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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma Rousseff terá a maioria da Câmara Federal

Ao todo, 304 deputados eleitos fazem parte da coligação que elegeu a petista.


A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) terá a maioria da Câmara Federal como aliada. Ao todo, 304 deputados eleitos fazem parte da coligação que elegeu a petista. Por outro lado, o partido da presidente amarga o primeiro lugar no ranking de perdas de cadeiras: em 2010 o PT tinha 88 e agora serão 70. 

A maioria das cadeiras da Casa será ocupada por deputados reeleitos. No total, 298. Além deles, 25 dos que foram eleitos retornam à Câmara depois de um período afastados e 198 vão ocupar as cadeiras pela primeira vez. 

O Partido Republicano Brasileiro (PRB) foi o mais aumentou a representatividade: em 2010 eram 10 e agora serão 21 parlamentares. A votação de Celso Russomano (PRB-SP) foi uma das reponsáveis pelo aumento expressivo do partido na Câmara. Ele recebeu mais de um milhão de votos e, com isso, conseguiu eleger cinco candidatos da sigla que tinham recebido menos de 100 mil votos em São Paulo.

Na composição final, a Câmara Federal terá 304 deputados da coligação de Dilma, 128 da coligação de Aécio Neves (PSDB) e 81 parlamentares ligados a outros partidos. Veja:



Fonte:http://nominuto.com

Coligação de Dilma Rousseff terá 65% do Senado

Número é superior ao exigido para aprovar emendas constitucionais.




A maioria dos senadores eleitos deve apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT) no próximo mandato. Dos 81 parlamentares, 53 fazem parte da coligação que elegeu a petista, enquanto que apenas 19 dos eleitos apoiavam a candidatura de Aécio Neves - outros nove que também assumem o cargo em 2015 não integram nenhum dos dois grupos. 

A maioria soma 65% em favor de Dilma. O número é superior ao exigido para aprovar emendas constitucionais. Isso significa que se a presidente reeleita conseguir manter os seus aliados unidos, ela terá muita força no Senado. 

PT e PMDB, principais aliados de Dilma Rousseff, continuam com as maiores bancadas. O Partido dos Trabalhadores tem 13 cadeiras e o PMDB 19. Os principais opositores, no entanto, mantém a mesma força do mandato passado: o PSDB terá 11 nomes (entre eles o principal adversário da petista, Aécio Neves) e o DEM terá quatro representantes. Nas eleições de 2014, os eleitores optaram por repetir nomes já conhecidos: 22 dos que vão ocupar o cargo são senadores reeleitos, enquanto haverá só cinco novatos em 2015. E a maioria deles é homem, são 70 ao todo, e têm entre 56 e 65 anos. 


Fonte:http://nominuto.com

Cinco governadores venceram de virada no 2º turno

Eles são todos do norte, nordeste e centro-oeste e haviam chegado em 2º lugar no dia 5 de outubro.



Cinco governadores eleitos no segundo turno venceram de virada. Eles são todos das regiões norte, nordeste e centro-oeste e haviam chegado em segundo lugar no dia 5 de outubro, data da primeira etapa das eleições. 

A maior virada foi no Rio Grande do Norte. O vice-governador Robinson Faria (PSD) perdeu com 5% de diferença dos votos para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB) no primeiro turno. Nesse domingo, no entanto, ele virou e venceu com 54% - contra 46% do adversário. 

No Pará, o governador Simão Jatene (PSDB) havia ficado 2% atrás de Helder Barbalho (PMDB) no primeiro turno. Nesse domingo Simão Jatene mostrou reação e conseguiu se reeleger com 52% dos votos, contra 48% do adversário. 

Em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) tinha ficado 4 pontos percentuais atrás do senador Delcídio Amaral (PT) no primeiro turno. Na segunda etapa ele se recuperou e ultrapassou o adversário. Encerrou as eleições como governador, com 55% dos votos, contra 45% de Delcídio Amaral. 

Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) havia terminado atrás, mas muito próximo do adversário, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), no primeiro turno. Nesse domingo, os percentuais inverteram: Coutinho terminou as eleições com 53% e Cássio Cunha Lima com 47%. 

Situação bem parecida a do Amazonas. O governador reeleito José Melo (Pros) terminou o primeiro turno com apenas 1.907 votos atrás do adversário Eduardo Braga (PMDB). Na disputa final, o governador abriu vantagem e terminou com 56% dos votos.



Fonte:http://nominuto.com

De 18 governadores, só 11 conseguiram a reeleição

Número é o menor desde 2002, quando só oito se mantiveram no mandato.


Dos 18 governadores que tentaram a reeleição, apenas 11 conseguiram. O número, contando o primeiro e o segundo turno, é o menor desde 2002, quando só oito se mantiveram no mandato. 

Quatro Estados decidiram pela reeleição já no primeiro turno. Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Raimundo Colombo (PSD-SC), Beto Richa (PSDB-PR) e Jackson Barreto (PMDB-SE) tiveram mais de 50% dos votos no dia 5 de outubro, data da primeira etapa das eleições, e continuam no governo até 2018. 

Também no primeiro turno, quatro governadores que tentavam se manter no posto acabaram derrotados. Agnelo Queiroz (PT-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Zé Filho (PMDB-PI) e Sandoval Cardoso (PSD-TO) não conseguiram a reeleição. Nesse domingo, fechando a lista, sete governadores foram reeleitos. Tião Viana (PT-AC), José Melo (Pros-AM), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Marconi Perillo (PSDB-GO), Simão Jatene (PSDB-PA), Ricardo Coutinho (PSB-PB) e Confúcio Moura (PMDB-RO). 


Ficaram de fora Camilo Capiberibe (PSB-AP), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Tarso Genro (PT-RS) - o Rio Grande do Sul manteve a tradição de não reeleger governador. 

Fonte:http://nominuto.com

Confira as propostas de Robinson Faria para o RN em 10 áreas

Candidato do PSD venceu Henrique e foi eleito governador neste domingo.
Veja o que Robinson prometeu fazer na saúde, segurança, educação, etc.




