Ranking do Instituto Trata Brasil analisa o saneamento básico em 2012.
Equivalente a 2.959 piscinas de esgoto foram lançadas por dia na natureza.
O ranking do saneamento mostra a situação de 100 municípios brasileiros com mais de 250 mil habitantes e tem como base os dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. A última atualização é referente ao ano de 2012.
Segundo o instituto, o equivalente a 2.959 piscinas de esgoto foram despejadas por dia na natureza em 2012 devido à falta do serviço de tratamento nestas cidades. Cada piscina comporta, no mínimo, 2,5 milhões de litros.
“Mais importante que os números são as consequências para a população. Atrás desses dados estão doenças, milhares de internações por diarreia, hepatite A, verminoses, dermatites”, diz Édison Carlos, presidente executivo do Trata Brasil.
O levantamento é feito desde 2009 e também considera quesitos como percentual da população abastecida com água potável e a perda do recurso no sistema de saneamento. Veja o ranking completo aqui.
Os dados do estudo apontam que o tratamento de esgoto ainda não é uma prioridade das administrações públicas. Em 29 dos municípios, o serviço de coleta de esgoto chegava a menos da metade da população em 2012. “É uma obra que muitas autoridades acham que fica escondida e dá baixo retorno eleitoral”, afirma Édison Carlos.
Seis cidades aparecem no ranking com 0% do esgoto tratado, entre elas as capitais Porto Velho e Cuiabá. Apenas 15 cidades tratam mais de 80%. Segundo o instituto, esse é um dos indicadores em que o país está mais atrasado, o que impacta diretamente na qualidade e na quantidade dos recursos hídricos no país.
De acordo com o levantamento, a única cidade que trata todo esgoto produzido é Santos, no litoral paulista – quarto lugar no ranking.
A região Sudeste concentra 16 das 20 cidades com melhores notas em saneamento básico. Os piores resultados estão em cidades localizadas, principalmente, no Norte e no Nordeste.
Na classificação geral, em primeiro está Franca (SP), seguida de Maringá (PR) e Limeira (SP). No outro extremo estão Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belém (PA) e Macapá (AP), com os piores resultados.
Rede
Enquanto os maiores municípios do país avançam na expansão da rede de abastecimento de água, a situação do esgoto é oposta. Das 100 cidades, 32 fizeram mais do que 80% das ligações de águas que faltam para universalizar o serviço para sua população.
Por outro lado, 61 delas avançaram quase nada na ampliação da rede de coleta de esgoto – realizaram, em 2012, entre zero e 20% das ligações necessárias para universalizar o serviço.
O governo federal considera como cidades onde o serviço de saneamento básico é universalizado aquelas em que 92% da população é atendida pelo serviço de coleta e 86% do esgoto produzido é tratado.
Metas
Pela primeira vez, o Instituto Trata Brasil fez uma projeção com as 20 piores e as 20 melhores cidades para saber se elas alcançarão a meta do governo de universalização do saneamento básico até 2033.
Caso mantenham o ritmo de poucos avanços no setor, 19 das 20 piores cidades não alcançarão a meta – a exceção é Manaus. Entre as 20 melhores, seis precisam manter o ritmo de investimento no saneamento para chegar à universalização almejada pelo governo federal.
Pela primeira vez, o Instituto Trata Brasil fez uma projeção com as 20 piores e as 20 melhores cidades para saber se elas alcançarão a meta do governo de universalização do saneamento básico até 2033.
Caso mantenham o ritmo de poucos avanços no setor, 19 das 20 piores cidades não alcançarão a meta – a exceção é Manaus. Entre as 20 melhores, seis precisam manter o ritmo de investimento no saneamento para chegar à universalização almejada pelo governo federal.
Outro lado
Procuradas, as seis cidades que aparecem no ranking com 0% do esgoto tratado afirmaram que estão investindo para solucionar o problema. A prefeitura de Governador Valadares informou que serão construídas duas estações de tratamento na cidade. A obra da primeira está em andamento. Após concluída, a estação tratará 75% do esgoto do município.
