores condições de acesso à rede, a quantidade de pessoas que nunca usaram a internet para comprar também é alta.

O estudo mostra, por exemplo, que o percentual de consumidores que jamais fizeram compras pela internet atinge 65% entre jovens de 16 a 24 anos. Na faixa etária de 25 a 34 anos, a porcentagem chega a 67%.

São proporções elevadas, mas elas ficam ainda maiores entre os mais velhos. Entre 35 e 44 anos, a parcela dos que nunca compraram pela internet alcança 74%. Para pessoas de 45 a 54 anos, o percentual é 79%. Para consumidores com 55 anos ou mais, o percentual sobe para 87%.



Quando o critério é renda familiar, há um cenário análogo. Entre as pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos, quase metade, 49% nunca compraram pela internet. Nas pessoas com renda de dois a cinco salários, a proporção é 70%. Para os que ganham de um a dois salários, chega a 85%. Os consumidores que ganham até um salário, registram percentual de 91%.

Considerando o grau de instrução, o percentual que nunca usou a internet para compras alcança 43% entre consumidores com ensino superior e 68% com ensino médio. Para os brasileiros que cursaram até a oitava série do ensino fundamental, chega a 86% e a 92% entre os com formação até a quarta série. Sobre a localização, 69% vivem em capitais, 74% em periferias e 76% no interior.

Gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, o economista Renato da Fonseca avaliou que renda e escolaridade são os principais fatores de influência sobre o consumidor que opera com a internet. 

“Se minha renda é muito baixa, não compro na internet nem em shopping. Outra possibilidade é fazer a compra e não ter internet em casa. Ou tenho, mas não com boa velocidade. A questão é que, quanto maior o grau de instrução, maiores a renda e o acesso”, acrescentou Fonseca. 

O economista ressaltou que os consumidores ouvidos para o levantamento foram estimulados a apontar os lados negativo e positivo na compra de bens e serviços pela rede.

Questionados sobre as desvantagens, 15% das pessoas apontaram a falta de contato com o produto, que é escolhido a distância. Conforme os dados, 11% acreditam que é difícil trocá-lo ou devolvê-lo. Outros 11% dos consumidores alegaram que o problema é a demora na entrega.

Com relação às vantagens, 21% acham que a principal é o menor preço do produto, enquanto 19% avaliam a compra pela internet como mais prática e cômoda e 5% que a opção permite comparar preços. Também 5% acham que o método torna mais fácil encontrar o produto desejado.

Mesmo com algumas desvantagens, as compras pela internet registraram alto grau de satisfação. De acordo com a pesquisa da CNI, 72% das pessoas estão satisfeitas e 20% muito satisfeito. Apenas 6% responderam que estão muito insatisfeitos.

Os produtos mais comprados são eletrônicos, como aparelhos de TV, DVD e celular. Eles foram citados por 51% dos consumidores. Em seguida, os eletrodomésticos, apontados por 27%. Os calçados, bolsas e acessórios foram lembrados por 17%. Na sequência, os itens de vestuário (16%), livros (13%), CDs e DVDs (12%) e perfumes e cosméticos (11%).

Além do uso da internet para compras, a pesquisa incluiu outros aspectos do comportamento do consumidor e ouviu 15.414 pessoas em 727 municípios brasileiros.

Samsung apresenta nova linha de smartphones Galaxy S6 e S6 Edge

Aparelhos mudam de cor quando manuseados; Vendas começam em abril.
Samsung anunciou sistema de pagamento móvel similar ao Apple Pay.


A Samsung lançou neste domingo (1º) os smartphones Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge, durante o Mobile World Congress (MWC), em Barcelona (Espanha). Os modelos são as mais novas apostas para tentar barrar o avanço da Apple, que começou a apostar em aparelhos com tela grande, e da Xiaomi, que desbancou o reinado da sul-coreana na China. (Veja imagens dos aparelhos no vídeo acima)

"Esse produto traz uma única filosofia: a de nos liderar a ser a maior fabricante no mundo", JK Shin, presidente e CEO da Samsung Electronics. "A Samsung acredita no design com um propósito", diz Shin sobre as bordas arredondas e o chassi de metal.