Eleito o novo governador do Rio Grande do Norte com 54,45% dos votos válidos neste domingo (26), Robinson Faria (PSD) disse em sua primeira manifestação após a confirmação da vitória sobre Henrique Eduardo Alves (PMDB) que pretende fazer um "governo técnico".

"Faremos um governo técnico. Estou totalmente livre para premiar a competência. O fator decisivo para integrar a minha equipe não será bandeira partidária. Será a competência. No meu governo não terá essa história de um tempo para arrumar a casa. Vou trabalhar desde o primeiro dia para fazer um governo inovador, ousado, moderno e restabelecer o diálogo com a sociedade", declarou o novo governador.

Apuração dos votos

Robinson Faria, do PSD, foi eleito neste domingo (26) governador do Rio Grande do Norte. Apuradas 100% das urnas no estado, Robinson conquistou 54,42% dos votos válidos - um total de 877.268 votos. O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) ficou em segundo lugar com 45,58% dos votos válidos - um total de 734.801 votos.

Confira a apuração completa.

Ainda durante a campanha, o G1 RN pediu ao dois candidatos que listassem suas propostas para 10 temas. Relembre abaixo as respostas de Robinson, que governará o Rio Grande do Norte pelos próximos quatro anos.

Fonte:http://g1.globo.com

Robinson Faria deve ter minoria na Assembleia Legislativa do RN

Dos 24 deputados eleitos, apenas 6 são da base aliada do novo governador.
Faria foi eleito governador do RN com 54,42% dos votos válidos.



Eleito governador do Rio Grande do Norte com 54,42% dos votos válidos, Robinson Faria (PSD) deve ter minoria na Assembleia Legislativa. Dos 24 deputados estaduais eleitos, apenas seis são da base aliada do novo chefe do Executivo potiguar. A coligação que apoiou a candidatura de Robinson tinha nove partidos, já a coligação de Henrique Eduardo Alves (PMDB) - que perdeu no segundo turno - contava com 18 legendas.

Entre os partidos que formaram a coligação do governador eleito, o PSD elegeu três deputados: Galeno, José Dias e Dison Lisboa. Robinson também conta com o apoio de Fernando Mineiro, do PT, que foi reeleito deputado estadual, e Cristiane Dantas (PC do B) e Carlos Augusto Maia (PT do B) - que ocupam pela primeira vez cadeiras na Assembleia Legislativa do RN.

O PMDB, partido de Henrique, elegeu cinco deputados estaduais para a legislatura 2015-2018: Hermano Moraes, Ezequiel Ferreira, Nelter Queiroz, Gustavo Fernandes, e Alvaro Dias - que devem permanecer na oposição.

Os outros deputados que apoiaram a candidatura de Henrique Eduardo Alves e devem fazer oposição a Robinson Faria são: Ricardo Motta (PROS), Kelps Lima (PS), Gustavo Carvalho (PROS), Getúlio Rego (DEM), Tomba Farias (PSB), George Soares (PR), Agnelo Alves (PDT), Albert Dickson (PROS), Márcia Maia (PSB), Raimundo Fernandes (PROS) e José Adécio (DEM).

Apuração dos votos
Robinson Faria, do PSD, foi eleito neste domingo (26) governador do Rio Grande do Norte.Apuradas 100% das urnas no estado, Robinson conquistou 54,42% dos votos válidos - um total de 877.268 votos. O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) ficou em segundo lugar com 45,58% dos votos válidos - um total de 734.801 votos.


Natalense, Robinson Faria tem 55 anos e é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Filho de empresário, entrou para a política por iniciativa própria e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986. Nos dois últimos mandatos como deputado (2003-2006/2007-2010) foi presidente da Assembleia Legislativa.

Em 2010, Robinson foi eleito vice-governador na chapa de Rosalba Ciarlini (DEM), atual governadora do estado. Ele assumiu a Secretaria de Recursos Hídricos no início do governo, mas rompeu com a governadora oito meses depois.



Fonte:http://g1.globo.com

Dilma é reeleita presidente e amplia para 16 anos ciclo do PT no poder

Com 100% das seções apuradas, ela tem 51,4% dos votos e Aécio, 48,36%.
Governo do PT (2003-2018) terá o dobro do período tucano (1995-2002).




Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) na disputa em segundo turno e foi reeleita neste domingo (26) para um novo mandato como presidente da República (2015-2018). Segundo o sistema de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado foi confirmado às 20h27min53, quando 98% das urnas estavam apuradas e não havia mais possibilidade matemática de virada. Acompanhe a apuração em tempo real.

O TSE atualizou a apuração às 0h13, com 100% das seções apuradas (ainda faltavam poucas centenas de votos). Dilma tem 54.501.118 votos (51,64%) e o tucano, 51.041.155 votos (48,36%). As abstenções totalizaram 30.137.479 (21,1% do total).

Uma hora depois da confirmação do resultado, Dilma fez um discurso de agradecimento, com 26 minutos de duração, em um hotel de Brasília. Saudou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "militante número 1 das causas do Brasil", afirmou que está "disposta ao diálogo" e conclamou os brasileiros a se unirem em favor do país. "Não acredito que estas eleições tenham dividido o país ao meio", afirmou. "O calor da disputa pode agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil", declarou. A presidente disse que priorizará a discussão com o Congresso e com a sociedade de uma reforma política a ser aprovada por meio de plebiscito.

Aécio Neves fez um pronunciamento em Belo Horizonte cerca de 40 minutos depois de confirmado o resultado. Disse ter cumprimentado Dilma pela vitória e afirmou que agora a prioridade é unir o Brasil. "Considero que a maior de todas as prioridades é unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique todos os companheiros", afirmou, em uma fala de cerca de dois minutos.

Com a vitória, Dilma completará um período de 16 anos do PT no comando do governo federal, desde a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. É o dobro do tempo do PSDB, que teve dois mandatos com Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002). Desde antes da reeleição de Dilma, o PT trabalha com a hipótese de uma nova candidatura de Lula em 2018, conforme voltou a defender neste domingo o presidente do partido, Rui Falcão.

