ime do Marrocos domina jogo, cede empate após trapalhada da zaga, mas vence com gol no fim e pode pegar Atlético-MG nas semifinais do Mundial de Clubes
Cabe
ressaltar que independente do resultado de sábado, diante do Monterrey, às
17h30m (de Brasília), também em Agadir, a noite deste 11 de dezembro já está eternizada. De uma
belíssima festa com mosaico antes do apito inicial até o fim da partida, o que
se viu nas arquibancadas foi uma demonstração ímpar de paixão. A torcida do
Raja conseguiu empurrar o seu limitado, porém guerreiro time, a um triunfo que
só saiu nos instantes derradeiros. Com milhares de fãs na cidade, a tendência é
que a noite se arraste em comemorações.
Uma torcida que dá aula
Sete
horas de carro ou, aos que têm poder aquisitivo, uma hora de avião, separam
Casablanca, norte do Marrocos, de Agadir, cidade litorânea colada ao Atlântico.
Mas não havia dúvidas desde cedo que o Raja jogaria em casa. Camisas verdes
começaram a brotar já nos pontos mais turísticos da cidade e foram levadas ao
Stade Adrar, palco da abertura do Mundial de Clubes. Como um ato religioso, lá
estavam elas espalhadas pelas arquibancadas que levavam a mesma cor.
O Raja
definitivamente jogava com 12. Sua torcida foi recentemente eleita pelo site
francês “So Foot” a quarta mais vibrante de todo o planeta, atrás apenas de
Boca Juniors (Argentina), Borussia Dortmund (Alemanha) e Celtic (Escócia). Do
lado direito das cabines de imprensa, onde estavam localizados os ultras, não
havia uma alma quieta. Dezenas sequer percebiam o frio do anoitecer e
permaneceram sem camisa. Pulavam e impulsionavam o restante com qualquer
roubada de bola.
Vitória parcial do Raja
Talvez tenha sido o empurrão motivacional que os marroquinos precisavam. Ou o que prevaleceu mesmo no primeiro tempo foi a fragilidade dos neozelandeses. Em campo, relativa superioridade dos donos da casa, que finalizaram em 11 oportunidades – contra duas de seus rivais. Numa delas saiu o único gol, marcado por Iajour, após belo passe de Karrouchy, aos 38 minutos. O chute cruzado no canto esquerdo venceu o goleiro Williams, que já havia impedido o próprio Iajour de abrir o placar momentos antes após ótimo passe de Moutaouali, o destaque do time.
Para não dizer que o Auckland nada fez, houve um lance que poderia ter sido capital aos 45 minutos. Dickinson e Cristobal foram derrubados no mesmo lance – o segundo já estava dentro da área. O árbitro Bakary Gassama, da Gâmbia, preferiu ignorar.
Vaga é de Marrocos
Parecia mais do mesmo a etapa final. Com a marcação adiantada, o Raja criou oportunidades que poderiam ter se transformado em vantagem. Aos três e seis minutos, Karrouchy e Moutaouali quase comemoraram. A bola do camisa 5, inclusive, explodiu na trave.
A partir de então, o Auckland mostrou uma faceta mais organizada. Não que isso signifique lá muita coisa. Apenas o suficiente para também conseguir assustar o gol adversário, quando uma jogada ensaiada aos 13 quase resultou em gol. Todo o mérito da defesa do Raja no lance foi por água abaixo quando um lance de trapalhões entre Oulhaj e Benlamalem deixou Krishna livre para empatar.
O gol esmoreceu o Raja, que por alguns instantes parecia estar abatido, mas não sua torcida, pulsante, vibrante ou qualquer adjetivo semelhante. Na base da raça, os marroquinos passaram o fim do jogo todo no campo de ataque. E chegaram à merecida vitória graças a seu melhor jogador: aos 47, Moutaouali ignorou falta duríssima e achou Karrouchy, que cruzou fechado. Erraki apareceu para cabecear, mas Williams fez grande defesa. Ele só não conseguiu impedir que o rebote de Hafidi estufasse as redes, para a explosão do Stade Adrar.
Fonte: http://globoesporte.globo.com









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