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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mais antiga cópia dos Dez Mandamentos é exibida em Israel

Manuscrito com mais de 2 mil anos poderá ser visto em museu até janeiro.
Original da teoria da relatividade de Einstein está na mesma exposição.




O mais antigo documento conhecido que reproduz integralmente os Dez Mandamentos está em exibição em Jerusalém, em uma mostra do Museu de Israel - informou nesta quarta-feira (6) o estabelecimento.

O documento, escrito em hebraico e com mais de 2 mil anos de idade, é geralmente mantido nas instalações da Autoridade de Antiguidades de Israel, fora de alcance ao público e em condições draconianas de conservação, similares à caverna onde foi encontrado.

O documento já havia ganhado uma exposição excepcional em Nova York, em 2011, e em Cincinnati, em 2013. Mas seu acesso ao público é muito raro, até mesmo em Israel.

Agora, o público pode apreciá-lo por ocasião da exposição intitulada "Uma breve história da humanidade", montada no Museu de Israel com recursos oriundos do estabelecimento e inaugurada recentemente. O texto está protegido numa redoma dotada de um dispositivo climático devido à sua fragilidade.

O documento, de 45,7 cm de comprimento e 7,6 centímetros de largura, com as instruções morais que Moisés teria recebido de Deus no Monte Sinai, faz parte dos 870 manuscritos encontrados por um beduíno no noroeste do Mar Morto entre 1947 e 1956 perto de Qumran.

Muitos especialistas estimam que os Manuscritos do Mar Morto foram escritos pelos essênios, uma seita judaica dissidente que se retirou no deserto. Outros especialistas acham que poderiam vir de bibliotecas do Templo Judaico que estava sendo erguido em Jerusalém, e foram escondidos em cavernas com a aproximação dos romanos que destruíram o local em 70 d.C.

O manuscrito original da teoria da relatividade de Albert Einstein está em exibição na mesma exposição, que foi inaugurada em 30 de abril e vai até janeiro de 2016.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Novo bebê real vai se chamar Charlotte Elizabeth Diana

Princesa de Cambridge nasceu neste sábado (2) em Londres.
Menina é o segundo filho do príncipe William e de Kate Middleton.




A nova princesa deCambridge, filha do Príncipe William e de Kate Middleton, se chamará Charlotte Elizabeth Diana, informou o Palácio de Kensington nesta segunda-feira (4). Ela será chamada de princesa Charlotte de Cambridge.

O nome homenageia a avó da criança, a princesa Diana, mãe de William, a bisavó, a rainha Elizabeth II, e a tataravó, mãe da rainha, também Elizabeth.

O nome Charlotte também seria uma homenagem ao pai de William, o príncipe Charles – por ser considerado uma versão feminina deste nome.

Na história da realeza britânica, já houve uma rainha Charlotte, a mulher do rei George III, que reinou no século 18. Também já houve uma princesa Charlotte, filha do rei George IV, conhecida como princesa Charlotte de Gales.

A menina, segunda filha do casal, é a quarta na linha de sucessão britânica, atrás de seu avô Charles, de seu pai e de seu irmão, George, que nasceu em 2013.

A princesa nasceu neste sábado (2) no hospital St. Mary’s de Londres, o mesmo do nascimento de George. Kate deu entrada no centro hospitalar às 6h locais, e o nascimento aconteceu pouco tempo depois, às 8h34. A bebê nasceu com 3,7 quilos.

No mesmo dia, por volta das 18h locais, a família deixou o hospital com o novo bebê. Eles seguiram para o Palácio de Kensington, onde passaram a noite.



Durante a tarde, William levou o filho George, que em 22 de julho completará 2 anos, para conhecer a irmãzinha. William foi em seu próprio carro pegar o seu primogênito no palácio de Kensington, sua residência oficial, e depois o levou até o centro hospitalar.

Salvas de canhão
O comunicado da Casa Real foi publicado no momento em que Londres prestava uma homenagem à princesa Charlotte. No mesmo dia do nascimento, a menina foi apresentada ao mundo, à imprensa e aos fãs do casal real, diante do hospital Saint Mary.

Mais de 100 salvas de canhão e o sino da abadia de Westminster saudaram a chegada da nova princesa.

Quando o Big Ben, o famoso relógio do Parlamento, marcou 14h (10h de Brasília), o regimento real da artilharia a cavalo começou a disparar 62 salvas de canhão na Torre de Londres e, simultaneamente, 41 a partir do Hyde Park, em intervalos de 10 segundos.

Todos os príncipes e princesas são homenageados com salvas de canhão após o nascimento, independente da posição na linha sucessória.

Tradição
O nome da menina só foi revelado nesta segunda porque a tradição requer que primeiro a rainha Elizabeth II seja informada sobre o nome do novo herdeiro da coroa britânica. A rainha recebeu a notícia do nascimento de sua bisneta durante um ato no norte da Inglaterra.

Em 2013, quando o príncipe George nasceu, seu nome foi anunciado apenas dois dias após seu nascimento. Na ocasião, a família deixou o hospital com o novo príncipe um dia após o parto.

Ainda assim, o casal revelou relativamente rápido o nome de seus filhos. Os britânicos tiveram que esperar uma semana para saber o nome de William e um mês para saber o de Charles.

Batizado
O batizado deve acontecer nos próximos meses, de acordo com os rituais da Igreja Anglicana, com direito a uma roupa usada pela filha mais velha da rainha Victoria em seu batizado, em 1841.

O sacramento será feito com água do rio Jordão, no qual, segundo o Novo Testamento, Jesus foi batizado.

O príncipe George foi batizado com 3 meses, em uma cerimônia na capela real do Palácio St. James, com a roupa especial.

O batismo, realizado pelo arcebispo de Canterbury, foi acompanhado por apenas 22 convidados escolhidos pelos duques de Cambridge: os sete padrinhos, amigos pessoais do jovem casal, Zara Phillips, prima de William e neta de Elizabeth II, a rainha, o pai e a madrasta de William, o príncipe Charles e Camilla Parker-Bowles, e os pais e irmãos de Kate.


sábado, 2 de maio de 2015

Cresce procura pelo ensino do português do Brasil no mundo

A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países.

