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sexta-feira, 28 de junho de 2013

'Fui tomar satisfação', afirma idoso que enfrentou PM em protesto no CE

Juiz diz que foi atingido por bombas de gás lacrimogênio.
Polícia Militar não comenta o caso.

 Homem fica parado enquanto policiais se aproximam para conter manifestantes (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

 O senhor flagrado frente a frente com a polícia na manifestação desta quinta-feira (27), na Avenida Dedé Brasil, próximo à Arena Castelão, afirma que, no momento da imagem, estava ''tomando satisfação'' por ter sido atingido por gás lacrimogêneo. Sílvio Mota, 68 anos, é juiz do trabalho aposentado e coordenador do Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do Ceará. "Quem enfrentou a Ditadura Militar não sente muita coisa diante daqueles pobres desgraçados que estavam lá", disse, referindo-se ao momento exato da fotografia. A comissão do Ministério Público que acompanhou o protesto não havia constatado até esta quinta-feira excessos da PM.

 

O homem afirma que chegou até o bloqueio porque a polícia jogou bombas de gás lacrimogênio na manifestação, no local em que estava com a esposa, chegando a atingi-los. "Eu fui protestar. Eles me agrediram. Me levantei e fui tomar satisfações. Aquilo foi uma violação de tudo!", conta. A imagem foi capa da edição desta sexta-feira (28) da publicação norte-americana ''The New York Times''.
No momento em que chegou ao bloqueio, Sílvio, 68 anos, conta que os policiais não o receberam de maneira positiva. "Primeiro, eles tentaram dizer que eu não tinha direito de ir até eles. Depois tentaram me prender. Precisei mostrar minha identidade profissional, aí eles recuaram", afirma. De acordo com Silvio, ele se afastou para voltar à manifestação. Neste momento, os policiais lançaram projéteis de gás lacrimogênio. "Vi cinco artefatos sendo jogados. Um deles pegou nas minhas costas", conta.
Sílvio conta que foi à manifestação com o objetivo de protestar a favor da reforma política através de plebiscito. "O Batalhão de Choque e a Polícia Militar em geral não reagiram a provocações. Eles chegaram para acabar com a manifestação", completa.
Durante a manifestação a Polícia Militar soltou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. "Tudo estava pacífico, mas a frente vinham cerca de 100 rapazes exaltados e esses foram que provocaram a confusão", afirmou o funcionário do Ministério Público, Alberto Bonfim.
Sobre o episódio envolvendo Sílvio Mota, o tenente-coronel Fernando Albano, relações públicas da Polícia Militar, informou que a corporação não tem nada a declarar. A PM ressalta, ainda, que toda a ação da polícia foi legítima e acompanhada de perto pelo Ministério Público.

O protesto
Centenas de manifestantes caminhavam pela Avenida Dedé Brasil em direção à Arena Castelão, local de jogo entre Espanha e Itália, pedindo mais investimentos em educação e saúde, redução do preço do ônibus e o fim dos gastos excessivos com a Copa, entre outras reivindicações, até que, ao chegar à primeira barreira policial perto da igreja evangélica Canaã, uma minoria quis forçar passagem.

A partir de então, o Batalhão de Choque avançou sobre os baderneiros que iam promovendo quebra-quebra à medida que recuavam. Um carro da TV Diário, emissora local, foi incendiado e outro, da TV Jangadeiro, apedrejado.

Fonte: http://g1.globo.com

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pacto com a bola: Espanha bate Itália nos pênaltis e pega Brasil na final


            Espanha 0 x 0 Itália
                                        7-6

 Roja sofre contra os italianos, passa sufoco em boa parte do jogo e leva bola na trave, mas garante classificação nas cobranças finais


O pacto entre a Espanha e a bola é de uma firmeza que nem a Itália, com tanta tradição, tanta camisa, tanta bravura, consegue romper. Foi com um sofrimento ao qual não está acostumada que a Roja alcançou classificação para a final da Copa das Confederações nesta quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza. A vitória não saiu no tempo normal, tampouco na prorrogação. Os campeões do mundo tiveram que recorrer aos pênaltis para não perder um pedaço de seu reinado. Venceram por 7 a 6. Agora, caberá ao Brasil desafiar o talento espanhol. A final é domingo, no Maracanã.

Espanha Itália Castelão (Foto: Andre Durão)

A Itália encarou a Espanha de frente. Em alguns momentos, foi superior – em quase todo o primeiro tempo, por exemplo. Teve repetidas chances de gol e até uma bola na trave antes de perder a força, perder as pernas. Mas são tempos de sinergia entre a Roja e os deuses que mandam no futebol. Se o gol não saiu nos minutos finais da prorrogação, e era justo que saísse, ficou guardado para as cobranças finais.

