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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Anderson Silva é pego novamente no antidoping, agora após o UFC 183

Exame do lutador ainda não foi divulgado pela Comissão Atlética de Nevada, que deve ouvi-lo em audiência no dia 17 de fevereiro, em Las Vegas




O que era considerado impossível, e o maior pesadelo para Anderson Silva e para o próprio MMA brasileiro, aconteceu. Segundo informações apuradas pelo Combate.com com fontes próximas ao Ultimate, o resultado do exame antidoping feito por Anderson Silva no dia 31 de janeiro, data da sua vitória sobre Nick Diaz no UFC 183, deu positivo para substâncias proibidas. O exame ainda não foi divulgado pela Comissão Atlética do Estado de Nevada, apesar da requisição de nossa equipe para o envio de uma cópia dos testes.

Com o segundo resultado positivo (o primeiro foi no exame do dia 9 de janeiro), o peso-médio deve ser suspenso por um período que varia de nove meses a dois anos. Spider, por sua vez, ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas deve ser ouvido na próxima terça-feira, 17 de fevereiro, em audiência da sede da NSAC, em Las Vegas. Seu rival, Nick Diaz, também foi convocado para comparecer à mesma reunião para explicar os resultados positivos para metabólitos de maconha em seu exame pós-luta.

Anderson Silva foi flagrado pela primeira vez em um exame antidoping no teste feito dia 9 de janeiro, que continha em sua amostra de urina a presença de dois esteroides anabolizantes: androsterona e drostanolona. Em entrevista ao Combate.com na terça-feira, o diretor da NSAC, Bob Bennet, afirmou que o lutador ainda não tinha dado entrada no pedido de contraprova, e que teria até o dia 3 de março para fazê-lo.

Um segundo exame, feito dia 19 de janeiro e divulgado na semana passada, deu negativo para todas as substâncias proibidas, o que confundiu a opinião pública. Muitos acharam que o segundo exame era a contraprova do primeiro. O resultado positivo do terceiro exame, feito dia 31 de janeiro, logo após a luta contra Nick Diaz, praticamente sepulta as chances de absolvição de Anderson Silva. O lutador deve perder parte da bolsa da luta - cerca de US$ 800 mil, contando o bônus de US$ 200 mil pela vitória -, ter o resultado da luta alterado de "vitória" para "sem resultado" e sofrer uma longa suspensão. Aos 39 anos de idade, e já retirado do posto de técnico do TUF Brasil 4, sendo substituído por Rodrigo Minotauro, o Spider estaria analisando com sua equipe os próximos passos a dar na sua carreira.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Anderson Silva é pego em exame antidoping por uso de anabolizante

Exame foi realizado quase um mês antes da luta contra Nick Diaz, no último sábado. Lutador brasileiro foi flagrado pelo uso de duas substâncias proibidas.




E o lutador Anderson Silva foi pego em um exame antidoping realizado quase um mês antes da luta do último sábado pelo UFC Combate.

É sempre um caso triste doping, mais ainda quando se trata de um grande ídolo do esporte.

A página oficial do UFC Combate na internet divulgou a informação sobre o doping. O exame foi feito no dia 9 de janeiro e mesmo assim, a luta do Anderson Silva contra o americano Nick Diaz no último sábado foi mantida. O lutador brasileiro foi flagrado pelo uso de duas substâncias proibidas.

O exame deu positivo para drostanolona, um anabolizante, e também foram encontrados traços de androstano, outra substância proibida. O teste foi feito pela comissão atlética do estado de Nevada no dia 9 de janeiro, dia em que Anderson Silva não estava competindo.

Mas o resultado só foi divulgado nesta terça-feira (03) pelo laboratório que fica em Salt Lake City. O chefe da comissão de Nevada Francisco Aguilar não soube explicar o motivo da demora. E disse que se tivesse recebido o resultado antes, não teria deixado o brasileiro lutar no último sábado, quando ele venceu o americano Nick Diaz.

A luta em Las Vegas marcou a volta de Anderson Silva, que passou mais de um ano afastado do octógano. Em dezembro de 2013, o lutador quebrou a perna em uma disputa com Chris Weidman.

Em nota, a direção do UFC disse que está desapontada com os resultados iniciais dos exames, e que entende que outros serão feitos para confirmar o resultado. O UFC lembra que Anderson Silva é um campeão e um embaixador do MMA no Brasil e no mundo. E que a organização tem uma política dura contra o uso de drogas ilegais ou estimulantes.

O resultado dos exames anti-doping que o brasileiro fez depois da luta de sábado ainda não foram divulgados.

O Anderson Silva ainda pode pedir uma contra-prova do exame. Em casos como o dele, a suspensão costuma ser de até um ano. E o adversário do brasileiro no último sábado também foi pego no antidoping. Um exame feito no dia da luta apontou que o americano Nick Díaz usou maconha. Se o uso de substâncias proibidas for confirmado, a luta entre os dois será anulada.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

A lenda voltou! Spider joga Nick Diaz para escanteio, vence e cai no choro

Anderson Silva não cai em provocações exageradas do americano, chuta sem medo com a recuperada perna esquerda e se emociona. Futuro é deixado em aberto

A agonia de ficar longe do que mais ama durou 398 dias. Dúvidas e questionamentos não deixaram Anderson Silva em paz desde a fratura na perna esquerda na revanche contra Chris Weidman, em 28 de dezembro de 2013. Mas tudo isso se transformou em energia e força para o esperado retorno ao octógono. Os fãs de MMA aguardaram um bom tempo e agora podem desfrutar: a lenda está de volta. O Spider teve pela frente o americano Nick Diaz na noite deste sábado em Las Vegas (madrugada no Brasil), na luta principal do UFC 183, e cumpriu seu papel com êxito. Precisou de cinco rounds, é verdade, mas saiu com a vitória.

O brasileiro, que costuma tentar desestabilizar os adversários emocionalmente, experimentou o outro lado da moeda com Diaz e jogou as provocações e palhaçadas exageradas do rival para escanteio. Não teve medo de chutar com a recuperada perna esquerda e se sagrou vencedor por decisão unânime dos jurados (49 a 46, 50 a 45 e 50 a 45) após cinco rounds, em sua primeira luta a terminar na buzina final desde que bateu Demian Maia em 10 de abril de 2010. Na comemoração, o alívio, e Anderson caiu no choro, aos prantos. Foi o fim de um capítulo emocionante na história do maior nome das artes marciais mistas na atualidade.



- Eu não sei o que dizer. Obrigado, Deus, por me dar mais uma chance. Obrigado aos meus amigos e à minha família. Esse momento é muito importante para mim, para toda a minha família e para todos os brasileiros. Queria agradecer a todos vocês que estiveram aqui, a todos os brasileiros. Esse momento, para mim, é muito importante por conta de tudo o que sofri neste um ano. Achei que não ia voltar a lutar no começo. Queria agradecer ao Dr. Márcio Tannure, ao médico que me operou aqui, ao Dana White, ao Lorenzo Fertitta e a todo mundo que me apoiou até aqui - disse Anderson, emocionado, ao fim do duelo.

Veja o evento novamente no Combate Play!