A presidente se reelegeu na disputa considerada a mais acirrada desde a redemocratização. No início da campanha, a petista manteve-se na dianteira nas pesquisas de intenção de voto, mas depois chegou a ter a liderança ameaçada por Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e Aécio, que chegou a aparecer numericamente à frente dela no segundo turno.

Foi também a sexta eleição marcada pela polarização entre PSDB e PT, que desde 1994 sempre chegaram nas duas primeiras posições na corrida presidencial. Assim como em 2010, a candidatura de Marina despontou neste ano como terceira força, alcançando 21,3% dos votos no primeiro turno.



Campanha
Tanto no primeiro quanto no segundo turno, a campanha eleitoral para a Presidência neste ano foi marcada pelas críticas entre os candidatos. Se na primeira fase da disputa, os ataques do PT se concentraram em Marina – apontada como inconsistente – na segunda, a campanha petista mirou a candidatura de Aécio, associando-a ao "retrocesso".

Marina passou a ser alvo tanto do PT quanto do PSDB com sua rápida ascensão nas pesquisas após a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB até agosto, quando morreu em acidente aéreo que vitimou outras seis pessoas, entre assessores e tripulantes.

Até então, as pesquisas indicavam uma situação de estabilidade, com Dilma à frente e Aécio em segundo. O tucano já havia enfrentado denúncias de suposta concessão irregular para um tio de um aeroporto na cidade de Cláudio (MG), mas a candidatura dele começou a perder fôlego após a morte de Campos.

Uma das principais críticas do PT a Marina Silva foi a defesa da independência do Banco Central, que propunha mandatos fixos para diretores condicionado ao combate à inflação. Nas propagandas e discursos, a campanha petista dizia que a medida favoreceria os banqueiros; na TV, foi mostrada uma família sem comida no prato. Marina respondia dizendo que a rival tentava "ressuscitar o medo” na campanha e fazia “terrorismo eleitoral”.

Pelo lado do PSDB, Marina era atacada por ter sido filiada ao PT, inclusive nos períodos em que o partido enfrentava escândalos de corrupção, como o mensalão. A candidatura de Marina também foi posta em xeque após mudanças em seu programa de governo. Quando o programa foi lançado, em 29 de agosto, havia defesa do casamento gay e da energia nuclear. No dia seguinte, os tópicos foram retirados, sob alegação de erro na edição do documento.

Marina foi perdendo pontos nas intenções de voto e acabou ultrapassada por Aécio na semana que antecedeu o primeiro turno. Nas urnas, Dilma obteve 41,6% dos votos válidos e Aécio 33,5%, resultado que levou a disputa para o segundo turno.

Nas três semanas de disputa direta entre a petista e o tucano, as críticas se concentraram na corrupção e na economia. Aécio explorou o escândalo na Petrobras, responsabilizando o governo pelos supostos desvios e propina pagos a políticos pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Dilma reagiu dizendo que a oposição tentava dar um golpe ao explorar o caso. Defendeu-se ainda afirmando que a PF teve autonomia para investigar, e os casos de corrupção não eram escondidos "debaixo do tapete".

No campo da economia, a petista insistiu que o retorno do PSDB ao poder seria uma "volta ao passado", segundo ela, com arrocho salarial, desemprego e queda na renda dos trabalhadores. O tucano, por sua vez, enfatizou a alta da inflação no governo Dilma aliado ao baixo crescimento da economia; como solução, pregou mais credibilidade e transparência nas contas públicas para atrair de volta o investimento produtivo ao país.

Nas duas últimas semanas da campanha, os ataques se intensificaram nas propagandas, debates na TV e atos de campanha pelas ruas do país. Além de criticar a política econômica do PSDB, Dilma passou a dizer que os tucanos não governavam para os pobres, apontando uma menor abrangência dos programas sociais na época de FHC. O discurso foi reforçado por Lula, que participou ativamente da campanha e chamou Aécio de "filhinho de papai", o acusou de ser agressivo com mulheres e o condenou por recusar o teste do bafômetro numa blitz em 2012.

Além da Petrobras, Aécio acusou o PT de promover uma divisão no país, entre ricos e pobres e Sudeste-Sul contra Norte-Nordeste. O tucano recebeu apoio de Marina Silva e outros candidatos derrotados na eleição e passou a se queixar da "campanha de desconstrução", segundo ele, feita pelo PT. Num dos debates mais tensos da TV, Aécio ainda rebateu a acusação de ter empregado a irmã no governo de Minas ao dizer que um irmão de Dilma também havia sido nomeado pela Prefeitura de Belo Horizonte durante administração do PT.



Fonte:http://g1.globo.com

domingo, 26 de outubro de 2014

Camilo Santana, do PT, é eleito governador do Ceará

Com quase 100% de urnas apuradas, Camilo tem 53,24% dos votos válidos.
Disputa foi acirrada no Ceará.




Camilo Santana, do PT, foi eleito neste domingo (26) governador do Ceará para os próximos quatro anos. Com 96% das urnas apuradas por volta das 19h10, o petista tinha 2.332.016 de votos, o que correspondia a 53,24% dos votos válidos, contra 2.048.332 votos totais ou 46,76% de válidos de Eunício Oliveira (PMDB). (Confira a apuração completa no estado).

Camilo acompanha a apuração dos votos em casa junto da família e depois segue para o comitê, onde deverá comentar o resultado.

A vice-governadora será Izolda Cela, que foi secretária de educação em Sobral e, até ir para a disputa como vice, secretária estadual da Educação.

A eleição de Camilo Santana ao governo do Ceará é apoiada pelo governador Cid Gomes (Pros), há oito anos no comando do estado. Eunício Oliveira fazia parte das alianças dos Ferreira Gomes até decidir ser candidato ao governo.


Campanha
No primeiro turno, o candidato do PMDB,Eunício Oliveira, liderou a maioria das pesquisas. Com a proximidade do pleito, Camilo Santana (PT) diminuiu a vantagem de Eunício e terminou em primeiro na apuração dos resultados. No dia 5 de outubro, Camilo teve 2.039.233 de votos, o que corresponde a 47,79% dos votos válidos, e Eunício recebeu 1.979.499 votos, o equivalente a 46,41% dos votos válidos.