A maior visibilidade do Brasil no exterior, impulsionada nos últimos anos pela escolha do país como sede dos maiores eventos esportivos do planeta, tem reflexo também na procura pelo ensino do idioma português, em sua vertente brasileira.

A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países, de cinco continentes, com cerca de 200 professores. Em Helsinki (capital da Finlândia), atletas que participarão das Olimpíadas do Rio em 2016 estão entre os alunos da rede. Na Austrália, os atletas locais também já tiveram aulas com professores brasileiros na Australian National University.

Ao todo, a rede é formada por 24 centros culturais e cinco núcleos de estudo, que funcionam com as embaixadas brasileiras, e 40 leitorados, formados por professores universitários brasileiros que passam por uma seleção e recebem uma bolsa do Itamaraty para lecionar português e/ou cultura brasileira em universidades estrangeiras. A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que surpreendeu a muitos ao cantar o Hino Nacional brasileiro durante a posse da presidenta reeleita Dilma Rousseff, aprendeu português, ainda na adolescência, no Centro Cultural Brasil-Chile, em Santiago.

A maior visibilidade do Brasil no exterior, impulsionada nos últimos anos pela escolha do país como sede dos maiores eventos esportivos do planeta, tem reflexo também na procura pelo ensino do idioma português, em sua vertente brasileira.

A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países, de cinco continentes, com cerca de 200 professores. Em Helsinki (capital da Finlândia), atletas que participarão das Olimpíadas do Rio em 2016 estão entre os alunos da rede. Na Austrália, os atletas locais também já tiveram aulas com professores brasileiros na Australian National University.

Ao todo, a rede é formada por 24 centros culturais e cinco núcleos de estudo, que funcionam com as embaixadas brasileiras, e 40 leitorados, formados por professores universitários brasileiros que passam por uma seleção e recebem uma bolsa do Itamaraty para lecionar português e/ou cultura brasileira em universidades estrangeiras. A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que surpreendeu a muitos ao cantar o Hino Nacional brasileiro durante a posse da presidenta reeleita Dilma Rousseff, aprendeu português, ainda na adolescência, no Centro Cultural Brasil-Chile, em Santiago.



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Número de mortos passa de 3 mil após terremoto no Nepal

Pelo menos 7 mil pessoas ficaram feridas, segundo o governo nepalês.
Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem comida, água ou abrigo.




O número de mortos após o terremoto que atingiu o Nepal no sábado (25) passou de 3,8 mil nesta segunda-feira (27), segundo balanço das autoridades locais, informaram o jornal "The New York Times" e a "CNN". Agências e governos internacionais corriam para enviar equipes de busca e resgate, médicos e remédios ao país. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem comida, água ou abrigo.

O terremoto de magnitude 7,8, o mais violento dos últimos 80 anos no país, provocou vários tremores secundários e diversos deslizamentos no monte Everest, onde 18 pessoas morreram no início da temporada de alpinismo.

As agências humanitárias ainda têm dificuldades para avaliar o alcance da devastação e as necessidades da população. Também morreram 67 pessoas na Índia em decorrência do terremoto.

Quase um milhão de crianças precisam de ajuda urgente, segundo o Fundo para Crianças das Nações Unidas (Unicef). Equipes enviadas por Índia, Paquistão, Estados Unidos, China e Israel estão no Nepal para ajudar, disseram as Nações Unidas, escavando toneladas de escombros em busca de milhares de pessoas ainda desaparecidas.

Outras equipes internacionais de busca chegaram ou devem chegar à capital Katmandu, com unidades do Japão, EUA e Inglaterra equipadas com cães farejadores e equipamentos pesados para retirada de escombros.

As autoridades que coordenam as tarefas de socorro no Nepal se reuniram nesta segunda-feira para tentar reabrir os mercados e distribuir pacotes de ajuda aos desabrigados pelo terremoto no país asiático, informou a imprensa local.

O Comitê de Coordenação de Resgate em Desastres Naturais, reunido na sede do governo nepalês em Katmandu, pediu aos chefes de distrito que trabalhem para abrir as lojas nas zonas afetadas. O objetivo é facilitar a provisão de produtos à população em geral.


Ao menos 7 mil feridos
Pelo menos 7 mil pessoas ficaram feridas, segundo o governo nepalês, e o tratamento delas e de outros sobreviventes retirados dos escombros de edifícios destruídos continua sendo uma tarefa bastante desafiadora.

"A prioridade continua sendo salvar vidas e buscar e resgatar sobreviventes", afirma relatório da equipe local das Nações Unidas no Nepal.



O tremor destruiu edifícios, monumentos, estradas e outras infraestruturas. Mais de 60 terremotos secundários, incluindo um sismo de magnitude 6,7, já foram sentidos.

Segundo a agência EFE, pacotes com remédios e equipamentos sanitários foram entregues neste domingo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a hospitais no Nepal. Os artigos sanitários servirão para atender 40 mil pessoas durante três meses, indicou a organização de sua sede em Genebra.

Além disso, a OMS desembolsou US$ 175 mil como uma primeira doação de emergência para que se atendam as necessidades de saúde mais urgentes dos afetados pelo terremoto.

Hospitais estão lotados
No vale de Katmandu, hospitais estão lotados e estão ficando sem espaço para corpos, afirmaram socorristas. Os centros médicos também estão ficando sem suprimentos de emergência. Alguns deles estão tendo que tratar os feridos nas ruas.

Neste domingo, doentes e feridos deitavam-se em uma empoeirada rodovia fora do Kathmandu Medical College, enquanto funcionários do hospital carregavam pacientes para fora do prédio em macas e sacos.

Os médicos montaram uma sala de operações dentro de uma tenda para onde levavam os mais críticos, após um tremor particularmente grande forçar as pessoas a correrem aterrorizadas para as ruas.