O futuro de Anderson Silva é uma incógnita. Com mais 14 lutas no contrato com o UFC, ele está com 39 anos e vive recebendo pedidos da família para que se aposente. Se depender do público, ele ainda lutará por muitos anos.

- Vou voltar para a minha família agora. Meu filho Kalyl pediu para eu parar de lutar. Então eu vou voltar para a minha casa para ficar com meus filhos e, não sei, talvez eu volte.

A LUTA: DOMÍNIO DO SPIDER
O frio na barriga na hora da entrada de Anderson foi geral na MGM Grand Garden Arena, mesmo palco de quando ele quebrou a perna, 13 meses atrás. O suspense até que as luzes fossem ligadas, após a escuridão momentânea, contribuiu para o cenário. E ele caminhou aparentando a maior tranquilidade do mundo. Cantou sua clássica música "Ain't no sunshine" e cumprimentou todos da sua equipe. Subiu no octógono. Era chegado o momento, era para valer. Antes de começar, pediu proteção a Deus, apontando para o céu.

Bem ao seu estilo, Nick Diaz começou a falar e a fazer provocações a Anderson logo de cara. O americano tentou entrar na mente do Spider e até se jogou no chão. Foi para a grade e chamou o brasileiro, que ficou parado. Foi apenas uma prévia do que faria no decorrer da luta.


O ex-campeão soltou bons cruzados e acertou Diaz, que não esboçou reação. Nick jogou bons golpes. Anderson respondeu com chute baixo com a perna esquerda, aquela fraturada. E a torcida inteira passou a apoiá-lo. O brasileiro também fez as suas provocações. Ele encurralou Diaz e conectou bons jabs. Nick tentou um chute alto que pegou de raspão. A essa altura, o campeão dos pesos-meio-pesados, Jon Jones, e o desafiante número 1 dos pesos-penas, Conor McGregor, já estavam de pé na primeira fila. Jones, por sinal, praticamente trabalhou como instrutor de Anderson no combate, gritando dicas para Spider o tempo todo.

As provocações continuaram no segundo round, e a torcida brasileira passou a xingar Diaz com palavrões. Focado, Anderson não deu brecha para o azar. Nick jogou chutes baixos, e Anderson respondeu com um direto e outro chute com a perna esquerda. Diaz jogou boa combinação e por pouco não levou uma cotovelada no contra-ataque. Anderson conectou um chutaço na barriga; na sequência, botou a mão na cabeça do americano e levou três diretos, mas não sentiu.

PROVOCAÇÕES DE DIAZ NÃO SURTEM EFEITO

No terceiro assalto, Anderson deu um pisão no joelho de Nick Diaz e emendou outro chute baixo com a esquerda. Foi para cima e conectou joelhadas, mais golpes de boxe. Nick, com o rosto parcialmente ensanguentado, cuspiu o protetor bucal e sem ele ficou até o fim do round, sem que o árbitro John McCarthy percebesse. Sem ter resultado nas provocações, o americano foi perdendo cada vez mais espaço na luta, enquanto Anderson ia soltando o jogo.



- Eu estava dizendo: "Vamos lá. Me bata, venha apanhar um pouco". Eu vou falar o que falo, fazer o que faço. Esse foi um grande show. Esse é Anderson Silva - explicou Nick Diaz, que foi elogiado por Anderson, apesar das palhaçadas.

- Nick é o melhor. Eu já estou aqui há muito tempo. É a primeira vez na minha vida que eu luto contra um cara mentalmente forte, que tem golpes e chutes potentes. Esse é um grande show para as pessoas. Ele é um bom show, eu também. Ele não é um cara mau. É apenas Nick Diaz.

Os dois se movimentaram muito no começo do quarto round, e Diaz acertou bela combinação de boxe. Com a guarda baixa, Anderson saiu de vários golpes do americano. Nick foi no chute baixo e levou prejuízo no contra-ataque. O chute alto passou raspando o rosto dele. Diaz voltou a provocar e fez polichinelo no octógono. O ritmo do combate diminuiu, e o público ensaiou algumas vaias. 

Diaz deu a cara para Anderson bater no início do quinto assalto, dançou e foi vaiado. Anderson foi para cima no boxe, mas ficou na defesa. O americano deu leve balançada em Anderson com um cruzado de esquerda e levou um chute alto na cabeça como resposta. Nick se animou, mas foi para trás com um jab potente. O Spider jogou joelhada voadora e chute alto rodado, ambos passando perto. Nos momentos finais do duelo, o brasileiro não deu brecha para uma surpresa de Nick e, ao soar do gongo, saiu comemorando. Ele sabia o que estava por vir: a vitória que consagrou seu retorno ao MMA após 13 meses longe de seu habitat natural.


Brasil conquista inédita vaga na Copa do Mundo de futebol americano

Em noite histórica, seleção vence Panamá fora de casa e garante lugar na competição que será realizada em Ohio, nos Estados Unidos, em julho deste ano

Na véspera da 49ª edição do SuperBowl, a seleção brasileira de futebol americano conseguiu um resultado histórico. O time conseguiu bater o Panamá por 26 a 14 e garantir um lugar na elite da modalidade, conquistando a vaga na Copa do Mundo, que será realizada em Ohio (EUA) no mês de julho. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) comemorou o inédito resultado:


- São anos de dedicação, de muito trabalho, sempre visando esse dia, no qual o Brasil estaria no grupo dos melhores do mundo no futebol americano. Conquistar a vaga para a Copa do Mundo é um feito histórico, mas o nosso potencial é ainda maior. A vitória nos motiva a termos ainda mais conquistas, e, a partir de agora, nosso foco é a Copa do Mundo. A Seleção Brasileira vai se dedicar ainda mais para termos uma excelente participação no Mundial - comemorou o dirigente.

No Estádio Rommel Fernandez, o "Brasil Onças" não demorou para abrir o placar. Na primeira campanha ofensiva, Vinny conseguiu um touchdown, abrindo 7 a 0 para o time verde-amarelo. A festa estava pronta para outra pontuação do Brasil, quando Mamão foi interceptado em um passe, e viu Adrian Flores correr para empatar a partida para os panamenhos, 7 a 7. Antes do fim do primeiro tempo, a seleção voltou a abrir vantagem, 14 a 7, em outro touchdown marcado por Vinny. 

Os anfitriões voltaram a empatar a partida, logo no início do terceiro período, mas na sequência Raiam colocou o Brasil em vantagem, graças à um Field Goal: 17 a 14. No último período, o Brasil conseguiu outro Field Goal, de novo com Riam, e colocou o time com vantagem de 20 a 14. Antes do fim da partida, os brasileiros fizeram mais uma pontuação, com o touchdown de Bruno Santucci. 

Com o resultado, o Brasil se junta aos já classificados Canadá, México, Coreia do Sul, Japão, Egito, Alemanha, Áustria, França, Austrália, Suécia e Estados Unidos.


sábado, 31 de janeiro de 2015

Brasil coloca 12 atletas, duplas ou equipes entre os top 3 do ranking mundial

Maior atleta olímpico brasileiro da história, o velejador Robert Scheidt, sonha com o ouro em casa para encerrar seu currículo olímpico.