Os novos dispositivos, disponíveis em prata e dourado, mudam de cor conforme manuseados. O design confirma alguns rumores, como o retorno aos acabamentos em metal e as bordas arredondas são muito parecidas com as dos novos iPhones.

O início das vendas da linha S6 está previsto para 10 de abril. Os modelos têm capacidades de armazenamento de 32 gigabytes, 64 GB e 128 GB.


"Minha primeira ocupação não é a engenharia, mas eu sei de uma coisa: esse material não se dobra", afirmou Youngh lee, vice-presidente de marketing, sobre os problemas que a Apple enfrentou com o iPhone 6 Plus. Segundo a Samsung, o aparelho de metal é 50% mais forte do que o modelo anterior, o Galaxy S5.

Tela curva

Os dois modelos da linha S6 têm tela de 5.1 polegadas Quad HD (2560 x 1440) e tecnologia Super AMOLED.

Como o Galaxy S6 Edge possui telas curvas, é possível ver quem está ligando mesmo quando a tela está virada para baixo, porque os contatos são dispostos próximos à borda da tela curva, de modo a ficarem visíveis.

Câmera

A linha S6 vem com câmera frontal de 5 megapixels, bem superior à do Galaxy S5, que era de 2 MP.

A câmera traseira mantém a capacidade de captar imagens de 16 MP, mas terá um estabilizador de movimento, para captar melhor imagens em movimento e feitas em ambientes com baixa iluminação. Esse estabilizador de imagem está presente no iPhone 6 Plus, da Apple. Já a função de auto focus da linha S6 agora "seguirá" objetos, após focar em um alvo.



Carga de bateria sem fio

A fabricante destacou o carregamento rápido da bateria: bastam 10 minutos para o celular ser carregado com capacidade para 4 horas de duração. Os modelos S6 não terão bateria removível e será possível carregá-los sem fios, via redes Wi-Fi.

Pagamento móvel

A empresa também anunciou um sistema de pagamentos móvel, similar ao Apple Pay. O serviço vai permitir que donos de S6 possam pagar não só por aproximação, mas com cartões de crédito e de débito.

Com previsão de lançamento nos Estados Unidos no meio deste ano, o serviço tem como parceiros as empresas Mastercard, Visa, American Express, Bank of America, Chase, Citi e US bank.


Realidade aumentada

A Samsung também lançou um novo óculos de realidade aumentada, o Galaxy VR s6, com maior resolução.




Samsung em apuros

Acostumada a ser a maior vendedora de smartphones do mundo, a Samsung passa por um momento delicado. Tem de conviver com uma luta em seu quintal e um endurecimento de sua rival histórica, fatos que já começam a impactar nos resultados financeiros da companhia.

Com seus dois novos smartphones, iPhone 6 e iPhone 6 Plus, a Apple registrou um recorde de vendas em 2014 e se tornou a primeira dos Estados Unidos a valer mais de US$ 600 bilhões na bolsa de valores do país. O sucesso dos aparelhos grandinhos levou a Apple a retornar ao posto de maior vendedora de celulares do mundo, ao lado da Samsung, pela primeira vez em 2011.

Como se não bastasse o bom momento de uma antiga preocupação, agora a Samsung tem também que lidar com uma nova dor de cabeça. Fundada há apenas cinco anos, a chinesa Xiaomi tem fome de gente grande. Deixou a Samsung para trás e se tornou a líder de vendas na China. Ao dominar o maior mercado do mundo, a empresa estreante espantou a Samsung de uma região que historicamente sempre foi dominada pela companhia sul-coreana.

O reinado sul-coreano deve ser ainda mais ameaçado, já que a Xiaomi começou a ampliar sua atuação internacional –sim, ela atuava até agora apenas na China. O primeiro ponto de parada foi a Índia, onde a companhia enfrentou alguns problemas, e o Brasil deve ser o próximo.

A Samsung sentiu essa conjuntura no bolso. No último trimestre de 2014, enquanto via suas rivais deslancharem, registrou receita de US$ 48,6 bilhões, 11% menor do que a contabilizada no mesmo período de 2013. O lucro da companhia caiu ainda mais: 36%, para US$ 4,87 bilhões. A derrapada ocorreu porque a área de mobilidade, responsável, entre outras coisas, por smartphones, encolheu 64%. Tantas adversidades colocam o Galaxy S6 em uma posição difícil que poucos aparelhos foram capazes de reverter.





sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

WhatsApp é o 4º maior aplicativo da internet móvel do Brasil

Estudo da Ericsson mostra que 80% do tráfego é gerado por só 5 apps.
Lista tem Facebook, YouTube, Chrome e Instagram; vídeos são destaque.