Na esfera estadual, o nome de Camilo Santana para disputar o governo do Estado foi anunciado nos últimos dias para o fim da oficialização das coligações. O fato de Eunício Oliveira ter rompido a aliança com o governador Cid Gomes para ser candidato prorrogou a indefinição da coligação que, inicialmente, teria como cabeça de chapa, um candidato do Pros. As primeiras especulações de quem seria o escolhido pelos irmãos Ferreira Gomes para disputar a sucessão do governo não indicavam o nome de Camilo Santana. Mesmo sendo filiado ao PT, o candidato sempre fez parte da pasta executiva do governo Cid Gomes. Camilo Santana declarou patrimônio de R$ 534 mil.

No segundo turno, o candidato petista passou a sair na frente numericamente das pesquisas eleitorais, poucos pontos acima de Eunício Oliveira. Como o partido de Eunício faz parte da base aliada do governo federal, assim como no primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff não fez campanha para nenhum dos dois principais candidatos ao governo do Ceará.




A rivalidade entre os dois candidatos ficou mais acirrada no segundo turno. Após o resultado do primeiro turno, Eunício afirmou que houve ''uso da máquina pública" pelo adversário. Camilo Santana retrucou afirmando que os milionários estavam do outro lado. O governador Cid Gomes, um dos principais cabos eleitorais de Camilo, afirmou que a coligação foi perseguida por 'milícias' no dia das eleições e que iria investigar a participação de policiais militares que favoreceram crimes eleitorais para o oposição. 

Por conta da declaração do governador, o Ministério Público Eleitoral encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará um pedido de envio de tropas federais para o segundo turno das eleições. Dois mil e quinhentos homens do Exército devem atuar no Ceará neste domingo (26). De acordo com general Marco Antônio Freire Gomes, os militares serão distribuídos nas 19 zonas eleitorais que compreendem a capital e os municípios de Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Crateús.Nos debates realizados no segundo turno, os dois candidatos fizeram mais críticas um ao outro.As guerras judiciais para tentar barrar programas eleitorais com acusações e denúncias de corrupção sobre o oponente se intensificaram ainda mais no segundo turno. No último debate entre os dois candidatos antes das eleições, realizado na quinta-feira (23) na TV Verdes Mares, Camilo Santana e Eunício Oliveira diminuíram o tom das críticas e evitaram confrontos diretos.

Propostas
Camilo Santana propôs expandir o programa “Minha Casa, Minha Vida'', fazer o bilhete único intermunicipal, também ampliar o grupamento Raio para o interior, aumentar o número de escolas de tempo integral da rede pública estadual e o ensino profissionalizante no estado.

Biografia
Camilo Santana tem 46 anos, é casado e pai de dois filhos. Nascido no Crato, é engenheiro agrônomo, professor e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Servidor público federal concursado, ocupou a superintendência adjunta do Ibama no Ceará em 2003 e 2004.

No primeiro governo de Cid Gomes, entre 2007 e 2010, foi secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado. Em 2010, foi o deputado estadual mais votado do Ceará, eleito com mais de 131 mil votos. No segundo governo de Cid Gomes, Camilo assumiu a secretaria das Cidades.




Fonte:http://g1.globo.com

Robinson Faria, do PSD, é eleito governador do Rio Grande do Norte

Ele foi deputado estadual no RN por seis mandatos.
Henrique Eduardo Alves, do PMDB, ficou em 2º lugar.




Robinson Faria, do PSD, foi eleito neste domingo (26) governador do Rio Grande do Norte. Apuradas 94% das urnas no estado, Robinson apareceu com 54,38% votos válidos -- um total de 828.102 votos. O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) ficou em segundo lugar. Confira a apuração completa.

Natalense, Robinson Faria tem 55 anos e é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Filho de empresário, entrou para a política por iniciativa própria e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986. Nos dois últimos mandatos como deputado (2003-2006/2007-2010) foi presidente da Assembleia Legislativa.

Em 2010, Robinson foi eleito vice-governador na chapa de Rosalba Ciarlini (DEM), atual governadora do estado. Ele assumiu a Secretaria de Recursos Hídricos no início do governo, mas rompeu com a governadora oito meses depois.



Campanha
Desde o início da campanha Robinson Faria afirmava que sua candidatura era “uma chance à democracia no Rio Grande do Norte” para que o estado não tivesse uma “eleição de um candidato só”. A candidatura teve o apoio de oito partidos e teve como principal adversário o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) que contou com o apoio de dezoito partidos.

No primeiro turno Robinson teve 623.614 votos, 78.582 a menos que Alves e levou a definição para o segundo turno. A vitória de Robinson Faria no segundo turno foi apontada nas duas pesquisas Ibope/Inter TV Cabugi divulgadas nos dias 15 e 25 de outubro. Nas duas, Robinson aparecia oito pontos à frente de Alves.

Robinson intensificou a campanha de rua no segundo turno e vistou todas as regiões do Estado, além de atuar na capital onde teve minoria de votos.

Propostas
Durante toda a campanha Robinson Faria prometeu tratar a segurança pública como prioridade. Dentre as propostas, está a integração das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), e a implantação da 'polícia comunitária' para assegurar uma polícia próxima do cidadão, que utiliza a força de forma legal e proporcional, por meio do irrestrito respeito aos direitos humanos, a qualificação em consonância com a utilização de tecnologia avançada e a interação com a comunidade.

Ele defende ainda o fim do desvio de função na segurança pública que não objetiva apenas fazer os agentes retornarem às suas instituições de origem, mas assegurar que desempenhem as atribuições para as quais foram concursados nas suas próprias instituições.



Fonte:http://g1.globo.com



Ricardo Coutinho, do PSB, é reeleito governador da Paraíba

Ricardo segue para seu segundo mandato como governador.
Resultado foi proclamado quando 97% dos votos estavam apurados.




Com 97% dos votos apurados, Ricardo Coutinho (PSB) é reeleito, matematicamente, governador da Paraíba. Socialista já contabiliza 1.097.449 votos. Cássio Cunha Lima (PSDB) tem 987.612 votos.]