Simbolicamente, costuma-se dizer que a preparação para uma Olimpíada é medida em ciclos. Assim, a caminhada dos atletas nacionais para 2016 teve início “psicológico” ao fim dos Jogos de Londres, em 2012. Nesse processo, a temporada 2013 foi promissora. Terminou com o melhor ano pós-olímpico da história do país, com 27 medalhas em Mundiais ou competições equivalentes (em 2009, ano pós-Jogos de Pequim, houve nove pódios).

Nessa linha, em 2014, o segundo ano do ciclo, os brasileiros também superaram as conquistas obtidas em 2010 (segundo ano do ciclo para Londres). Foram 12 medalhas no ano passado e 12 atletas entre os top 3 do ranking mundial, contra oito medalhas e sete atletas no top 3. Segundo levantamento do brasil2016.gov.br, sete atletas, duplas ou equipes do país fecharam a temporada em primeiro no ranking mundial ou venceram o último Mundial de suas modalidades (considerando provas olímpicas).

Se a conta considerar as três primeiras colocações do ranking mundial ou os pódios em Mundiais, o número sobe para 25. Além disso, 58 atletas, duplas ou equipes, de 21 modalidades, fecharam 2014 entre os top 10 do ranking ou classificados entre os 10 melhores em Mundiais. Números que tornam plausível a meta estabelecida pelo Brasil, de terminar os Jogos de 2016 entre os 10 primeiros no quadro de medalhas, levando em conta o total de pódios conquistados.

Maior atleta olímpico brasileiro da história, dono de cinco medalhas nos Jogos (duas de ouro), o velejador Robert Scheidt sonha com o ouro em casa para encerrar seu currículo olímpico. “Tracei como objetivo deixar a vela olímpica após os Jogos de 2016 e, depois, continuar velejando em classes de barco que exijam menos do corpo e mais da cabeça. Mas não estou pensando em aposentadoria ainda”, afirma o dono de 14 títulos mundiais.
Os tops de 2014
Atletas, duplas ou equipes do Brasil que fecharam 2014 entre os top 3 no ranking mundial, que subiram ao pódio nos últimos Campeonatos Mundiais ou que protagonizaram marcas entre as três melhores do ano passado, levando-se em conta apenas modalidades e provas olímpicas:

Atletismo - Salto com vara
Fabiana Murer – 1ª melhor marca de 2014 – 4,80m

Boxe (Aiba Pro Boxing)
Robenílson de Jesus – 2º no ranking da categoria até 56 kg

Ginástica artística
Arthur Zanetti – 2º colocado no Mundial de 2014 nas argolas
Diego Hypolito – 3º colocado no Mundial de 2014 no solo

Handebol
Brasil é atual campeão mundial feminino

Judô
Charles Chibana – 3º no ranking da categoria até 66kg
Victor Penalber – 3º na categoria até 81kg
Rafael Silva – 2º na categoria acima de 100kg
Sarah Menezes – 2ª na categoria até 48kg
Erika Miranda – 3ª na categoria até 52kg
Mayra Aguiar – 2ª na categoria até 78kg
Maria Suelen Altheman – 2ª na categoria acima de 78kg

Lutas
Aline Silva – 2ª no ranking da categoria até 75kg

Maratonas aquáticas
Allan do Carmo – 1º no ranking de 2014
Ana Marcela Cunha – 1ª no ranking de 2014

Natação
Cesar Cielo – 2º melhor tempo de 2014 nos 50m livre (21s39)
Bruno Fratus – 3º melhor tempo de 2014 nos 50m livre (21s41)

Vela
Martine Grael e Kahena Kunze – 1º no ranking da classe 49erFX
Robert Scheidt – 2º na classe Laser
Ricardo Winicki Santos – 2º na classe RS:X

Vôlei
Seleção Brasileira masculina – 1ª no ranking mundial
Seleção Brasileira feminina – 2ª no ranking mundial

Vôlei de praia
Juliana e Maria Elisa – 1º no ranking de 2014
Ágatha e Bárbara – 3º no ranking de 2014
Alison e Bruno Schmidt – 3º no ranking de 2014

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

LeBron James se torna jogador mais bem pago da NBA em 2015; veja ranking

Astro do Cleveland Cavaliers trocou de equipe e fechou novos patrocínios, razões para assumir a liderança que era de Kobe Bryant em 2014 na lista da Forbes




Saiu a lista de jogadores mais bem pagos da NBA, liga de basquete dos Estados Unidos,produzida anualmente pela revista Forbes, e LeBron James tomou de Kobe Bryant o primeiro lugar. O atleta acabou de voltar ao Cleveland Cavaliers e, hoje, fatura US$ 64,6 milhões por temporada, acima dos US$ 42 milhões que recebia no ano passado. Dois pontos explicam o expressivo aumento: a troca de equipe que lhe deu um reajuste no salário, e o aumento na lista de patrocinadores pessoais para nove empresas.

Note que há grande diferença entre os quatro primeiros e os demais jogadores. São eles – James, Durant, Bryant e Rose – os que conseguiram extrapolar as quadras de basquete e chegar a comerciais por meio de contratos com patrocinadores pessoais. Esses astros ganham mais com publicidade do que com salário, e isso os coloca à frente.



Fonte:http://gq.globo.com

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Etíopes dominam São Silvestre com vitórias entre os homens e as mulheres

Nas ruas de São Paulo, Dawit Admasu e Ymer Wude Ayalew deixam quenianos e brasileiros para trás e colocam país africano no topo. Giovani é 5º e Josiane fica em 8º

"Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier", diz a música que embala as comemorações de fim ano e parece retratar o espírito da São Silvestre. Com o grande número de 30 mil competidores de 42 países, a tradicional prova de 15km disputada nas ruas de São Paulo, no dia 31 de dezembro, teve realizada nesta quarta-feira a sua 90ª edição. E, por mais um ano, os africanos desembarcaram no Brasil, tomaram conta da festa e não deram chance para os atletas brasileiros, que não vencem dentre os homens desde 2010 e dentre as mulheres desde 2006. Porém, se nas últimas temporadas, o domínio era queniano, desta vez só deu Etiópia.

Com uma arrancada na transição da Avenida Brigadeiro Luis Antônio para a reta final na Paulista, Ymer Wude Ayalew, vencedora da São Silvestre em 2008, conquistou o bicampeonato ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, com o tempo de 50min43s, seguida de perto pela compatriota Netsanet Kebede (50min43s). A melhor brasileira foi Joziane Cardoso, com a modesta oitava posição. Dentre os homens, o vitorioso foi Dawit Admasu, com o tempo de 45min04s, apenas um segundo à frente do queniano Stanley Kooch. O melhor brasileiro foi Giovani dos Santos, com a quinta colocação (45min22s).

- Os africanos chegam muito fortes, mas eu também estou trabalhando bastante. Estou feliz de ter conquistado mais um pódio. Uma hora, a São Silvestre vai ser minha, vai chegar essa hora. Quero agradecer a todos que torceram por mim - afirmou Giovani.



Os relógios marcavam 8h40 (de Brasília), quando a elite feminina largou em frente ao museu Masp na Avenida Paulista. Com temperatura de 24 graus, as brasileiras Sueli Pereira e Joziane Cardoso tentavam manter o mesmo ritmo das favoritas quenianas Nancy Kipron e Prsicah Jeptoo, além da etíope Ymer Wude Ayalew. Porém, após os primeiros minutos as africanas já deixavam claro que dominariam a prova por mais um ano. Sueli conseguia manter-se no pelotão de frente, porém já dava indícios de que não suportaria o ritmo forte das estrangeiras.