No lado externo do Centro Nacional de Trauma em Katmandu, pacientes em cadeiras de rodas que estavam em tratamento antes do terremoto juntaram-se a centenas de feridos com membros fraturados e sujos de sangue, deitados dentro de barracas feitas com lençóis do hospital.

940 mil crianças atingidas
O Unicef estima que pelo menos 940 mil crianças foram gravemente atingidas na região que inclui os distritos de Dhading, Gorkha, Rasuwa, Sindhupalchowk e Katmandu.

Enquanto isso, campos de desabrigados deverão estar prontos nos próximos dias.

"Centenas de milhares de pessoas estão dormindo ao relento, pois estão muito assustadas para voltarem para suas casas por causa de todos os tremores secundários", disse Zubin Zaman, gerente da agência humanitária Oxfam, na Índia.

sábado, 4 de abril de 2015

Segunda caixa-preta confirma ação do copiloto para derrubar avião na França

Caixa escurecida pelo fogo e enterrada na montanha, foi transportada para Paris.



A análise da segunda caixa-preta do Airbus A320 da companhia Germanwings, que na semana passada caiu nos Alpes franceses, confirma uma ação deliberada do copiloto, Andreas Lubitz, para fazer o avião descer, segundo os investigadores.

“Uma primeira leitura dá a entender que o copiloto usou o piloto automático para descer o avião para uma altitude de 100 pés e, depois, em várias ocasiões durante a descida, modificou as instruções do piloto automático para aumentar a velocidade do avião”, indicou em comunicado o gabinete francês do Escritório de Investigações e Análises (BEA).

A caixa-preta, encontrada ontem (2), escurecida pelo fogo e enterrada na montanha, foi transportada para Paris. A análise começou imediatamente. “Os trabalhos para determinar a sequência precisa de acontecimentos durante o voo continua”, disse o BEA.

A investigação do acidente do avião Germanwings se baseava até agora na análise do áudio docockpit registrado na primeira caixa-preta. Os investigadores concluíram que o copiloto provocou deliberadamente o acidente, que causou a morte a 150 pessoas, ao ficar sozinho no cockpit e bloquear a porta do compartimento para impedir a entrada do piloto. Cockpit é o termo em inglês para a cabine da qual os pilotos comandam a aeronave.

As investigações feitas na Alemanha indicam que Lubitz sofreu episódio depressivo grave em 2009 e recebeu tratamento para tendências suicidas.

A Procuradoria de Düsseldorf, onde o copiloto vivia, revelou ainda que Andreas Lubitz procurou na internet informação sobre métodos de suicídio e funcionamento das portas do cockpit até à véspera do acidente. A informação foi apurada pelos procuradores alemães a partir do conteúdo de um tablet apreendido em uma das residências de Lubitz.

O copiloto, de 27 anos, procurou na internet informação sobre formas de cometer suicídio, especialmente entre 16 e 23 de março, véspera do acidente. Pelo menos em um desses dias, Lubitz viu também, durante vários minutos, informação sobre portas de cockpit e disposições de segurança, segundo o comunicado da procuradoria.

O Airbus A320 da Germanwings, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha), caiu no dia 24 de março nos Alpes franceses, matando todos os 144 passageiros e seis tripulantes.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Decisão sobre dono de esmeralda brasileira vai parar na Justiça nos EUA

Governo brasileiro entrou com pedido para que pedra volte ao país.
Esmeralda Bahia tem 381 kg e é uma das maiores do tipo no mundo.




Um juiz de Los Angeles, nos EUA, decidiu pela instauração de um julgamento para determinar o legítimo dono de uma joia de 381 kg que foi retirada de uma mina no Brasil há mais de uma década. A joia, conhecida como Esmeralda Bahia, tem 180 mil quilates e está no centro de uma batalha judicial entre comerciantes de joias, mineiros, empresários e outros competidores que querem embolsar os US$ 372 milhões avaliados.

A última reclamação de propriedade veio do governo brasileiro, que quer a esmeralda de volta ao país de origem. O jornal "Los Angeles Times" informou que o juiz Michael Johnson disse nesta semana que o pedido feito pelo Brasil carecia de elementos suficientes para travar o caso.

Potências e Irã definem diminuição de capacidade nuclear iraniana

'Um passo decisivo foi alcançado', diz chefe da diplomacia europeia.
Irã e seis países ocidentais estavam reunidos há dias na Suíça. 




O grupo 5+1, integrado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China, França) e a Alemanha, concordaram com o Irã nesta quinta-feira (2) que a capacidade nuclear deste país será limitada, anunciou Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia.

Mogherini disse que os países reunidos em Lausanne acordaram soluções que criam bases para um acordo nuclear futuro, que será negociado até o dia 30 de junho. Ela também afirmou que o cumprimento do acordo suspenderia as sanções dos EUA e da UE relacionadas à questão nuclear e aplicadas contra o Irã. Ainda disse que o programa nuclear iraniano deverá ser supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Um passo decisivo foi alcançado", disse Mogherini em pronunciamento para a imprensa. O futuro acordo entre o Irã e as potênciasserá respaldado por uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, segundo disse.

Os países estavam reunidos há vários dias em Lausanne, na Suíça, para esboçar os princípios de um acordo. A comunidade internacional quer frear o programa nuclear iraniano e controlar de perto para garantir que Teerã não fabricará armas nucleares e bomba atômica. O impasse entre o Irã e o Ocidente acerca do tema já dura quase 12 anos.

Mogherini declarou ainda que o projeto de um novo reator será alterado de modo que nenhum plutônio para armas possa ser produzido.

Parâmetros

Em seguida, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou alguns parâmetros específicos que devem ser negociados até o texto final do acordo:
- diminuição de dois terços do número de centrífugas de enriquecimento por 10 anos (de 19 mil para 6 mil centrífugas ativas);
- diminuição dos estoques de urânio enriquecido de 10 mil kg a 300 kg por 15 anos;
- não construção de novas plantas nucleares por 15 anos;
- não enriquecimento de urânio a mais de 3,67% por 15 anos;
- não construção de novos reatores de água pesada por 15 anos;
- fim de enriquecimento na planta de Fordo por 15 anos;
- acesso de inspetores da AIEA às plantas nucleares por 25 anos.