Quando 89% dos votos tinham sido apurados, às 18h20 (horário local), Cássio deixou Campina Grande para voltar para sua casa em João Pessoa e anunciou que só se pronunciaria sobre o resultado na tarde segunda-feira (27), em coletiva na Asplan.

No primeiro turno, a diferença entre os dois foi de apenas 1,39 ponto percentual (o que equivale a 28.388 votos), com Cássio registrando 47,44% dos votos válidos (um total de 965.397) e Ricardo, 46,05% (o equivalente a 937.009).

Com a reeleição de Ricardo Coutinho, o PSB dá continuidade à gestão que teve início em 2011. As pesquisas de intenção de voto neste segundo turno antecipavam um quadro equilibrado, com empate técnico até nos dados divulgados no sábado (25), quando oIbope indicou Ricardo com 53% e Cássio com 47%, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

O socialista de 53 anos nasceu em João Pessoa e é formado em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele iniciou a carreira política nos movimentos estudantis e sindicais, passando pelo Centro Acadêmico do curso de Farmácia, pelo Sindicato dos Farmacêuticos, pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado (SindSaúde), pela Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB) e pelo Sindicato dos Funcionários da UFPB.

Filiado ao PT, foi candidato a deputado estadual em 1990, mas não conseguiu a vaga, ficando apenas na suplência. Dois anos depois, foi eleito vereador de João Pessoa.

Ele ainda tentou novamente uma vaga na Assembleia Legislativa em 1994, mas ficou na suplência mais uma vez. Em 1996, foi reeleito para o cargo de vereador.

Em seguida, em 1998, foi candidato novamente ao cargo de deputado estadual, sendo que, dessa vez, foi eleito, se reelegendo em 2002. Em 2003, foi expulso do PT e se filiou ao PSB, partido em que permanece até hoje.

No novo partido, se candidatou ao cargo de prefeito de João Pessoa, em 2004, e venceu logo no primeiro turno. Em 2008, foi reeleito, mas renunciou ao cargo para tentar ser governador da Paraíba. Aliado a Cássio Cunha Lima, ele derrotou José Maranhão no pleito e tomou posse no Governo.



Fonte:http://g1.globo.com

'Não caiu a ficha', diz Sartori em 1ª manifestação após ser eleito no RS

Governador eleito concedeu entrevista coletiva em Porto Alegre.
Sartori votou em Caxias do Sul no começo da tarde deste domingo (26).




Eleito governador do Rio Grande do Sul para os próximos quatro anos, José Ivo Sartori, do PMDB, concedeu entrevista coletiva no início da noite deste domingo (26) em um hotel no Centro de Porto Alegre, após acompanhar a apuração na casa de seu vice, José Paulo Cairoli (PSD), de onde saiu às 18h50 acompanhado da família. Acompanhe a cobertura das eleições no RS em tempo real.

“Ainda não caiu a ficha”, disse Sartori, para completar sua primeira manifestação: ”Temos que olhar diferente para essa realidade, nunca tinha visto isso na minha vida, tantos presidentes de partido e quero cumprimentar todos que se juntaram a nós no segundo turno”, completou, agradecendo ainda à mulher, Maria Helena, aos filhos, e a quem trabalhou com ele na campanha. Fez, ainda, um agradecimento especial a Pedro Simon.

Por volta das 18h30, quando a apuração alcançou 88,67% das urnas do estado, Sartori foi confirmado matematicamente como vencedor, com 61,23% dos votos, contra 38,77% do concorrente, Tarso Genro, do PT, que tentava a reeleição. O ex-governador ligou para Sartori para parabenizá-lo pela eleição.



"Fico gratificado porque recebi uma ligação do Tarso cumprimentando pela eleição. Recebi como uma delicadeza importante, e disse a ele que ficava gratificado com a postura, e essa postura não será diferente em relação a todos nós, que queremos fazer todas as mudanças necessárias, Sempre acreditei que adversário não é inimigo. A política é para qualificar a política, não para desqualificar. “

Sartori tem 66 anos, é casado com a deputada estadual Maria Helena Sartori (PMDB), e tem dois filhos, Marcos e Carolina. Nasceu na Linha Amadeu, distrito de São Marcos, na Serra. Aos 13 anos, quando fazia parte da juventude católica, mudou-se para Antônio Prado para integrar o movimento estudantil. Iniciou a carreira política em 1976, quando foi eleito vereador de Caxias do Sul.

Além de vereador, também foi deputado estadual durante cinco mandatos consecutivos e chegou a presidir o parlamento gaúcho entre 1998 e 1999. Foi deputado federal em 2002, dois anos antes de ser eleito prefeito de Caxias, cargo para o qual foi reeleito em 2008.

A eleição de Sartori confirma uma tradição dos gaúchos de nunca terem reeleito um governador para um segundo mandato. Além disso, repete circunstâncias eleitorais semelhantes ocorridas em um passado recente no Rio Grande do Sul. Não é a primeira vez que um candidato inicia o primeiro turno em terceiro lugar nas intenções de votos nas pesquisas, vira o cenário e se elege no segundo turno.

Em 2002, o mesmo aconteceu com Germano Rigotto, também do PMDB, que venceu a disputa contra o então candidato Tarso Genro (PT). Quatro anos depois, Yeda Crusius, do PSDB, virou a eleição sobre Olívio Dutra (PT) e se tornou a primeira mulher a governar o estado.

O dia de Sartori
Pela manhã, Sartori concedeu entrevistas a veículos de comunicação em Porto Alegre. Depois, viajou para Caxias do Sul, onde votou por volta das 13h no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Ex-prefeito do município da Serra, chegou ao local acompanhado da sua mulher, a deputada estadual Maria Helena Sartori, dos dois filhos, lideranças do partido e militantes.

Diferente do que aconteceu no primeiro turno, quando permaneceu em Caxias do Sul até o início da apuração, Sartori voltou para Porto Alegre para acompanhar o encerramento da votação. Foi, primeiramente, para a casa do seu vice, no bairro Moinhos de Vento. No local, houve concentração de militantes, e carros passavam buzinando a todo o momento comemorando a vantagem na apuração.