Com seis atletas, a nata da prova feminina caminhava com passadas largas na Barra Funda, quando às 9h04, os homens largavam na Paulista. Na frente, a elite partia em busca de um grande resultado na importante prova de rua paulistana. Em busca do bicampeonato, o etíope Tariku Bekele tomava a dianteira, mas tinha ao seu lado os quenianos Mark Korir e Stanley Koech e o brasileiro Giovani dos Santos. A grande festa vinha vários metros atrás, onde atletas amadores e gente do Brasil inteiro lotava a avenida mais famosa de São Paulo para celebrar o fim de ano praticando esporte e tentar completar os 15km da 90ª edição da prova mais popular do atletismo brasileiro.

As atléticas etíopes Ymer Wude Ayalew e Netsanet Kebede se desgarraram do pelotão e seguiram juntas em uma empolgante disputa rumo ao topo. A definição só aconteceu no quilômetro final, quando Ayalew demonstrou o seu conhecimento de campeã da prova para dar um sprint final, deixar a compatriota para trás e celebrar o bicampeonato nas ruas paulistanas. A melhor brasileira foi Joziane Cardoso, que ficou com a oitava colocação.

Com o fim da prova feminina, todas as atenções puderam ser voltadas para a disputa entre os homens. E o que se viu foi o etíope Dawit Admasu acelerar na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Apesar de estar seguido de perto pelo queniano Stanley Kooch, ele entrou triunfante na reta final, na Paulista, e cruzou a linha de chegada com o bom tempo de 45min04s. Stanley veio logo atrás, com 45min05s. Fabiano Naasi, da Tanzânia, foi o terceiro colocado, com 45min10s. Mark Korir, do Quênia, ficou em quarto (45min19s) e Giovani dos Santos foi o melhor brasileiro, ao fechar a prova em quinto lugar, com o tempo de 45min22s.



RESULTADOS
Masculino:
1. Dawit Admasu (ETI) - 45min04s
2. Stanley Kooch (QUE) - 45min05s
3. Fabiano Naasi (TAN) - 45min10s
4. Mark Korir (QUE) - 45min19s
5. Giovani dos Santos (BRA) - 45min22s
Feminino:

1. Ymer Wude Ayalew (ETI) - 50min43s
2. Netsanet Kebede (ETI) - 50min46s
3. Prisca Jeptoo (QUE) - 51min29s
4. Feyse Boru (ETI) - 52min31s
5. Delvine Meringor (QUE) - 52min34s
Fonte:http://globoesporte.globo.com

sábado, 20 de dezembro de 2014

É campeão! Fanning cai, e Medina conquista o histórico título mundial

Fenômeno brasileiro de 20 anos conta com vitória do compatriota Alejo Muniz sobre o australiano para comemorar o primeiro caneco de campeão mundial do surfe nacional



Após 38 anos de surfe profissional, o Brasil conheceu nesta sexta-feira o seu primeiro campeão mundial da elite do esporte, o WCT. Coube ao jovem Gabriel Medina, de apenas 20 anos, a glória de eternizar-se na história, na cultuada praia de Pipeline, no Havaí. Para assegurar a conquista do caneco mesmo sem estar na água, o paulista de São Sebastião, que havia se classificado às quartas de final com uma vitória emocionante, contou com a ajuda preciosa do argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz, que derrotou Mick Fanning por 6,53 a 2,44 na terceira bateria da quinta fase e foi às quartas de final, acabando com as chances de o australiano dono de três títulos mundiais ultrapassar os 60.000 pontos já garantidos do líder, Medina, na classificação do Circuito Mundial de Surfe. Terminar à frente de Mick ou chegar na final era tudo que Medina precisava para conquistar o histórico caneco na meca do surfe. Vale lembrar que Alejo já tinha dado uma grande ajuda ao despachar o mito americano Kelly Slater na terceira fase.

- É fantástico. Eu não sei exatamente o que dizer. Eu quero agradecer Alejo por me ajudar. Eu amo essa torcida. Eu quero muito celebrar com todas essas pessoas, com meu pai e minha mãe. Eu sonhava com isso e agora virou realidade - afirmou Gabriel, que abandonou a bateria dele de quartas de final contra o compatriota Filipe Toledo para comemorar o título, mas depois voltou para a água quando faltavam pouco mais de dez minutos para o fim e, mesmo assim, o novo campeão acabou levando a melhor por 4,30 a 3,27.


Mesmo depois de comemorar bastante, se emocionar e passar para a semifinal, na qual superou o australiano Josh Kerr, Gabriel ainda teve foco e fôlego para disputar uma final de altíssimo nível, em que ele acabou sendo batido. Foi uma decisão épica e decidida nos últimos segundos. O novo campeão mundo ainda tirou uma nota 10 - o único da etapa -, em tubo perfeito de backside, na final contra o australiano Julian Wilson. Porém, ele acabou levando a virada na última onda do oponente e perdeu por 19,63 a 19,20 na decisão da valorizada e derradeira etapa. Seria a quarta vitória de Gabriel em 11 etapas da temporada 2014, Gabriel, levou o troféu na Gold Coast (AUS), nas Ilhas Fiji e em Teahupoo, no Taiti. Com o vice em Pipe, Gabriel fechou o WCT no topo com 62.800 pontos, contra 55.350 do vice-campeão, Fanning.

Ninguém foi mais competente e magistral do que Gabriel nesta temporada. Ele assombrou gigantes e lendas do esporte, ganhou toneladas de experiência, lidou com pressão, superou limites e venceu três importantes etapas (Gold Coast, Fiji e Teahupoo). Ainda aos 20 anos, aquele garoto travesso que apenas queria se divertir em Maresias, no litoral paulista, provou que pode sim ser considerado um fenômeno. Passou pelos últimos obstáculos no Havaí e escreveu o seu nome na história com o título inédito, igualando o recorde de Kelly Slater, que conquistou o primeiro de seus 11 canecos com a mesma idade do brasileiro. 

A bateria que poderia dar o título mundial a Gabriel Medina começou com o mar mexido e poucas ondas de alta qualidade. Número 29 do ranking mundial, Alejo Muniz se posicionou ao lado do vice-líder, Mick Fanning, para tentar dar o bote na hora certa e dropar uma boa onda. O tricampeão mundial saiu na frente com uma pequena nota 1,43 e o catarinense respondeu com um 1,03. Depois, nos outros primeiros 15 minutos de bateria, ambos não conseguiram encontrar boas ondas para aumentar os seus somatórios.



Na segunda metade de bateria, o marasmo do mar continuava atrapalhando os dois competidores. De um lado, Alejo lutava por ele, já que precisa de um grande resultado para continuar no WCT em 2015, e pela nação brasileira, que ele escolheu para defender. A vontade do argentino criado em Bombinhas (SC) prevaleceu e ele conseguiu surfar uma boa direita para Backdoor para tirar nota 5,50, somar 6,53 pontos e deixar Mick precisando de um 5,27 para virar a bateria e impedir que Medina fosse campeão mundial mesmo fora da água. Os minutos foram passando e nada de onda aparecer. Ótimo para Alejo, ótimo para Medina, ótimo para o Brasil! Acabou o tabu: um brasileiro é campeão mundial de surfe na elite do esporte.