"Não vamos aceitar qualquer acordo, vamos aceitar o melhor acordo. E as soluções que alcançamos hoje garantem que cheguemos ao melhor acordo", disse em pronunciamento na Suíça. Ele tambem afirmou que o acordo será implementado em fases e que as sanções contra o Irã, que serão suspensas quando ele for assinado, poderão voltar se os parâmetros não forem cumpridos.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, disse que o Irã continuará a enriquecer urânio na planta de Natanz, mas não na de Fordo. Zarif também aifrmou que chegar a um acordo com os países ocidentais não significa que o Irã vai normalizar suas relações com os Estados Unidos.

Zarif ainda afirmou que o acordo permitirá ao Irã participar do mercado internacional de combustível. "O Irã será a partir de agora um ator no mercado internacional de combustível (nuclear). Venderemos urânio enriquecido em troca de urânio natural e esperamos obter dinheiro", disse.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência Reuters, as potências e o Irã também teriam concordado que a maior parte dos estoques de urânio enriquecido seria diluída ou levada de barco para fora do país, indica a Reuters. No entanto, esses detalhes não foram mencionados no anúncio feito por Mogherini e pelo ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif.

'É um bom acordo', diz Obama

Após o anúncio feito na Suíça, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama fez pronunciamento na Casa Branca, em Washington, em que afirmou que, com o acordo, a maioria dos estoques de urânio do Irã serão neutralizados e que o programa nuclear do país será monitorado pelos próximos 10 anos. O acordo também significará que as inspeções nas instalações nucleares do Irã serão intensificadas.


"Hoje, os Estados Unidos, juntos com nossos aliados e parceiros, atingimos um entendimento histórico com o Irã, que se for completamente implementado, vai impedí-lo de obter uma arma nuclear", disse Obama.

"É um bom acordo", afirmou. "Ele fará o nosso país, nossos aliados e nosso mundo mais seguro". Segundo o presidente, o acordo reduz o atalho do Irã para desenvolver bombas de urânio enriquecido. "[O acordo] é de longe a nossa melhor opção", disse.

Obama também reforçou que, em resposta ao cumprimento do acordo, a comunidade internacional levantará progressivamente todas as sanções que foram impostas contra o Irã. Segundo o presidente, as sanções foram um fator importante para levar o país à mesa de negociação. No entanto, disse que o alcance de um acordo não acabará com a desconfiança dos Estados Unidos em relação ao Irã.

"Se o Irã trapacear, o mundo saberá", disse Obama, antes de ressaltar que o acordo alcançado após intensas negociações na Suíça não se baseava na confiança, mas em "verificações sem precedentes".

Festa em Teerã

Em Teerã, centenas de iranianos foram às ruas na noite desta quinta-feira para comemorar o acordo de princípios sobre o programa nuclear do Irã. Uma parte da grande avenida Vali Asr, que corta a capital iraniana, ficou bloqueada por uma longa fila de veículos. Além do buzinaço dos carros, pedestres cantavam e dançavam na calçada, constatou um repórter da agência France Presse.



O aspecto que mais mexe com o dia a dia dos iranianos é a questão das sanções financeiras que abalam a economia do país.

"Qualquer que seja o resultado das negociações, já saímos vencedores", comemorou o ator Behrang Alavi, de 30 anos, que ficou preso no engarrafamento, mas manteve o sorriso estampado no rosto.

"Agora, poderemos viver normalmente, como o resto do mundo", disse por sua vez Davoud Ghafari, de 50 anos, impressionado com esse ambiente de carnaval, em um bairro normalmente muito calmo nesta hora da noite.

Veja a repercussão de outras autoridades:

"Isso é muito além do que muito de nós pensávamos ser possível há 18 meses e é uma boa base para o que acredito que poderia ser um acordo muito bom. Mas ainda há mais trabalho para ser feito” - Philip Hammond, secretário britânico de relações exteriores.

“Estamos mais próximos do que nunca de um acordo que torne impossível para o Irã possuir armas nucleares” - Angela Merkel, chanceler alemã.

"Uma solução integral, negociada, à questão nuclear iraniana contribuirá para a paz e a estabilidade na região e permitirá que todos os países cooperem para tratar com urgência os sérios desafios de segurança que muitos enfrentam" – Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

"É um passo positivo, mas ao mesmo tempo ainda há questões e detalhes que devem ser resolvidos" - Laurent Fabius, ministro francês de relações exteriores.

"Qualquer acordo deve reduzir significadamente as capacidades nucleares do Irã e deter seu terrorismo e sua agressão" - Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense.

"Os sorrisos em Lausanne estão distantes da realidade miserável em que o Irã se recusa a fazer concessões sobre a questão nuclear e continua a ameaçar Israel e todos os outros países do Oriente Médio." - Yuval Steinitz, ministro de Assuntos Estratégicos de Isarel.

"Não há dúvida de que o acordo nuclear iraniano terá um impacto positivo sobre a situação geral de segurança no Oriente Médio, incluindo o fato de que o Irã será capaz de participar mais ativamente na resolução de um número de problemas e conflitos na região" - Ministério russo das Relações Exteriores.

Governo brasileiro elogia acordo preliminar

O governo brasileiro afirmou, em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, que recebeu com satisfação o anúncio da definição dos parâmetros para um acordo sobre o programa nuclear iraniano.



"O Brasil saúda a disposição dos governos do Irã e dos países do P5+1, bem como da diplomacia da União Europeia, em perseverar nos esforços para alcançar um acordo satisfatório para todas as partes", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota.

Em maio de 2010, Brasil e Turquia tentaram mediar um acordo para o impasse de mais de uma década ao fechar um pacto de troca de combustível nuclear com o Irã com o objetivo de acalmar as preocupações internacionais sobre as ambições atômicas da República Islâmica.

