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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Conheça a história do homem quase condenado a 484.912 anos de prisão

Carteiro espanhol poderia ter ficado preso a vida toda por abrir a correspondência de outras pessoas

 

Histórias bizarras estão por toda parte, principalmente envolvendo condenações. Às vezes, um juri castiga com severidade um crime que poderia ser resolvido com uma multa e outras vezes chega a passar a mão na cabeça de um criminoso perigoso. E foi dentro desses padrões absurdos que um carteiro de Palma de Mallorca, na Espanha, quase foi condenado a 384.912 anos de prisão em 1972 por não ter entregue cerca de 43 mil cartas.

Gabriel March Granados começou a trabalhar como carteiro em 28 de janeiro de 1968, quando tinha 18 anos. Ficou no cargo por apenas dois anos, quando foi demitido por uma série de irregularidades detectadas em seu trabalho. A estação de correios de Palma de Mallorca começou a investigar essas tais “irregularidades” e, em 1972, acusou junto ao promotor de justiça, que Gabriel tinha cometido o crime de infidelidade na custódia de documentos e furto, um para cada uma das cartas que ele havia sido responsável por entregar mas nunca o fez. O total de entregas deixadas para trás pelo ex-carteiro? 42.768!

As investigações policiais determinaram que Gabriel tinha aberto cerca de 30.850 correspondências comuns e outras 4.868 urgentes, deixando outras 7.050 sem abrir. No total, ele conseguiu pegar para si cheques que somados continham o valor de US$ 9.536, além de 237 mil pesetas, 1.328 coronas suecas e 20 marcos alemães. Esse dinheiro todo, se recalculado para os valores atuais, daria cerca de 50 mil euros.

Cada carta, uma sentença

O Ministério Público propôs uma sentença de 9 anos para cada uma das cartas não entregues, totalizando um tempo de 384.912 anos. Além disso, ele deveria pagar uma multa de 341,5 milhões de pesetas, o que seria atualmente cerca de 19 milhões de euros e 380 vezes o valor de tudo o que foi roubado por ele.

Em juízo, Gabriel se mostrou arrependido e confessou que em vez de entregar as cartas ele as guardou em diversos armários de sua casa, pegando para si os cheques e dinheiro, além de outros objetos de valor. Por fim, o juiz decidiu condenar Gabriel por dois delitos: infidelidade na custódia de documentos e furto, com pena de 14 anos e 2 meses, além de uma multa de 9 mil pesetas, cerca de 500 dólares.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

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