BATERIAS DA TERCEIRA FASE

1.John John Florence (HAV) 16,33 x Adam Melling (AUS) 12,16
2. Owen Wright (AUS) 12,20 x Fred Patacchia (HAV) 11,17
3. Michel Bourez (TAH) 9,67 x Matt Wilkinson (AUS) 7,00
4. Josh Kerr (AUS) 10,50 x Jadson André (BRA) 7,87
5. Miguel Pupo (BRA) 5,17 x Filipe Toledo (BRA) 12,17
6. Gabriel Medina (BRA) 17,66 x Dusty Payne (HAV) 11,84
7. Kolohe Andino (EUA) 1,40 x Julian Wilson (AUS) 9,40
8. Bede Durbidge (AUS) 1,33 x Adrian Buchan (AUS) 11,53
9. Mick Fanning (AUS) 10,84 x Jeremy Flores (FRA) 7,67
10. Joel Parkinson (AUS) 6,76 x Sebastien Zietz (HAV) 8,93
11. Nat Young (EUA) 9,44 x Kai Otton (AUS) 10,67
12. Kelly Slater (EUA) 13,10 x Alejo Muniz (BRA) 15,50


BATERIAS DA QUARTA FASE

1. John John Florence (HAV) 6,74 x Owen Wright (AUS) 3,87 x Michel Bourez (TAH) 6,40
2. Josh Kerr (AUS) 4,97 x Filipe Toledo (BRA) 15,23 x Gabriel Medina (BRA)15,67
3. Julian Wilson (AUS) 6,43 x Adrian Buchan (AUS) 6,86 x Mick Fanning (AUS) 6,47
4. Sebastien Zietz (HAV) 4,54 x Kai Otton (AUS) 7,06 x Alejo Muniz (BRA) 6,43


BATERIAS DA QUINTA FASE


1. Filipe Toledo (BRA) 14,66 x Owen Wright (AUS) 3,8
2. Michel Bourez (TAH) 7,00 x Josh Kerr (AUS) 14,00
3. Mick Fanning (AUS) 2,44 x Alejo Muniz (BRA) 6,53
4. Sebastien Zietz (HAV) 10,34 x Julian Wilson (AUS) 17,46


BATERIAS DE QUARTAS DE FINAL

1. Gabriel Medina (BRA) 4,30 x Filipe Toledo (BRA) 3,27
2. John John Florence (HAV) 4,04 x Josh Kerr (AUS) 6,00
3. Adrian Buchan (AUS) 12,17 x Alejo Muniz (BRA) 3,77
4. Kai Otton (AUS) 2,77 x 17,83 Julian Wilson (AUS)


BATERIAS DE SEMIFINAL

1. Gabriel Medina (BRA) 13,60 x 9,43 Josh Kerr (AUS)
2. Adrian Buchan (AUS) 3,17 x Julian Wilson (AUS) 13,16


FINAL

Gabriel Medina (BRA) 19,20 x Julian Wilson (AUS) 19,63


Fonte:http://globoesporte.globo.com

domingo, 30 de novembro de 2014

Hoje sim! Rubinho é 3º, assegura título da Stock e quebra jejum de 23 anos

Recordista de GPs na Fórmula 1, veterano de 42 anos larga na pole, escapa da pista em mancha de óleo, mas mostra calma para assegurar a taça em Curitiba, Paraná

Foram 23 anos de espera desde o título da Fórmula 3 inglesa em 2001. Mas neste domingo, na decisão da Stock Car em Curitiba, Rubens Barrichello finalmente soltou da garganta o grito de “É campeão!”. E as quase duas décadas na Fórmula 1, que proporcionaram esse longo jejum, ajudaram Rubinho a ter experiência e calma para assegurar o título da principal categoria do automobilismo nacional.



A vitória na corrida ficou com um “intruso” Daniel Serra, que não tinha mais chances no campeonato. Maior ameaça ao título de Barrichello, Átila Abreu terminou a corrida em segundo e acabou com o vice-campeonato. Rubinho cruzou a linha de chegada em terceiro, garantiu um lugar no pódio e, mais do que isso, o título de 2014 da Stock Car, para delírio dos filhos Fernando e Eduardo, da esposa Silvana e da equipe Full Time. No pódio, não poderia faltar a tradicional sambadinha.

Eram oito concorrentes ao título: Barrichello, Átila Abreu, Thiago Camilo, Julio Campos, Antonio Pizzonia, Sergio Jimenez, Cacá Bueno e Allam Khodair – os três primeiros com mais chances. Líder do campeonato e largando da pole, Rubinho precisava de no máximo um quarto lugar para assegurar a taça.


Rubinho escapa e cai para 4º; Camilo bate e sai da briga
O veterano de 42 anos largou bem, manteve a liderança, mas ainda no começo da corrida foi surpreendido por uma mancha de óleo na pista, escapou e caiu para quarto. Na parada dos boxes, ganhou uma posição e subiu para terceiro, posição que administrou até o fim para levar a taça.

Após a largada, Daniel Serra seguiu em segundo, enquanto Átila passou Camilo e Cacá e pulou para terceiro. Em uma largada muito tumultuada e com muitas batidas, dois concorrentes ao título, Sergio Jimenez e Julio Campos, acabaram se envolvendo em acidentes e se complicando. Assista ao vídeo ao lado da largada!

Ainda nas primeiras voltas, o líder Rubinho escorregou em uma mancha de óleo na pista e acabou escapando. Com isso, Serra, Átila e Khodair pularam para as primeiras colocações. Camilo perdeu o controle do carro no mesmo local e bateu em Ricardo Maurício. Com o carro muito danificado, acabou abandonando a prova e saindo da briga pelo título.

Na relargada, Serrinha manteve a ponta, seguido de perto de Átila, Khodair, Rubinho e Cacá. Os quatro primeiros fugiram rapidamente do restante do grid. “Intruso”, o piloto do carro 29 da RBR Mattheis começou a abrir vantagem na ponta.

Serra e Khodair foram para os boxes. Com isso, Átila assumiu a ponta, seguido de Rubinho – os dois que permaneciam fortes na briga pelo título. Barrichello entrou nos boxes na volta seguinte e retornou em quinto, ganhando a posição do companheiro de equipe Khodair. Enquanto isso, Átila retardava ao máximo o pit stop. O segundo colocado era Serra, seguido de Pizzonia, que também não havia parado nos boxes. 

Átila, enfim, fez seu pit stop a 12 minutos do fim e voltou à pista logo atrás de Daniel Serra, que reassumiu a liderança. Com a parada de Pizzonia, Rubinho subiu para terceiro, posição que lhe garantia o título.

Em quarto, Khodair servia de escudeiro de Barrichello, segurando a pressão de Cacá Bueno. O companheiro de Rubinho segurou o pentacampeão enquanto pôde, mas acabou sendo superado a 5 minutos do fim.

Serra seguia na frente com folga. Átila aparecia em segundo, acompanhado de perto por Rubens, que apenas administrava a terceira colocação. Barrichello mostrou calma, segurou o terceiro lugar aé o fim e ficou com a taça.