Quando pediu o bloqueio do WhatsApp no Brasil, o juiz Luiz Moura Correa, do Tribunal de Justiça do Piauí, não tinha como prever a onda de críticas gerada pela decisão. A popularidade do app no país é grande, mas, como seus desenvolvedores não revelam o número de adeptos brasileiros, não é possível determinar o seu alcance. Um estudo realizado pela Ericsson e divulgado nesta quinta-feira (26) mostra, porém, a dimensão do WhatsApp no Brasil: o aplicativo é nada mais do que o quarto maior consumidor de internet móvel no país.

O comunicador instantâneo é responsável por 13% do tráfego móvel de dados. Ele faz parte de um seleto grupo responsável por enviar e receber quase 80% de tudo que é consumido na internet móvel brasileira, mostra a pesquisa. O top cinco dos apps mais "gulosos" tem ainda Facebook, responsável por 28% dos dados, Chrome (16%), YouTube (15%) e Instagram (6%).

Os apps mais gulosos do Brasil
Só 5 aplicativos geram 80% do tráfego móvel no país
AplicativosTráfego móvel28151613622FacebookYouTubeChromeWhatsAppInstagramOutros0102030
Fonte: Ericsson/Mobility Report


As informações fazem parte do “Mobility Report" de 2014. Esse recorte divulgado agora foi elaborado para o Mobile Word Congress (MWC), maior feira de tecnologia móvel do mundo, que ocorre na próxima semana em Barcelona (Espanha). Para elaborar a pesquisa, a Ericsson, dona de redes de telecomunicações, monitorou o tráfego de dados de 29.336 brasileiros. Em todo o mundo, 2 bilhões de pessoas se conectam a infraestruturas construídas pela empresa.

Mania de WhatsApp
A popularidade do WhatsApp já era conhecida. Mas o que surpreende com a inclusão dele em uma lista desse gênero é que, apesar de as mensagens de voz e os vídeos terem virado mania, a função principal do aplicativo ainda é enviar texto. Esses pacotes de dados são mais leves e geram menos tráfego quando comparados a vídeos e fotos. “Se você olhar quanto tempo as pessoas gastam com Instagram, o WhatsApp ganha disparado. Ganha até do Facebook. E o uso dele é maior ainda entre os mais jovens”, explica Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson na América Latina.

A estrutura do app também ajuda e explica a ausência na lista de serviços populares. Segundo Rhodes, por exemplo, “o tráfego que passa pelo Twitter é baixo”, porque o serviço “acaba sendo mais uma distribuição de links, que acaba direcionando para outros apps”. Para o executivo, a lista evidencia ainda o sucesso da estratégia de aquisições do Facebook. Dos aplicativos da empresa na lista, Instagram e WhatsApp foram comprados em transações bilionárias. “Essas decisões foram acertadas para dominar o tráfego da internet”

Vídeo
A Ericsson realizou a mesma análise em outros quatro países (Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos e México). Em todos eles, o app líder é o Facebook. Outro ponto comum são os vídeos, presentes em quase todos. O Facebook, por exemplo, contou em 2014 com uma explosão de visualização e publicação de vídeos. O YouTube é o segundo app em três dos cinco países. Na Coreia do Sul, o segundo app com maior tráfego é o Afreeca TV, que faz streaming. Nos EUA, o serviço de vídeo on-demand, Netflix, é o terceiro app que mais consome internet. Para Rhode, esse movimento é fomentado pela migração do celular para o smartphone, que possui melhor capacidade de processamento e exibição de imagens, e da busca de consumidores por pacotes de dados mais potentes e ágeis.