A presidente da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), Iacira Azamor, afirmou que será licitada em setembro a primeira etapa das obras de coleta e tratamento de esgoto de Porto Velho. A previsão é de que seja concluída em três anos, quando passará a ser tratado 40% do esgoto produzido na cidade.
A prefeitura de Santarém disse que obras de esgoto do Planos de Aceleração do Desenvolvimento (PAC 1) estão perto de serem concluídas, com a construção de duas estações com capacidade total para tratar o esgoto de 75 mil habitantes. Ainda segundo o município, obras do PAC 2 farão com que 87,5% da população seja atendida pelo serviço de tratamento de esgoto.
O secretário de Saneamento de Ananindeua, Osmar Nascimento, disse que estão em andamento obras da rede de esgoto. "A previsão é que, em 2017, entre 18% e 20% do esgoto da cidade seja coletado e tratado", afirmou.
A secretaria de Ambiente e Defesa Social de São João de Meriti afirmou, em nota, que "foi assinado um contrato com a empresa de saneamento Águas de Meriti, que se comprometeu, por meio de um Plano de Investimento, em universalizar a recepção e tratamento de esgoto no prazo máximo de oito anos".
A Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário (AMAES) de Cuiabá disse que o serviço de água e saneamento da cidade foi concedido à CBA Cuiabá em 2011. "De acordo com o contrato de concessão e o Plano Municipal de Saneamento Básico, as metas de esgoto começam a ser realizadas no ano de 2015, tendo como prazo final o ano de 2022 para ser universalizado o sistema de esgoto no município", informou por nota.
Procuradas, as seis cidades que aparecem no ranking com 0% do esgoto tratado afirmaram que estão investindo para solucionar o problema. A prefeitura de Governador Valadares informou que serão construídas duas estações de tratamento na cidade. A obra da primeira está em andamento. Após concluída, a estação tratará 75% do esgoto do município.
A presidente da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), Iacira Azamor, afirmou que será licitada em setembro a primeira etapa das obras de coleta e tratamento de esgoto de Porto Velho. A previsão é de que seja concluída em três anos, quando passará a ser tratado 40% do esgoto produzido na cidade.
A prefeitura de Santarém disse que obras de esgoto do Planos de Aceleração do Desenvolvimento (PAC 1) estão perto de serem concluídas, com a construção de duas estações com capacidade total para tratar o esgoto de 75 mil habitantes. Ainda segundo o município, obras do PAC 2 farão com que 87,5% da população seja atendida pelo serviço de tratamento de esgoto.
O secretário de Saneamento de Ananindeua, Osmar Nascimento, disse que estão em andamento obras da rede de esgoto. "A previsão é que, em 2017, entre 18% e 20% do esgoto da cidade seja coletado e tratado", afirmou.
A secretaria de Ambiente e Defesa Social de São João de Meriti afirmou, em nota, que "foi assinado um contrato com a empresa de saneamento Águas de Meriti, que se comprometeu, por meio de um Plano de Investimento, em universalizar a recepção e tratamento de esgoto no prazo máximo de oito anos".
A Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário (AMAES) de Cuiabá disse que o serviço de água e saneamento da cidade foi concedido à CBA Cuiabá em 2011. "De acordo com o contrato de concessão e o Plano Municipal de Saneamento Básico, as metas de esgoto começam a ser realizadas no ano de 2015, tendo como prazo final o ano de 2022 para ser universalizado o sistema de esgoto no município", informou por nota.
Cidades que tratam 0% do esgoto:
Ananindeua (PA)
Cuiabá (MT)
Governador Valadares (MG)
Porto Velho (RO)
Santarém (PA)
São João de Meriti (RJ)
Ananindeua (PA)
Cuiabá (MT)
Governador Valadares (MG)
Porto Velho (RO)
Santarém (PA)
São João de Meriti (RJ)
Cidades que tratam entre 90% e 100% do esgoto:
Santos (SP)
Franca (SP)
Jundiaí (SP)
Taubaté (SP)
Sorocaba (SP)
Niterói (RJ)
Fonte:http://g1.globo.com
Santos (SP)
Franca (SP)
Jundiaí (SP)
Taubaté (SP)
Sorocaba (SP)
Niterói (RJ)
Fonte:http://g1.globo.com









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