A iniciativa diplomática foi considerada insuficiente pelas potências e não evitou que o Conselho de Segurança da Organização da ONU aprovasse uma nova rodada de sanções contra o Irã nos dias seguintes ao anúncio do acordo mediado por Brasil e Turquia.

"O governo brasileiro tem consistentemente reiterado que não há alternativa a uma solução negociada para essa questão e que as presentes tratativas constituem oportunidade que deve ser plenamente aproveitada para se chegar a uma solução duradoura sobre a matéria", afirmou a chancelaria brasileira.

Turquia e Brasil, que à época do acordo eram membros temporários do Conselho de Segurança da ONU, alegaram que o pacto seria motivo suficiente para suspender a discussão sobre novas sanções, o que não ocorreu.


segunda-feira, 30 de março de 2015

Avião da Turkish Airlines com destino a SP desvia por ameaça de bomba

Voo foi desviado para Casablanca após decolar de Istambul.
Segundo site, aeronave pousou em segurança às 9h30 de Brasília.


Um avião da Turkish Airlines que saiu de Istambul, na Turquia, com destino a São Paulo desviou sua rota para Casablanca, no Marrocos, depois de declarar emergência por conta de uma ameaça de bomba, disse uma porta-voz da companhia nesta segunda-feira (30). Ele pousou em segurança por volta das 9h30 de Brasília.

Segundo a imprensa turca, a companhia aérea informou que o alerta ocorreu após um bilhete com a palavra “bomba” ter sido encontrado em um dos banheiros da aeronave. Isso aconteceu logo após a decolagem.

O voo decolou às 10h18 de Istambul (4h18 de Brasília). Segundo a "CNN Turk", quando a aeronave chegou a norte da África, a tripulação pediu autorização para um pouso de emergência e foi direcionada para Casablanca.

Os passageiros desembarcaram após o pouso e foram levados para as dependências do aeroporto antes da entrada de uma equipe do esquadrão antibombas na aeronave.

Segundo a companhia aérea, é um procedimento padrão realizar um pouso de emergência em casos como este. O avião, um Boeing 777, levava 256 passageiros.

A Turkish Airlines informou ainda que está dando continuidade às investigações necessárias a bordo e que uma decisão sobre a continuação do voo para São Paulo será decidida de acordo com o resultado da investigação.

A porta-voz da companhia disse que o voo para São Paulo será retomado assim que for considerado seguro.

Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse não ter informações sobre o voo desviado.

A assessoria da imprensa da Turkish Airlines no Brasil disse que ainda não recebeu o comunicado oficial da companhia sobre o incidente.

Autoridades do aeroporto de Casablanca disseram que o local operava normalmente e os pousos e decolagens não foram afetados.

Outro caso
No domingo (29), outro voo da mesma companhia que seguia de Istambul para Tóquio, no Japão, teve que retornar ao aeroporto turco após um bilhete com a mensagem “C-4 Cargo” ter sido encontrado em um dos banheiros. A mensagem fazia menção à presença de explosivos na parte de carga da aeronave.

O aeroporto voltou a Istambul e pousou em segurança três horas após a descolagem. Os passageiros foram levados para o terminal e inspecionados para verificar a presença de explosivos. O avião também foi verificado, mas nada foi encontrado.

Brasil fica na 20ª posição em ranking internacional de perda de água

País perde 37% da água que trata, segundo SNIS.
Vazamentos e ligações clandestinas estão entre as causadores das perdas.


Quando o assunto é perda de água tratada, o Brasil ocupa a 20ª posição em um ranking com 43 países. O levantamento foi feito pelo IBNET (International Benchmarking Network for Water and Sanitation Utilities), com dados de 2011. De acordo com o estudo, o Brasil perde 39% de sua água tratada. As perdas antes que a água chegue ao consumidor final incluem casos como vazamentos e ligações clandestinas.




Na lista, o Brasil fica atrás de países como Vietnã (que perde 31%), México (24%), Rússia (23%) e China (22%). O que mais perde água tratada na lista é Fiji, um país insular da Oceania que desperdiça 83% da água que trata. Já entre os com menor índice de perda estão Estados Unidos (13%) e Austrália (7%).

O dado do IBNET em relação ao Brasil em 2011 é semelhante ao verificado no mesmo ano pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ligado ao Ministério das Cidades. Segundo o órgão, o índice de perda em 2011 era de 38,8%.

O dado mais atualizado do SNIS sobre as perdas de água tratada no Brasil é de 2013. Naquele ano, 37% da água tratada no país foi perdida.

O número representa 5,8 trilhões de litros de água. Isso seria suficiente para abastecer a cidade de São Paulo por sete anos e meio. O cálculo foi feito pelo G1 levando em conta apenas a água utilizada para consumo humando, considerando que, em 2013, a média de consumo no estado era de 188 litros diários por habitante, segundo o SNIS. Já o Instituto Trata Brasil estima em 39,1% do total produzido a perda de água tratada.

A quantidade de água desperdiçada inclui perdas com vazamentos em adutoras, redes, ramais, conexões, reservatórios e outras unidades operacionais do sistema. Esses vazamentos são verificados principalmente em tubulações da rede de distribuição, provocados especialmente pelo excesso de pressão em regiões com grande variação de relevo.

Também estão inclusas nos 37% as perdas chamadas pelo SNIS de “não físicas”, que é a água que foi efetivamente utilizada porém não foi medida e deixou de gerar faturamento às empresas prestadoras do serviço. Isso compreende situações como erros de medição (hidrômetros inoperantes, com submedição, erros de leitura, fraudes), ligações clandestinas, “gatos” e falhas no cadastro comercial.

Os estados do Sudeste e do Centro-Oeste estão abaixo da média nacional de perda de água tratada, com índice de 33,4%. A região que tem esse tipo de desperdício mais acentuado é a Norte (50,8%), seguida por Nordeste (45%) e Sul (35,1%). Entre as capitais, a variação no índice de perdas é ampla, com a menor em Goiânia, com 21,3%, e a maior em Macapá, 73,6%.