Fonte:http://globoesporte.globo.com

domingo, 16 de novembro de 2014

Brasil repete 2005, bate Colômbia e leva oitavo GP com golaço de Falcão

Craque fecha a goleada por 7 a 2 com gol do campo de defesa e ajuda seleção brasileira na conquista de seu oitavo título em nove edições do Grand Prix de futsal

Nove anos depois, Brasil e Colômbia voltaram a se enfrentar em uma final de Grand Prix e a história se repetiu. A goleada de 6 a 3, em 2005, foi substituída pelo 7 a 2 desta edição. Os gols de Falcão, Leandro, Valdin, Daniel (2) e Rodrigo (2), descontando Angellot e Yullian para os colombianos (confira acima), garantiram o octocampeonato da Seleção na competição, em nove anos de disputa. Foi o terceiro título consecutivo do time de Sergio Luiz, que já havia batido o oponente na primeira fase por 4 a 0. O momento ápice da goleada foi no último minuto, quando Falcão recuperou a bola, arriscou de seu campo de defesa e deu números finais ao placar, aproveitando que o goleiro-linha da Colômbia estava fora da meta.

Porém, o resultado não foi tão fácil quanto parece. Melhor durante os 40 minutos, o Brasil saiu atrás do placar e sofreu com a falta de pontaria no primeiro tempo, que terminou empatado por 1 a 1. O adversário bastante fechado, apostava nos contra-ataques e contava com o goleiro Lozano inspirado. Só que os dois gols da Seleção, nos dois primeiros ataques da segunda etapa, abriram o ferrolho rival e permitiram que a goleada surgisse na quadra do ginásio Adib Moises Dib, em São Bernardo do Campo (SP).

Na disputa pelo terceiro lugar, o favorito Irã não deu chance para a Guatemala e goleou: 10 a 4.



COLÔMBIA SAI NA FRENTE, MAS BRASIL EMPATA
O susto no início do jogo com o gol de Angellot, após bobeada de Sinoê, em nada preocupou o quinteto brasileiro formado por Gian, Rodrigo, Daniel, Falcão e Sinoê, que teve o domínio das ações desde o primeiro segundo de bola rolando. O empate só não veio mais rápido por conta da falta de pontaria de Sinoê e Falcão, que perderam chances claras, da falta de sorte do craque brasileiro, que parou na trave, em um belo chute de efeito, e nas impressionantes defesas de Lozano. A tranquilidade era vista nas palavras do técnico Sergio Luiz, que durante um tempo técnico, mesmo atrás do placar, disse "o jogo está tranquilo, vamos continuar assim".

Mas água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O dito popular foi comprovado na metade da etapa inicial. Leandro aproveitou uma sobra de bola dentro da área, girou rápido e bateu rasteiro para vencer Lozano, que chegou a tocar na bola. 

O ferrolho colombiano seguia bem postado, e as tentativas escassas de contra-ataque passavam pelos pés do habilidoso Angellot, que chegou a fazer uma jogada espetacular no meio-campo para cima dos brasileiros, incluindo Falcão, porém sem oferecer perigo.

Se a Colômbia não tirava a calma brasileira, o mesmo não poderia se dizer da arbitragem. Por duas vezes seguidas Falcão reclamou de falta com o árbitro Dung Tru´o´ng Quoc. Rodrigo não gostou da anulação de seu gol, por empurrão em rival, e também foi advertido, assim como Leandro.


GOLS SAEM NO INÍCIO, BRASIL VIRA E GOLEIA
Nos primeiros segundos da etapa final, o feitiço virou contra o feiticeiro. Ao contrário do tempo inicial, desta vez, foi o Brasil que marcou rapidamente e em dose dupla com Rodrigo. Um gol contando com a sorte, após seu chute desviar em Acosta e matar Lozano, e o segundo, após bonita tabela com Falcão, que valeu a pose do quinteto para os fotógrafos na durante a comemoração. Porém, a Colômbia não estava morta e logo ressurgiu na partida. Angellot chutou de longe, a bola bateu em Yullian e surpreendeu Gian (3 a 2).

Em um de seus poucos momentos de jogada plástica, Falcão arriscou de seu campo de defesa e quase surpreendeu Lozano, que chegou a tocar na bola, antes de ela explodir no travessão - o momento mais belo do jogo estava por vir. O quarto gol não tardaria a acontecer. Valdin recebeu, ameaçou chutar de direita, passou o pé por cima da bola, trouxe para a canhota e soltou a bomba para ampliar a diferença. Já na metade final, Gian fez o passe com a mão e encontrou o rápido Daniel, que deu um toque por cima de Lozano.

As coisas pioraram para a Colômbia quando seu craque e capitão Angellot foi expulso por empurrar Rodrigo, na arrancada do brasileiro diante de Lozano. Com um jogador a mais por alguns minutos, Daniel fez seu segundo, aproveitando o chute cruzado de bico de Rodrigo. Para fechar a campanha do Brasil no Grand Prix de futsal com chave de ouro, Falcão deixou a sua marca ao arriscar da quadra de defesa, surpreendendo os colombianos, que tinham o goleiro-linha fora da meta.

Brasil x Colômbia

Gols: Falcão, Leandro, Valdin, Daniel (2) e Rodrigo (2) para o Brasil; e Angellot e Yullian para a Colômbia.
Cartão amarelo: Rodrigo, Leco, Leandro (BRA) e Acosta e Lozano (COL)
Cartão vermelho: Angellot

Fonte:http://globoesporte.globo.com

sábado, 8 de novembro de 2014

Números apontam que F1 eleva receita e impulsiona imagem de SP

Prova atrai a São Paulo 130 mil turistas, que movimentam R$ 260 milhões.
Hotéis têm mais de 70% de ocupação; audiência atinge 200 países.




Brasileiros são maioria (86%) no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, realizado no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, mas a competição, que no ano passado atraiu à capital paulista 130 mil turistas, reúne pessoas de 18 países e 266 cidades. 

Apaixonado por automobilismo a ponto de competir com o filho em etapas de rally, o secretário especial para assuntos de turismo e presidente da SPTuris, Wilson Poit, falou ao G1 sobre os efeitos positivos do evento para a cidade.


R$ 260 milhões
impacto da F1 em 2013
Em 2013, o GP Brasil gerou impacto econômico de R$ 260 milhões considerando o que os visitantes gastam com hospedagem, alimentação, compras e lazer.


A semana da F-1 é a melhor do ano para uma churrascaria rodízio na Zona Oeste de São Paulo. O movimento duplica nos três dias do evento, de acordo com o gerente do estabelecimento, Fernando Mardini. O público é formado por integrantes das equipes, admiradores e celebridades do mundo da F-1. "Na sexta, sábado e domingo a gente dobra o nosso movimento. São pessoas que vêm de todas as áreas e de todas as regiões, que gostam da corrida e que vêm há muitos anos. Muitas pessoas da Europa, que acompanham as equipes", afirma ele.

O GP de Interlagos foi responsável pela arrecadação de cerca R$ 22,9 milhões em Impostos sobre Serviços (ISS) com o turismo durante o mês de novembro de 2013, a maior arrecadação de 2013 em impostos relacionados ao turismo.