Depois, se dirigiu a um hotel no Centro da capital para a entrevista coletiva. Ao mesmo tempo, a sede do PMDB, em Porto Alegre, foi tomada por militantes que festejavam a vitória. A Avenida João Pessoa, inclusive, teve trânsito de veículos interrompido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) no fim da tarde em razão da grande movimentação.



Fonte:http://g1.globo.com

Luiz Fernando Pezão é reeleito governador do RJ com 56,07%

O candidato do PMDB venceu Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno.
Pezão assumiu o cargo em abril de 2014, após renúncia de Sérgio Cabral.




Luiz Fernando Pezão, do PMDB, foi reeleito neste domingo (26) governador do Rio de Janeiro para os próximos quatro anos. Com 94,41% das urnas apuradas, o candidato tinha 4.121.804 votos, o que corresponde a 56,07% dos votos válidos, sem poder ser alcançado por Marcelo Crivella (PRB), que tinha 3.228.973 dos votos (43,93%) (acompanhe a apuração no G1). O resultado saiu às 18h45, uma hora e quarenta e cinco depois de as urnas terem sido fechadas.

O governador votou pela manhã em Piraí, no Sul Fluminense, e desde o fim da tarde está em um hotel na Zona Sul do Rio, onde vai falar com jornalistas sobre o resultado.

Pezão se candidatou ao Governo do Rio de Janeiro na vaga de Sérgio Cabral, de quem foi vice-governador de 2007 até o início de abril deste ano. Após Cabral renunciar ao cargo, ele dividiu o comando do Palácio Laranjeiras com a campanha eleitoral. Cabral e o prefeito Eduardo Paes estavam no hotel neste domingo para comemorar com Pezão.

O governador reeleito tem 59 anos, é natural de Piraí, no Sul fluminense, e é formado em Economia e Administração. O primeiro cargo político foi como vereador de Piraí, em 1982. Depois, foi prefeito da cidade por dois mandatos (1996 - 2000). Durante o período em que comandou Piraí, Pezão implantou o sistema de informatização do município, conhecido como "Piraí Digital", recebendo prêmios internacionais pelo investimento.

Ele também foi Presidente da Associação de Prefeitos dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Apremerj) por dois períodos, onde atuou como interlocutor dos interesses do interior na Assembleia Legislativa e no governo do estado.

Em 2006, foi secretário de governo na administração da governadora Rosinha Garotinho (2003 a 2007), e foi eleito por duas vezes vice-governador do Rio (em 2006 e 2010), na chapa do ex-governador Sérgio Cabral. Além de vice-governador, Pezão era também secretário de Obras do estado. É casado há 21 anos com Maria Lúcia Cautiero Horta Jardim, 59 anos, uma amiga de infância de Piraí. O apelido se deve ao fato de calçar 48.



Campanha

No início do segundo turno, ele disse que a campanha não seria fácil e que, se no primeiro turno apanhava de quatro, agora iria apanhar só de um, se referindo ao candidato Marcelo Crivella, com quem trocou farpas durante toda a campanha.

Pezão acusou Crivella de ter iniciado os ataques atribuindo-lhe vários apelidos. Durante os vários debates e encontros de que participaram o tom da campanha esquentou, mas Pezão sempre negou que estivesse aumentando o tom ao falar das ligações do adversário com a Igreja Universal. "Minha aliança é muito clara. Não sou testa de ferro de ninguém. Isso é que tem que ficar bem claro para a população. A gente mostrar o que está por trás da candidatura dele", disse, referindo-se à ligação do senador com a Igreja Universal do Reino de Deus.

Promessas e Propostas

Em sua campanha, o candidato do PMDB reafirmou promessas como a ampliação de investimentos e construções de unidades habitacionais no Estado do Rio. Pezão disse que quer combater o déficit habitacional desapropriando terrenos. Ele defendeu a desburocratização do estado e considerou fazer pactos para a redução da carga tributária; e defendeu o bilhete único nos transportes como uma revolução que permitiu maior taxa de empregabilidade. Pezão também prometeu levar as UPPs para o Norte do estado e disse que pretende aumentar o número de policiais militares abrindo mais um concurso para preencher seis mil vagas.

Acabar com a falta d'água na Baixada Fluminense foi uma das promessas de Pezão nas várias visitas que fez às cidades da região. Ele também garantiu a pavimentação de todas as ruas da região e o investimento em Clínicas da Família. A ampliação do programa de concessão de microcrédito nas favelas e em comunidades em vias de pacificação, a triplicação dos centros educacionais tecnológicos do estado e ampliação do número de comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora no estado, com a contratação de mais 11 mil policiais militares, foram as promessas do candidato durante a campanha.

Na área dos transportes, ele disse que pretente levar o metrô até o Méier e Madureira, implantar a Linha 3 para São Gonçalo e construir sete BRTs em São Gonçalo e na Baixada Fluminense. Para a educação, ele disse que vai expandir o programa "Dupla Escola" a 75 colégios do estado, implantando ensino integral com conteúdo conectado ao mercado de trabalho.



Fonte:http://g1.globo.com

Eleitor de 105 anos, do Norte de MG, diz que 'nunca falhou uma eleição'

José mora em Montes Claros e completou 105 anos no mês das eleições.
Ele diz que é do tempo em que 'o voto era no papel e na carabina'.




Era antes das 6h quando José dos Santos acordou. A ansiedade fez com que a noite, que antecedeu o dia 26, véspera das eleições, se tornasse longa. A data estava sendo aguardada com certa impaciência pelo aposentado de 105 anos, que nasceu em Catulé (BA) e mora em Montes Claros (MG). Desde que adquiriu o direito ao voto, Seu Zezinho, como é conhecido, fala que “nunca falhou uma eleição”, tudo isso porque ele diz que “é brasileiro e quer o bem da nação”.

Ao longo do tempo, José dos Santos conta que presenciou muitas mudanças no processo eleitoral brasileiro. Fala que na época dele “o voto era no papel e na carabina”.