Selo perda de água (Foto: G1)




Os ‘ralos’ das perdas no Brasil


Segundo Rogério Aparecido Machado, professor de Química e Gestão Ambiental da Universidade Presbiteriana Mackenzie, os vazamentos e as ligações clandestinas de água realmente são responsáveis por uma grande parte da perda de água tratada. Porém o especialista também atenta para a água tratada que é lançada em rios poluídos.

A gente perde muita água não só por vazamento, como também nessas ligações clandestinas as quais não têm controle algum. Mas há outra coisa: nós perdemos muita água porque tratamos nas estações de tratamento de esgoto e a maioria delas não retornam a água para os mananciais”, aponta Machado.

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Índice de perdas desde 2009
Veja os valores em % por ano
41,638,838,836,937índice de perda em %2010201236373839404142
Fonte: SNIS


“A água vai acabar parando em rios poluídos. Se desperdiça esse tratamento pois se devolve para o rio sujo na maioria das vezes.” Em São Paulo, o professor cita como exemplo a água tratada que é lançada no Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul. “Vai para o Tamanduateí e Tietê”, descreve.

Machado reconhece que lançar água tratada em locais poluídos como o Tietê e o Pinheiros, em São Paulo, ajudam a não agravar a situação desses rios. Porém, ele afirma que a ação, além de desperdiçar a água tratada, não é suficiente para a limpeza dessas águas contaminadas. “Você diminui a quantidade de poluição desses rios, não tenha dúvida. Só que seria muito mais inteligente retornar essa água a um rio que vá cair para uma represa.”

Para Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, lançar esgoto em áreas de mananciais é uma medida “perversa”. “É o caso da Billings, em São Paulo, por exemplo. Isso é um desperdício muito maior do que o que se perde nos canos, ou o que a gente perde em casa lavando chão. Lançar esgoto sem tratamento em qualquer corpo d’água é crime. Mas, no Brasil, tem lei que pega e lei que não pega”, afirma ela.

Malu também atenta para casos de ocupações habitacionais irregulares próximas a áreas de represa, que acabam poluindo a água que poderia ser utilizada para consumo humano. “Estima-se que a gente tenha 2,5 milhões de pessoas morando nessas situações em áreas de manancial na região metropolitana [de São Paulo]. Essas pessoas estão expostas a risco de saúde pública, desprovidas do acesso a água tratada, alguns têm ‘gato’ de água”, aponta. “Esse perfil de ocupação do solo sem planejamento dificulta a questão do saneamento.”

“A gente tem que fazer moradia popular, mas em local adequado”, defende Malu. “Colocar essas pessoas em área de manancial é fazer o que foi feito de 1960 até o final dos anos 80. É um crime.”

“A gente perde muita água por vazamento e ligações clandestinas. Mas há estações de tratamento de esgoto que não retornam a água para mananciais, e a água acaba em rios poluídos."
Rogério Machado, professor de Química e Gestão Ambiental

Malu afirma que redes de saneamento muito antigas em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo também contribuem para a manutenção de um alto índice de perda de água tratada. “Essas capitais têm redes muito velhas”, diz.

Água não aproveitada
Machado e Malu atentam para o mau aproveitamento da água da chuva no Brasil. “Tem tudo feito, mas na hora de aproveitar a água, não consegue. Existe tubulação na rua que é só para pegar água da chuva. Essa água deveria estar pensada para não se sujar, para que no final da tubulação não estivesse misturada com esgoto e fosse para mananciais. Mas o problema é que na tubulação por onde passa a água de chuva tem um monte de ligação de esgoto clandestino”, diz Machado.

Malu ressalta que a água da chuva em grandes centros urbanos já chega poluída por causa da própria sujeira nas cidades. No entanto, ela não descarta o reuso dessa água.

“Água de chuvas pode ser aproveitada mediante tratamentos, porque ela é muito poluída. No Piscinão do Pacaembu, em que a SOS Mata Atlântica faz análise de agua, ela é muito poluída. Vem como todo tipo de contaminante. Mas pode ser essa ‘água cinza’ para lavar rua depois de feira livre, irrigar jardins, enfim, para usos menos nobres. Só que não existe norma hoje. Nós precisamos criar uma orientação técnica.”

Para Malu, o mau uso da água no Brasil reflete um fator cultural. “A gente vive no Brasil com uma falsa ideia de abundância de água”, opina.

O que dizem as empresas
O G1 procurou o posicionamento de empresas responsáveis pelo abastecimento de água das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A gente vive no Brasil com uma falsa ideia de abundância de água"
Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica

Em São Paulo, a Sabesp diz que em 2014 aumentou em 31% das vistorias de perdas de água com fraudes. No ano, o volume desviado por fraudes foi de 2,6 bilhões de litros de água potável, suficientes para abastecer 260 mil pessoas por um mês inteiro. O aumento no número de fraudes detectadas foi de 13% em relação a 2013, e o valor cobrado dos fraudadores foi de R$ 17,4 milhões. “O volume recuperado foi de 2,6 bilhões de litros, o que corresponde a dois dias de produção do Sistema Cantareira atualmente”, diz a Sabesp.

No Rio de Janeiro, a Cedae informou que o índice de perdas com vazamentos e ligações clandestinas é de 30% de toda a água tratada. A empresa afirma que esse número vem reduzindo ano a ano, porém não possui dados fechados dos últimos meses.

Em Minas, a Copasa divulgou em seu site que adotou um programa para reduzir o índice de perdas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que atualmente chega a 40%. “Uma das principais ações foi o lançamento do programa CaçaGotas, que conta com 40 equipes de campo, cada uma com dois integrantes, especializadas no combate ao vazamento”, diz a empresa. “As principais causas das perdas são os vazamentos no percurso entre a distribuição e o consumidor e as ligações clandestinas, conhecidas como ‘gatos’. A meta da Copasa é reduzir o tempo de chegada das equipes aos locais de nove para quatro horas e, dessa forma, minimizar a gravidade das ocorrências.”


domingo, 29 de março de 2015

Menina síria comove ao erguer as mãos ao confundir câmera com arma

Imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas.
Foto se tornou viral na web ao ser postada por fotojornalista no Twitter.