A Prefeitura de São Paulo investe cerca de R$ 40 milhões por ano, para divulgação do evento, intervenções na pista, sinalização e montagem de estruturas temporárias como as arquibancadas.

O retorno do evento compensa o investimento que é feito, além de promover a cidade internacionalmente.

O GP Brasil de F1 é a etapa com maior audiência do campeonato mundial. Em 2013, a prova foi assistida em 77 milhões de domicílios em quase 200 países.

O GP Brasil chega em 2014 à 34ª edição sob a proteção de um acordo entre a Prefeitura de São Paulo e a organização da F1 para que a prova permaneça na cidade pelo menos até 2020. A gestão Fernando Haddad (PT) manteve uma negociação que já estava em andamento para garantir a realização da F1.

Das 42 provas realizadas no Brasil, 33 foram sediadas em território paulista. O autódromo completará 75 anos em 2015 quando deve ser concluído um pacote de reformas de R$ 160 milhões.

As mudanças prevêem mudanças na entrada dos boxes, que começará mais cedo e será mais larga, e a criação de uma área de escape no 'S' do Senna, com 10 metros.

O GP Brasil foi premiado em 2013 pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e considerado a corrida mais bem organizada do ano, uma escolha feita pelas 11 equipes que disputaram o Mundial. Esta é a segunda vez que a prova paulistana recebe o prêmio outorgado pela entidade.

Segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), a prova expõe a imagem de São Paulo no exterior. A cidade apareceu em 5,6 mil matérias em 22 línguas. Se fosse pago, esse espaço na mídia teria custado cerca de R$ 234,3 milhões, de acordo com as estimativas da prefeitura.

Pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo da SPTuris com 983 pessoas nos dias 23 e 24 de novembro de 2013 revelou que a maioria dos espectadores é formada por homens (92,07%), que têm entre 30 e 39 anos (33,47%) e ensino superior completo (51,58%). Nada menos do que 17,26% têm pós-graduação.

Os estrangeiros que assistem ao GP permanecem na cidade por 3,58 dias e os brasileiros, 2,34 dias. Em sua maioria, eles ficam hospedados em hotéis e flats (67,5%). O segundo maior grupo (17,47%) fica em casa de amigos e parentes e o terceiro maior grupo (12,63%) faz bate-e-volta.

Em 2013, a prova também foi em novembro, e a SPTuris registrou a segunda maior taxa de ocupação mensal do ano, de 71,39%, superando inclusive a média anual, que foi de 65,55%.

Segundo o Observatório do Turismo, os turistas que vieram à São Paulo por ocasião do GP Brasil de F1 hospedaram-se em hotéis concentrados na região sudoeste da cidade, pela proximidade com o Autódromo de Interlagos.

O meio de transporte mais utilizado pelos turistas para chegar a São Paulo foi o avião (62,61%), seguido por automóvel (27,07%). Segundo o Observatório do Turismo, a prova já foi responsável por 408 movimentos de helicóptero nos três dias do evento. Neste ano, um empresário vai desembolsar R$ 14 mil para ir de helicóptero da Zona Oeste da cidade até o autódromo. Vôos panorâmicos, em que o passageiro apenas sobrevoa a pista ao custo aproximado de R$ 1 mil, também aumentam, em média, 30%, segundo o coordenador de uma empresa de táxi aéreo baseada no Campo de Marte, Rafael Dylis.

A avaliação da cidade pelos turistas demonstra aprovação em itens como “opções de compras” e “gastronomia”, com mais de 70% de notas classificadas nas categorias "acima" e "muito acima" das expectativas.


Fonte:http://g1.globo.com

domingo, 28 de setembro de 2014

Fla derruba o Maccabi e fatura o maior título de sua história no basquete

Empurrado pela inflamada torcida na Arena da Barra, time carioca conta com grandes atuações de Laprovittola e Meyinsse para superar o atual campeão europeu: 90 a 77



Agora não falta mais nada. Depois do Carioca, do NBB, da Liga das Américas e da Liga Sul-Americana, o torcedor do Flamengo pode encher a boca para falar que tem o título de clubes mais importante do planeta: a Copa Intercontinental. Numa atuação coletiva perfeita e com grandes desempenhos individuais do argentino Nico Laprovittola e do americano Jerome Meyinsse, o time comandado pelo técnico José Neto derrotou o Maccabi Tel Aviv por 90 a 77 (46 a 36), neste domingo, na quase lotada Arena da Barra, e agora pode dizer que é campeão de tudo. A equipe carioca precisava de uma diferença de no mínimo quatro pontos após a derrota por 69 a 66 na primeira partida, na última sexta-feira.

Assim que o cronômetro zerou, a torcida do Flamengo invadiu a quadra para festejar junto com os jogadores, num ambiente de euforia generalizada. A polícia teve que ser acionada para retirar os torcedores, e o locutor da Arena avisou pelo alto-falante que a premiação só aconteceria depois que a quadra fosse devidamente esvaziada.



Com 24 pontos e seis rebotes, o argentino Nicolas Laprovittola, que terminou a partida eliminado com cinco faltas, foi o grande nome da conquista rubro-negra - e eleito melhor jogador do torneio (MVP). Jerome Meyinsse, que anotou 22 pontos e cinco rebotes, e Marquinhos, com nove pontos, quatro rebotes e duas assistências, também se destacaram. 

- Fizemos história hoje e temos que desfrutar. Toda a equipe fez um ótimo trabalho. Levamos o jogo bem, como tem que fazer. Somos um equipe dentro e fora de quadra. Temos que seguir assim. Esse é o começo da temporada, um começo muito bom e feliz para todo o Brasil - disse Laprovittola.

Pelo lado israelense, Jeremy Pargo, cestinha do jogo com 28 pontos, sete assistências e seis rebotes, Keith Hayes, com 15, e Guy Pnini, que contribuiu com 10, foram os maiores pontuadores

Com o campeão da Euroliga no bolso, a equipe rubro-negra agora vai arrumar as malas para encarar os jogos contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies pela pré-temporada da NBA.

Antes do feito rubro-negro, o Sírio, de São Paulo, era o único time brasileiro com um título de expressão internacional: o Mundial Interclubes de 1979, superando o Bosna, da antiga Iugoslávia, na final. No ano passado, o Pinheiros disputou o título intercontinental com o Olympiacos, da Grécia, mas perdeu as duas partidas da decisão, em Barueri.



Susto e reação

A tarde de domingo começou esquisita para o Flamengo. Mesmo com a Arena da Barra quase lotada, os frios rivais nem deram bola para a pressão e decidiram matar bolas. Foram três seguidas, uma delas de três de Pnini, que deram uma vantagem de 7 a 0 para os visitantes em pouco mais de dois minutos de jogo.

José Neto confiou no taco de seus jogadores e segurou um pedido de tempo que poderia ser providencial àquela altura. A decisão deu certo, e Marquinhos começou a reação numa bola de três. A torcida foi junto com o time, e o Maccabi até então 100% passou a errar. Melhor para os donos da casa, que com outra bola de três de Marquinhos e uma cesta na marra de Jerome Meyinsse, assumiram a liderança pela primeira vez.