“A gente se reunia com os homens de capa preta, debaixo da capa havia uma carabina e um saco de balas. Era o voto chamado de cabresto, hoje não, o sujeito tem o querer para poder votar, antes não havia isso.”

Apesar das transformações, Seu Zezinho diz que a tecnologia o agradou, o que pode ser comprovado pelo tempo que ele demorou para confirmar a escolha na urna; nem um minuto. Para ajudar a memória, o aposentado leva a “colinha”, com o nome e o número dos candidatos”.

“Peço minha filha para escrever, porque ela escreve mais ligeiro, assim não me confundo e não esqueço, quero ter a certeza de que estou dando meu voto a quem realmente merece.”

Críticas à política

Pai de 10 filhos, que lhe renderam 22 netos, 20 bisnetos e um tataraneto, Seu Zezinho diz que espera um país com melhores condições na saúde, educação e segurança para a família dele e para todos o brasileiros.

“Tem muita gente no Brasil que quer muito estudar e não tem condições. Neste caso, não basta ter só vontade, é preciso ter ajuda dos governantes. Em relação à segurança, os bandidos precisam ficar na cadeia, praticam crimes e não são presos. A Justiça tem que prevalecer.”

Ao longo da vida, o aposentado já teve pelo menos quatro empregos; ourives, relojoeiro, sapateiro e celeiro. Apesar de sempre fazer questão de votar, nunca pensou em se aproximar da política ao ponto de exercer um cargo.

“Como dizem por aí, para ser político o sujeito precisa perder a vergonha. Os políticos roubam tanto que precisam esconder o dinheiro fora do país. Todo mundo sabe onde está o dinheiro, mas ninguém toma providências, afinal a maioria também tem sua parte para ser acusado por alguma coisa”, destaca.
Longevidade e saúde
Desde que a esposa de José dos Santos morreu, há 11 anos, ele mora com a filha, Maria das Graças Santos Freitas. Ela conta que o pai tem a saúde em perfeito estado. “Ele come de tudo, toma banho sozinho e não ingere nenhum remédio. Lê as bulas do medicamento sem óculos, tece tapetes, reza, ouve música, assiste televisão e dança.”

A dança, aliás é uma das distrações preferidas de Seu Zezinho, especialmente o forró. “Tenho vários troféus e medalhas na parede da minha casa, ganhei tudo dançando, dançava uma música com três, quatro mulheres, cheguei até a arrumar umas namoradas”, brinca o aposentado.

Maria das Graças conta ainda que o pai acompanha desde as propagandas eleitorais até a apuração dos votos, e ainda quer saber o que os candidatos eleitos estão fazendo depois que tomam posse. “Acho isso maravilhoso, ele é totalmente lúcido e faz questão de exercer os direitos dele”, ressalta.

Após votar, Seu Zezinho, que fez aniversário no mês das eleições, no dia 4, fala que espera ansioso pela próxima ida às urnas. “Só peço a Deus saúde, e enquanto ele me der, eu estou aqui, firme e forte, exercendo meu papel de cidadão.”



Fonte:http://g1.globo.com

“Selfie” na hora do voto pode gerar dois anos de cadeia



Quem tirar “selfie” durante a votação pode passar até dois anos na cadeia. Apesar de a proibição ter sido divulgada com frequência pela mídia, no primeiro turno, muitos eleitores insistiram em registrar o momento do voto com os famosos autorretratos. O resultado de uma busca pela hashtag #selfienaurna no Twitter revela exemplos dessas fotografias que envolvem, inclusive, pessoas famosas.

Para evitar a quebra do sigilo do voto, existe uma norma específica do TSE que proíbe celular, máquina fotográfica, filmadora ou rádio nas urnas. Sendo assim, o eleitor que tirar fotos da urna ou do voto comete crime eleitoral e, além da prisão, poderá arcar com multa de até R$ 16 mil.




Fonte:http://rgemnoticia.com.br

sábado, 25 de outubro de 2014

Ibope, votos válidos: Robinson tem 54% e Henrique, 46% no RN

Levantamento com 812 pessoas foi realizado entre 22 e 24 de outubro.
Margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.



Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida para o governo do Rio Grande do Norte:
- Robinson Faria (PSD): 54%
- Henrique Eduardo Alves (PMDB): 46%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Cabugi.

No levantamento anterior, divulgada no dia 15 de outubro, Robinson aparecia com 54%, e Henrique, com 46%.

Segundo o Ibope, Robinson mantém vantagem na véspera da eleição.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Branco/nulo: 10%
- Não sabe/não respondeu: 3%

O Ibope ouviu 812 eleitores em 39 municípios do estado de 22 a 24 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob registro nº RN-00046/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo no BR-01174/2014.


1º turno
No primeiro turno, Henrique Eduardo Alves teve 47,34% dos votos válidos e Robinson Faria, 42,04% (veja os números completos da apuração).



Fonte:http://g1.globo.com

Dilma tem 53%, e Aécio, 47% dos votos válidos, aponta Ibope

Levantamento com 3.010 eleitores foi feito nos dias 24 e 25 de outubro.Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.





Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 53%
- Aécio Neves (PSDB): 47%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma tinha 54% e Aécio, 46%.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Dilma Rousseff (PT): 49%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Branco/nulo: 5%
- Não sabe/não respondeu: 3%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.


1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).


Fonte:http://g1.globo.com

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, diz Datafolha

Levantamento com 19.318 eleitores foi feito nos dias 24 e 25 de outubro.
Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.




Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 52%
- Aécio Neves (PSDB): 48%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".

De acordo com o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff (PT) chega à véspera da votação empatada tecnicamente com seu adversário, Aécio Neves (PSDB). Mas, segundo o instituto, "é maior a probabilidade de Dilma estar à frente".


No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma tinha 53%, e Aécio, 47%.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Dilma Rousseff (PT): 47%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 5%

Os dois candidatos estão tecnicamente empatados dentro do limite da margem de erro.

O Datafolha ouviu 19.318 eleitores em 400 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01210/2014.




Certeza do voto

O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:

Dilma

46% - votariam com certeza
14% - talvez votassem
38% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio

41% - votariam com certeza
16% - talvez votassem
41% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem

1º turno

No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).