Uma menina síria de quatro anos teria levantado as mãos para o alto como se estivesse se rendendo ao confundir uma câmera fotográfica como uma arma. A imagem comovente foi compartilhada pela fotojornalista Nadia Abu Shaban no Twitter.


Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas.

Guerra civil
A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes.

Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza

sexta-feira, 27 de março de 2015

Copiloto de avião passou por tratamento psiquiátrico, diz jornal

Segundo jornal 'Bild', tratamento ocorreu antes de completar formação.
Revista diz que material apreendido em casa respalda tese de transtornos.



O copiloto da Germanwings suspeito de ter derrubado de forma proposital um Airbus A320 nos Alpes franceses esteve por um ano e meio sob tratamento psiquiátrico antes de completar sua formação, afirmou nesta sexta-feira (27) o jornal alemão "Bild". O acidente, que ocorreu na última terça-feira (24), deixou 150 mortos.

De acordo com o jornal, que cita como fontes "círculos da Lufthansa", as razões pelas quais Andreas Lubitz, de 28 anos, interrompeu sua formação em 2009 se deveram a uma grave depressão diagnosticada nesta época.

Com base em fontes e documentos internos da Lufthansa, o "Bild" disse que Lubitz passou no total um ano e meio em tratamento psiquiátrico, e que documentos relevantes serão enviados aos investigadores franceses após serem examinados por autoridades alemãs.

A edição digital da revista "Der Spiegel" afirma, além disso, que nas operações realizadas ontem durante horas nas duas casas do copiloto - a de seus pais e a própria, em Düsseldorf - foram apreendidos materiais que respaldam a tese dos transtornos psíquicos.

A revista não apresenta, no entanto, mais detalhes sobre os materiais apreendidos.

A polícia alemã apenas informou que recolheu pistas em uma das residências do copiloto.

"Durante a inspeção do apartamento do copiloto, recolhemos pistas. São vários objetos e documentos", afirmou o porta-voz da polícia de Dusseldorf, Marcel Fiebig.

Os policiais apreenderam um computador e duas grandes malas, além de uma caixa, visivelmente cheias, após as inspeções nas duas casas do copiloto, em Dusseldorf e em Montabaur, no estado de Renania-Palatinado (oeste da Alemanha).

Treinamento interrompido
O "grave episódio depressivo" a que se refere o "Bild" ficou constatado, segundo o jornal, na ata sobre o copiloto do departamento de tráfego aéreo alemão sob o código "SIC", que se refere à necessidade de que sujeito em questão se submeta a "revisões médicas regulares".
O mesmo jornal revelou que o piloto tentou abrir a porta da cabine com um machado ao ficar trancado do lado de fora, antes da queda.

O fato de que o copiloto que causou a catástrofe aérea tenha interrompido durante um período relativamente longo sua formação na escola aérea da Lufthansa foi reconhecido pelo presidente da companhia, Carsten Spohr.

O próprio Spohr evitou, no entanto, especificar a que se deveu esta interrupção, alegando que está sob a prerrogativa da confidencialidade médica.

Lubitz começou sua aprendizagem aos 14 anos em um clube de aviação local e ingressou na escola de Brêmen da Lufthansa em 2007.

Em 2009 interrompeu por alguns meses essa formação, que retomou posteriormente até ingressar na Germanwings, filial de baixo custo da Lufthansa, em 2013.

Spohr reforçou ontem que, tanto ao ingressar na escola como ao retomar e completar sua instrução, Lubitz passou pelos mais rigorosos exames, tanto físicos como mentais.




quinta-feira, 26 de março de 2015

Promotoria francesa diz que copiloto teria derrubado avião deliberadamente

Aeronave da Germanwings caiu nos alpes franceses com 150 pessoas.
Segundo autoridades, copiloto não estava em lista de suspeitos de terrorismo.



A Promotoria francesa disse nesta quinta-feira (26) que o copiloto do avião da Germanwings que caiu na terça-feira (24) nos alpes franceses assumiu o controle da aeronave e teria derrubado o avião de maneira deliberada. Segundo a autoridade, ele estava respirando normalmente até o momento em que a aeronave bateu nas montanhas.

O copiloto foi identificado como Andreas Lubitz, de 28 anos, de nacionalidade alemã. Segundo o jornal "Bild", ele seria de Montabaur, em Rhineland-Palatinate, na Alemanha. Ele não estava em lista de suspeitos de terrorismo, e por enquanto não há base para afirmar que tenha sido um incidente terrorista.

O promotor de Marselha, Brice Robin, afirmou em uma entrevista coletiva que os registros de áudio mostram que o piloto deixou a cabine e que o copiloto se recusou a abrir a porta para a volta do tripulante.

Robin também afirmou que o copiloto acionou o mecanismo de descida do avião de maneira voluntária quando estava sozinho na cabine. Não houve alerta de emergência vindo do avião, segundo o promotor.

Ainda de acordo com Robin, os sons da caixa-preta dão a entender que Andreas Lubitz estava bem e não parecia ter sofrido nenhum problema de saúde, como um AVC. Ele disse que só nos últimos minutos da gravação se ouvem gritos dos passageiros.

Segundo o promotor, durante os primeiros 20 minutos de voo, há uma troca de cortesias e até mesmo brincadeiras entre o piloto e o copiloto.

Quando o piloto começa a preparar o procedimento para a aterrissagem em Dusseldorf (Alemanha), o copiloto se mostrou mais "lacônico".

Depois que o comandante sai da cabine, o copiloto fica sozinho até o momento da queda.

"Por vontade própria, ele se negou a abrir a porta da cabine para o comandante", enfatizou.