A virada inflamou a torcida rubro-negra, e a diferença rapidamente chegou a sete pontos (16 a 9). Com 10 pontos no quarto, Laprovittola comandava as ações, enquanto Marcelinho, novamente com a pontaria descalibrada, deu lugar a Olivinha. Guy Goodes mudou todo o time de Maccabi, e, aos poucos, os campeões europeus foram tirando a diferença para passar a frente no minuto final. Mas com uma bola de três de Walter Herrmann, foi o Flamengo que fechou o primeiro período na frente, com uma vantagem de 27 a 25.

José Neto mudou o time quase todo e voltou para o segundo quarto com Benite, Olivinha e Caracter, além dos titulares Laprovittola e Herrmann. Mas o cartão de visitas na volta para a quadra foi de Hayes. Com uma bola de três, o armador americano recolocou o Maccabi à frente. O jogo então passou a ser lá e cá, assim como a liderança, que mudava de lado a todo instante.

Mas a pouco mais de cinco minutos do fim do primeiro tempo ela resolveu se estabelecer do lado rubro-negro. De volta, Marcelinho desencantou com cinco pontos seguidos, três deles na sua primeira bola de três nessas finais, e ampliou a diferença para sete pontos (39 a 32). O momento era todo do capitão rubro-negro, que em outra bonita jogada individual deixou Olivinha livre para marcar mais dois. O lance fez a Arena da Barra delirar.

Incrédulos, os campeões da Euroliga sentiram a pressão, passaram a errar um ataque atrás do outro e ficaram mais de três minutos sem pontuar. A seca acabou a 1m38s do fim, num lance livre solitário de Jeremy Pargo. Foi o suficiente para o treinador para José Neto parar o jogo. Embora o pedido de tempo tenha sido feito pelo Flamengo, a irritação no banco estava do outro lado. Aos berros e num dialeto só dele, que misturava hebraico e inglês, Guy Goodes não perdoou e "passou o sabão" em seus comandados.


Mas a bronca de nada adiantou. O Flamengo sobrava em quadra e abriu 11 pontos, a pouco mais de um minuto para o intervalo. O prejuízo do Maccabi só não aumentou porque o time rubro-negro desperdiçou dois arremessos seguidos de três pontos nos dois ataques seguintes.

Com três lances livres de Cohen, a diferença até caiu para oito, mas voltou a subir com outros dois convertidos por Laprovittola, cestinha do primeiro tempo com 12 pontos. Com 46 a 36 a seu favor, o campeão da Liga das Américas foi para o vestiário com seis pontos de crédito para gastar na etapa final.

Os dois primeiros pontos foram do Flamengo na volta do intervalo, mas Jeremy Pargo voltou para os vinte minutos finais inspiradíssimo. Com duas bolas de três seguidas, ele tirou seis pontos de prejuízo. A diferença é que o Flamengo pouco errava e também pontuava. Mas Pargo estava decidido a estragar a festa rubro-negra e anotou sua terceira cesta de três. Pnini também deixou a sua. A artilharia pesada de Maccabi não tinha fim, e Pargo fez mais uma, a quarta, e saiu rindo, o que levou o árbitro a adverti-lo.


Se Pargo desequilibrava de um lado, Jerome Meyinsse resolveu pagar a dívida do primeiro jogo e sustentava o Flamengo no ataque, ora com uma enterrada ora com lances livres. De ponto em ponto, o americano já somava 16 a menos de três minutos do fim do período. Mas Pargo não queria ficar para trás. Numa enterrada espetacular que calou a Arena da Barra, o “baixinho” de 1,88m diminuiu a diferença para três pontos. Benite deu o troco na sequência em outra linda jogada individual. Mas para fechar o momento “showtime”, Pargo fez uma ponte aérea com Alexander Tyus e deu outra cravada de tirar o fôlego.

Mesmo com a performance espetacular do camisa 4 do Maccabi, que anotou 16 pontos no terceiro quarto, o Flamengo foi para o último período vencendo por 64 a 61. Mas o começo do campeão da Américas nos 10 minutos finais foi fulminante e a sete minutos para o fim do jogo a vantagem já era de 11 pontos. Guy Goodes imediatamente parou o jogo, mas parecia que seus próprios comandados não acreditavam no que viam. As bolas do Flamengo caiam de todos os lados e por todas as mãos. Ora com Laprovittola na linha dos três, ora com Herrmann de dois, ora com uma bandeja e falta de Benite.

O Maccabi ainda diminuiu a diferença para nove pontos numa bola de três de Hayes a 1m37s para o fim do jogo, mas o prejuízo ainda era muito grande. A ansiedade no rosto dos jogadores rubro-negros era visível e compreensível, talvez por isso as bolas passaram a não cair mais. Porém, não era preciso, com oito pontos de frente a 53 segundos do fim, só uma tragédia tiraria o maior o maior titulo de clubes da Gávea. E como o domingo que começou esquisito não era de milagres, a festa rubro-negra não tinha mais hora para acabar: 90 a 77.

Escalações

Flamengo: Marquinhos (9), Marcelinho (5), Meyinsse (22), Herrmann (8), Laprovittola (24); Entraram: Olivinha (9), Benite (8), Caracter (4), Gegê (0), Felício (1), Danielzinho (0)
Técnico: José Neto


Maccabi: Pargo (28), Pnini (10), Randle (6), Landersberg (7), Maric (4); Entraram: Haynes (15), Smith (2), Tyus (4), Ohayon (0), Cohen (1), Linhart (0)
Técnico: Guy Goodes


Fonte:http://globoesporte.globo.com

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Seleção feminina do Catar se retira de quadra após proibição do uso do hijab

Nos Jogos Asiáticos, realizados na Coreia do Sul, árbitros mandam atletas cataris tirarem acessório da cabeça, pedido é negado e partida contra Mongólia é cancelada

A seleção feminina de basquete do Catar se retirou de quadra antes do início da partida contra a Mongólia, válida pelos Jogos Asiáticos. O motivo foi a impossibilidade de jogar com o hijab, acessório que cobre a cabeça das jogadoras.




Segundo Anna Jihyun You, membro do Comitê Organizador, os árbitros não receberam instruções para permitir que as jogadoras atuassem com hijab. Segundo ela, o uso de chapéus, acessórios de cabelo e joias é absolutamente proibido.

O chefe de missão do Catar, Khalil Al Jabir, reclamou da atitude dos juízes:

- Só viemos até aqui, é porque achávamos que poderíamos jogar com hijab. Ninguém nos disse que não seria permitido. Esperamos esclarecimentos - desabafou o dirigente.

Os Jogos Asiáticos reúnem quase 10 mil atletas de 45 países em mais de 35 modalidades. Em esportes como badminton, tiro e atletismo, as atletas do Catar puderam entrar em ação com o hijab na cabeça. Porém, cada federação rege sua modalidade e algumas entidades realmente não permitem o uso de acessórios.

A Federação Internacional de Basquete (FIBA) afirmou que está lançando, em forma experimental, um regulamento que permite o uso de acessórios na cabeça. Porém, essa regra só é permitida em competições nacionais.

Uma revisão completa em 2016 irá decidir se vai ocorrer uma mudança de regra permanente após os Jogos Olímpicos.



Fonte:http://globoesporte.globo.com

OBRIGADO PELA VISITA!

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