Fonte:http://globoesporte.globo.com

TSE enviará ao Congresso propostas para reforma política, afirma Toffoli

Para presidente do TSE, atual sistema político-eleitoral presta 'desserviço'.
Segundo ele, campanha eleitoral foi a de mais ataques desde Collor e Lula.




O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, afirmou em entrevista à TV Globo e ao G1 que o atual sistema político-eleitoral presta "desserviço" à democracia brasileira e que o tribunal discute propostas de reforma política para enviar "futuramente" como sugestão ao Congresso Nacional.

Às vésperas do segundo turno da eleição, neste domingo (26), Toffoli disse que não espera que o próximo presidente eleito se comprometa a modificar as regras atuais, mas que o tribunal quer deixar sua contribuição.

"Temos conversado aqui, os ministros da Corte, e é discussão que, na sociedade, está colocada, alguns temas como financiamento dos partidos e das campanhas, a questão relativa ao horário eleitoral gratuito, questões relativas a sistema de partidos políticos – estamos com 32 partidos, 28 representados na Câmara, e não temos cláusula de desempenho, não temos uma porcentagem mínima que seja nota de corte a quem terá acesso a fundo partidário. Uma reforma partidária, do sistema eleitoral-político, é algo que realmente estamos a discutir para futuramente apresentar sugestões ao Congresso Nacional, que é soberano para fixar parâmetros legais", disse o ministro.

Segundo Toffoli, o tribunal também vai editar súmulas com os entendimentos adotados na campanha deste ano para balizar a atuação dos tribunais regionais e servir de parâmetro para futuras decisões do TSE.

Para o ministro, o sistema político atual estimula a pluralidade de partidos, o que dificulta a governabilidade e a afinidade de ideias entre políticos.

"Nosso sistema leva à pluralidade de partidos políticos, o que gera dificuldade de governabilidade e necessidade, muitas vezes, de composições em troca de cargos, postos, e não por ideologia ou propostas programáticas. Então, é o diagnostico. Esse sistema político-eleitoral-partidário do Brasil serviu uma época à sociedade brasileira. Hoje, está prestando mais desserviço do que serviço", declarou.

Segundo Toffoli, os problemas enfrentados na campanha eleitoral deste ano devem nortear uma eventual reforma política. "Não existe solução automática que, num estalar de dedos, possa fazer o gênio da lâmpada aparecer. A sociedade tem que debater. O importante é estarmos com discussão na ordem do dia, aproveitando o resultado daquilo que foram os problemas que identificamos ao longo desta eleição."

Ataques na propaganda
Dias Toffoli concedeu a entrevista na tarde desta sexta (24), em seu gabinete no TSE, em Brasília. O ministro assistia à propaganda eleitoral gratuita na televisão. Encerrado o programa, antes de iniciar a entrevista, ele comentou que, em relação às acusações entre os candidatos, o nível da campanha melhorou depois que o TSE decidiu, no útlimo dia 16, que o horário eleitoral não pode ser usado para ataques, mas sim para debate de propostas.


A sociedade brasileira ficou com trauma desse tipo de campanha que vai para o lado da acusação pessoal. Isso tinha saído de cena e voltou agora com agressividade maior no segundo turno."
Ministro Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral


"No segundo turno, em vez de ser 'vote em mim porque sou melhor', a campanha estava em 'vote no menos pior'. Em razão disso, o tribunal tomou uma deliberação no sentido de direcionar o horário eleitoral para programas de governo ou, se forem críticas, que sejam colocadas dentro da área de gestão e de governo. Num outro padrão realmente de se fazer a propaganda. E surtiu efeitos. As campanhas melhoraram o nível e se tornaram mais propositivas. Passaram a falar mais de programa de governo. A decisão do tribunal deu efetividade a que houvesse um horário eleitoral de nível mais elevado, e parece que a sociedade concordou com essa forma de atuação da Justiça Eleitoral."

Na avaliação de Toffoli, desde a disputa entre Collor e Lula, na eleição de 1989, "não se via campanha tão dura do ponto de vista do programa eleitoral". "A sociedade brasileira ficou com trauma desse tipo de campanha que vai para o lado da acusação pessoal. Isso tinha saído de cena e voltou agora com agressividade maior no segundo turno", afirmou.

O presidente do TSE disse ainda considerar que o eleitor sabe avaliar as denúncias entre candidatos "com parcimônia", em razão do momento eleitoral, e que a sociedade mostrou insatisfação em razão dos ataques entre os candidatos.

"O eleitor já tem noção sobre as denúncias, lê com parcimônia, entende que faz parte do jogo. O que não pode é o nível de denúncias ir para o lado do risca-faca."

Biometria
O ministro disse que o sistema de identificação biométrica foi aperfeiçoado para o segundo turno. O sistema teve 100% de funcionamento em três estados (Alagoas, Amapá e Sergipe) e no Distrito Federal, mas também funcionou em quase 800 municípios de todo o país.

No primeiro turno, a identificação biométrica atrasou as votações em alguns locais. Cerca de mil urnas apresentaram erro no leitor biométrico e 8,5% dos eleitores não tiveram as digitais reconhecidas. A meta do TSE é reduzir esse índice para 5% no segundo turno após orientações aos tribunais regionais e reforço de treinamento de mesários.

"No Distrito Federal houve um número pequeno de leitores que realmente apresentaram defeito e foram substituídos. Isso não envolve substituição de urnas, só da leitura da digital. Isso foi resolvido. E, no caso de Niterói, verificamos que era necessário uma melhor orientação dos mesários e mandamos uma equipe lá, também verificamos equipamentos de leitura e demos orientação aos mesários. Imaginamos que isso está resolvido."

O ministro ressalvou, porém, que o tribunal não deverá manter o cronograma anterior sobre a biometria, que previa 100% do país coberto pelo sistema em 2018. Ele afirmou que o prazo final deverá ser postergado em razão da intenção de se tornar a Justiça Eleitoral o órgão central de identificação do cidadão.



Fonte:http://g1.globo.com

OBRIGADO PELA VISITA!

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