"Ele não tinha nenhuma razão para impedir a volta do comandante ao cockpit", contou ainda Robin, acrescentando que o piloto pediu várias vezes acesso à cabine, sem obter resposta do copiloto.

Sozinho na cabine, o copiloto "pressionou o botão de perda de altitude por uma razão que não fazemos nenhuma ideia, mas que pode ser visto como um desejo de destruir a aeronave", afirmou.



Com os dados que a investigação tem até agora, não se pode falar de suicídio, segundo o promotor, que reforçou que todas as informações são preliminares e que as investigações continuam.

De acordo com Robin, a análise da caixa-preta de dados irá ajudar os investigadores a entender melhor o que aconteceu. Por enquanto, não há indícios de envolvimento de outras pessoas.

O ministro alemão de Transportes, Alexander Dobrindt, disse que, segundo especialistas alemães, é "plausível" que o copiloto tera deliberadamente derrubado o avião da Germanwings

Piloto teria tentado arrombar a porta
Nesta quarta, uma fonte militar próxima das investigações disse sob anonimato ao jornal “New York Times” que a gravação da caixa-preta indica que um dos pilotos teria ficado trancado para fora da cabine e não teria conseguido voltar.

A fonte disse que a gravação indica que no começo do voo os dois pilotos conversavam de maneira tranquila e que depois um deles teria saído da cabine e não teria conseguido entrar de volta.

"O homem do lado de fora bate levemente na porta da cabine e não há resposta. Depois bate mais forte e sem resposta. Nunca há uma resposta", diz a fonte. Também seria possível escutar ele tentando arrombar a porta.

Segundo a Promotoria francesa, a interpretação mais plausível dos dados obtidos até agora aponta que o copiloto deliberadamente se recusou a abrir a porta da cabine para a volta do piloto.

Lufthansa chocada
Carsten Spohr, CEO da Lufthansa, disse em entrevista coletiva após a divulgação das informações que está sem palavras com a revelação de que o copiloto teria deliberadamente derrubado o avião da Germanwings.

Segundo o CEO da Lufthansa, o copiloto Andreas Lubitz começou seu treinamento em 2008, mas o interrompeu brevemente. Ele foi comissário de bordo enquanto não podia pilotar. Ele começou a atuar como copiloto da companhia em 2013. Ele estava "100% apto para voar, sem restrições", e passou em todos os exames de pilotagem e médicos.

Spohr também disse que não tem nenhuma informação sobre o motivo que levou o copiloto Andreas Lubitz a fazer o que fez. "O que aconteceu foi um incidente trágico individual, eu gostaria de enfatizar isso", disse. "Temos altos padrões, mas um caso único como este não pode ser previsto."


Ele também explicou como funciona o acesso à cabine de comando. “Se um dos pilotos deixa a cabine, é possível chamar do lado de fora, o piloto pode olhar e ver quem quer entrar, e você pode abrir a porta controlada eletronicamente. Temos procedimentos – se o piloto saiu e o que ficou dentro está inconsciente, há um código que pode ser utilizado. Há um barulho dentro da cabine, e se ninguém abrir, a porta se abre eletronicamente. Mas a pessoa que está do lado de dentro pode impedir que a porta se abra.”

O que se sabe sobre a tripulação


Andreas Lubitz havia sido contratado em setembro de 2013 e tinha 630 horas de voo de experiência, informou a Lufthansa à AFP. Jornais internacionais disseram que Andreas se formou na escola de voo da Lufthansa em Bremen e obteve sua licença de voo em junho de 2010.

Ele vivia com os pais na cidade e também morava em Düsseldorf, afirmou a prefeita de Montabaur ao jornal "El País". O jornal espanhol afirmou ainda que o perfil de Andreas no Facebook foi apagado.

O promotor Brice Robin disse que não tem nenhuma informação sobre o perfil psicológico ou a filiação religiosa do copiloto.

Já o piloto do Airbus A320 tinha 10 anos de experiência e mais de 6.000 horas de voo, segundo a Germanwings. Identificado pelo jornal "Bild" como Patrick S., o piloto também era alemão.

Não explodiu
Segundo Rémi Jouty, diretor do BEA, órgão responsável pela investigação do acidente, a trajetória do avião indica que ele voou até a queda, descartando a hipótese de explosão no ar. "Isso não é a característica de um avião que explodiu em voo", disse, explicando a maneira como os destroços ficaram espalhados no terreno da queda. Ele se recusou a dizer se a tripulação estava consciente durante a queda e na hora do choque.


A última mensagem da cabine do avião para o controle de tráfego era rotineira, segundo a BEA. Um minuto depois, o avião começou a descida, que continuou até o impacto.

O radar acompanhou a aeronave até bem pouco antes do choque com a montanha. A aeronave perdeu contato com o tráfego aéreo francês quando estava a 6 mil pés de altura.

Segundo ele, é necessário comparar os dados das duas caixas-pretas para saber o que exatamente aconteceu com o avião acidentado. Isso pode levar dias, semanas ou meses. A segunda caixa-preta, que mostra dados do voo, ainda não foi encontrada.

Vítimas
As autoridades ainda não divulgaram a lista de passageiros e tripulantes embarcados no avião da Germanwings que caiu nos Alpes franceses. Porém, diante da notícia da tragédia, alguns familiares, empresas e órgãos oficiais dos países divulgaram nomes de pessoas que estavam no voo.


O Airbus A320 partiu de Barcelona, na Espanha, com destino a Düsseldorf, na Alemanha, e levava 150 pessoas – 144 passageiros e seis tripulantes.

Segundo informações da Germanwings, entre as vítimas do acidente havia 72 alemães, 35 espanhóis, 2 australianos, 2 argentinos, 2 iranianos, 2 venezuelanos, 2 americanos, 1 marroquino, 1 britânico, 1 holandês, 1 colombiano, 1 mexicano, 1 dinamarquês, 1 belga e 1 israelense.



OBRIGADO PELA VISITA!

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