Cauda longa
Outro detalhe trazido pelo estudo é a concentração da internet móvel em pouquíssimos aplicativos. No países analisados, varia de 61% (EUA) a 81% (México). Citando o “guru da tecnologia”, Chris Anderson, Rhodes explica que isso pode ser explicado pela teoria da cauda longa. Ou seja, enquanto alguns poucos participantes de um mercado concentram as grandes audiências, o restante se distribui ao longo da "cauda" disputando ferozmente por cada vez menos espaço. “No começo dos aplicativos a gente foi se empolgando, mas com o tempo a gente vai filtrando. Para e pensa, ‘eu não quero tanto lixo’”, comenta. Isso faz o fluxo de dados vai se concentrando em apps mais conhecidos e notadamente de maior qualidade.

Segundo ele, o fenômeno já é observado em outros segmentos. Nos serviços de streaming de vídeo, houve uma queda na procura por filmes medianos. “Hoje ou você investe em qualidade e conteúdo ou você investe em um conteúdo segmentado.” E completa: “Vai ter muito lixo indo embora”.



Desembargador do PI derruba decisão que mandava tirar WhatsApp do ar

Raimundo Alencar disse que usuários não poderiam ser prejudicados.
Nova decisão diz que aplicativo deve cooperar com a Polícia Civil do PI.



Uma decisão do desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), derrubou o mandado judicial que mandava tirar do ar o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Consta no sistema eletrônico do TJ que a liminar foi deferida nesta quinta-feira (26), mas o site omite os motivos da decisão por se tratar de um processo que corre em segredo de Justiça. Em entrevista para a TV Clube, afiliada Globo do Piauí, o desembargador Alencar disse que as empresas telefônicas e seus usuários não devem ser penalizados por uma decisão judicial.

"Me baseei no direito que a empresa tem de não ver cerceada a prestação de serviço para o povo brasileiro. A empresa não tem nenhuma relação com o WhatsApp, não armazena os arquivos do aplicativo e não tem nenhuma relação com a decisão judicial (que pedia ao WhatsApp que cooperasse com a Polícia Civil do Piauí)", afirmou.

O juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, proferiu mandado judicial no dia 11 de fevereiro para que o aplicativo fosse tirado do ar. O magistrado deu decisão após a empresa não colaborar com investigações da Polícia Civil do Piauí. "A postura da empresa se mantém inerte às solicitações da Justiça Brasileira, desrespeitando decisões judiciais a bel-prazer, tornando-se ‘terra de ninguém’, atentando contra a soberania nacional", disse o juiz por meio de nota à imprensa.



Na decisão contrário à de Luiz Moura, o desembargador Raimundo Nonato disse ainda que é preciso ter mais calma com o assunto. “Entendi que a decisão (de pedir a suspensão do WhatsApp), pelo alcance que atinge, exigia uma medida que revelasse a sua eficácia imediata. Entendi que era preciso estudar com calma e mais comedidamente o tema. Entretanto, é claro que a empresa deve fornecer as informações que a justiça solicitou”, disse Raimundo Nonato da Costa Alencar.

O G1 falou com o escritório de advocacia responsável pelo pedido de liminar no TJ, que confirmou representar algumas empresas de telefonia, mas que não poderia dar mais detalhes sobre o caso por se tratar de um processo que segue em segredo de Justiça. O Sindicato das Empresas de Telefonia ainda não se pronunciou sobre a nova decisão.

Entenda o caso

O Núcleo de Inteligência da Polícia Civil informou na quarta-feira (25) que um mandado judicial expedido em 11 de fevereiro pedia a suspensão temporária das atividades do WhatsApp. O pedido ocorreu após a empresa se negar a dar informações para uma investigação policial.

De acordo com o delegado geral do Piauí, Riedel Batista, as investigações a que se referem o juiz acontecem por meio da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), que precisou de informações contidas no WhatsApp e o aplicativo se negou a fornecer.

A Secretaria de Segurança do Piauí disse que os processos judiciais que originaram as decisões tiveram início em 2013, mas até o momento os responsáveis pelo WhatsApp não acataram as ordens. Nesta quinta-feira (26), o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar derrubou a decisão de tirar o WhatsApp do ar, mas manteve a obrigatoriedade de a empresa prestar as informações solicitadas pela Polícia Civil.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Decisão de juiz do Piauí manda tirar WhatsApp do ar em todo o Brasil

Aplicativo se negou a dar informações para a polícia, disse delegado geral.
O G1 procurou o WhatsApp, mas a empresa ainda não se pronunciou.


O Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí informou que o juiz Luiz Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, determinou que empresas de telefonia suspendam temporariamente em todo o Brasil o acesso ao aplicativo de troca de mensagens instantâneas WhatsApp.

Em nota para a imprensa divulgada nesta quarta-feira (25), o Núcleo de Inteligência diz que o mandado judicial foi expedido em 11 de fevereiro, após a empresa se negar a dar informações para uma investigação policial.



A informação também foi repassada pelo delegado geral do Piauí, Riedel Batista. "Existe um inquérito na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) e a delegada precisou de informações contidas no WhatsApp para embasar o caso, e o aplicativo se negou a dar. O juiz determinou que as informações fossem prestadas e mesmo assim o aplicativo se negou", disse.

O G1 procurou o WhatsApp, mas a empresa ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial.

A nota do Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança diz que os processos judiciais que originaram as decisões tiveram início em 2013, mas até o momento os responsáveis pelo WhatsApp não acataram as ordens judiciais.

A nota afirma também que o mandado judicial foi encaminhado para as operadoras de telefonia móvel para que seja cumprido. O documento foi assinado pelos delegados Alessandro Barreto Gonçalves, Éverton Ferreira Almeida e Daniel Pires Ferreira.

"A Polícia Civil não sabe de muita coisa, pois ela só deu encaminhamento ao mandado do juiz para os órgãos competentes. Não sabemos quando o aplicativo deverá deixar de funcionar e nem por quanto tempo", disse o delegado geral, Riedel Batista.

Notificação às telefonias
A delegada da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), Ana Kátia Esteves, disse à imprensa que todas as empresas de telefonias foram notificadas sobre a suspensão do serviço ainda no mês de fevereiro deste ano.

De acordo com ela, as empresas vêm descumprindo a ordem, e cabe ao Núcleo de Inteligência o acompanhamento para o cumprimento das decisões judiciais.

"O procedimento de solicitação das informações junto ao WhatsApp vem desde 2013, quando o inquérito foi instaurado. A empresa não vem cumprindo as solicitações desde então, por isso, o juiz entrou com uma representação através da decisão judicial de suspensão do serviço no país."

Ainda segundo a delegada, se a decisão de tirar aplicativo do ar não for atendida, pode caracterizar-se crime de descumprimento de ordem judicial, mas "quem vai decidir é o juiz".

O juiz Luiz Moura Correia, autor da decisão, afirmou que não poderia dar informações sobre o caso já que o despacho se refere a um processo que corre em segredo de Justiça.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Qual navegador é melhor para seu PC, tablet ou smartphone?


Qual é o melhor navegador para o seu computador? Você pode ter uma resposta na ponta da língua, mas um teste pode mudá-la. A avaliação do Peacekeeper permite definir qual é a melhor alternativa de browser para o seu PC, tablet ou smartphone. 

Para isso, basta entrar neste site e clicar em “Test your browser GO” para iniciar a bateria de testes que determinará qual é a melhor alternativa. 

A página oferece um teste unificado que permite avaliar até mesmo as melhores alternativas em Linux, Mac, Android e iOS, levando em consideração principalmente o desempenho nos mais diversos tipos de “desafios” encontrados na web moderna, com simulações de recursos HTML5 e WebGL para renderização de gráficos em 3D. 

Ao final de uma bateria de testes de 5 minutos, é apresentada uma pontuação. O número deve ser comparado com os pontos obtidos em outros navegadores para a efetuar uma comparação. Quanto melhor a pontuação, melhor o desempenho.

Nos nossos testes no Windows, o Firefox surpreendeu e obteve uma pontuação superior ao Chrome, eterno campeão. No entanto, é importante notar que o teste não avalia itens como consumo de memória, que é hoje a principal crítica que se faz aos principais browsers do mercado.



Também comparamos Chrome e Firefox no Android em um Nexus 4, smartphone razoavelmente velhinho, que mostrou novo resultado favorável ao navegador do Google, mas com pouca diferença.

No iOS, também pudemos fazer a comparação entre o Safari e o Google Chrome (que é obrigado pela Apple a usar o mesmo motor do Safari) em um iPad mini 2, desta vez com resultado melhor para o browser da Apple.


OBRIGADO PELA VISITA!

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