Os primeiros cinco batedores de cada equipe acertaram: Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo para a Itália. Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Mata para a Espanha. Na série alternada, mais precisão: Montolivo para a Azzurra, Busquets para a Roja. E aí Bonucci errou para a Itália. Coube a Navas fazer o gol da classificação. Foi um golpe duro para os italianos, que já haviam sido eliminados pela Espanha nos pênaltis nas quartas de final da Eurocopa de 2008.


Maggio, onipresente em uma Itália superior

Casillas, Espanha x Itália (Foto: AP)

Antes que se caia no mais do mesmo, na armadilha de simplesmente esparramar os dados de posse de bola (uma tentação em jogos da Espanha), vale o alerta: a Itália arriscou nove vezes a gol no primeiro tempo; sua adversária, apenas duas. O número avisa que os 62% de controle da Roja na etapa final não significaram soberania. A Azzurra foi mais aguda. Foi mais vertical. Otimizou o pouco tempo em que teve a bola. Relativizou os espaços do campo com jogadas longas, com inversões. E com a onipresença de Maggio.
O ala do Napoli engoliu seu marcador, o lateral-esquerdo Jordi Alba. Ele participou ativamente de cinco chances de gol dos italianos. Foram todas desperdiçadas, uma depois da outra – ora por mérito de Casillas, ora por imperícia na conclusão. A torcida, amplamente favorável aos italianos, quase teve um surto coletivo no Castelão.
A Espanha começou melhor. Pedro teve duas chances sequenciais, em batidas cruzadas da direita. Mas a Itália logo avisou que seria um péssimo osso para se roer. E quase sempre com Maggio. Ele cabeceou para fora, em cruzamento de Pirlo; ele apareceu livre na direita e alçou para Gilardino completar para fora; ele recebeu lançamento em profundidade e foi abafado por Casillas; ele, de cabeça, acionou Marchisio, que mandou de peixinho para fora; e ele mesmo (incrível!), também de peixinho, perdeu gol feito. O goleiro salvou mais uma.

Pirlo e Xavi, Espanha x Itália (Foto: AFP)

A Espanha pareceu mais estática do que o normal, e acusar o forte calor cearense pode ser injustiça – afinal, a Itália também padeceu com os mais de 30 graus em Fortaleza. A consequência da menor mobilidade foi a pobreza ofensiva de um time acostumado a encantar. Chance de gol mesmo, daquelas claras, a Roja só teve uma no primeiro tempo, quando Fernando Torres girou sobre a marcação e mandou para fora.
Segundo tempo



As duas equipes deram à luz um segundo tempo diferente. A Itália se tornou menos agressiva. A Espanha ficou mais compacta, melhor fechada, mas sem a capacidade costumeira de tontear o adversário. Ficou um jogo mais estudado, um jogo de centímetros.
Chances de gol se tornaram mais raras. E passaram a pender para o lado espanhol. Navas, em campo no lugar de David Silva, bateu cruzado ao receber recuo de Fernando Torres. Buffon pegou. Iniesta fez fila pouco depois e bateu cruzado. Mas nada muito assustador.
O domínio espanhol, porém, durou pouco. A Itália reagiu. Passou a perambular pelo campo de ataque. Mas, a exemplo do rival, sem grandes ameaças. O jogo ficou com ares de prorrogação, como se só algum lance excepcional pudesse mudar seu rumo. Aos 38, quase aconteceu. Fernando Torres envolveu a zaga italiana e acionou Piqué. O zagueiro apareceu como centroavante e mandou por cima.

Prorrogação e pênaltis

Veio a prorrogação, e os nervos ficaram novamente à flor da pele. Os dois times, exaustos, cederam espaços. Giaccherini acertou a trave de Casillas. A Espanha logo reagiu. Piqué e Sergio Ramos, dentro da área rival, tiveram tudo para marcar. De Rossi salvou.

Chiellini e Gilardino prorrogação, Espanha x Itália (Foto: Getty Images)

Com o passar do tempo, com o aumento do desgaste italiano, a Espanha cresceu. Os jogadores, tirando forças sabe-se lá de onde, ainda conseguiram tramar jogadas, chegar ao ataque. Mas não tinha jeito. O gol não saía. E se não saiu quando Xavi mandou uma bomba e Buffon espalmou na direção da trave, é porque não entraria mais.
Restaram os pênaltis. E aí deu Espanha. Os goleiros não tiveram vez nas 12 primeiras cobranças. Foram todas impecáveis. Mas Bonucci mandou por cima a sétima batida italiana. Navas marcou. Em meio a vaias, a Espanha fez festa no gramado do Castelão. Festa de finalista, não de campeão. Porque tem jogo domingo. E é no Maracanã. E é contra o Brasil.

Bonucci perde penalti, Espanha x Itália (Foto: Reuters)

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Revanche na terra prometida: Itália tenta dar troco na favorita Espanha

No país onde pretendem conquistar o planeta, mais recentes campeões mundiais se enfrentam pela semifinal da Copa das Confederações

 

O calor que maltrata os branquelos de Espanha e Itália também é a representação de uma espécie de terra prometida para os adversários das 16h desta quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza. Eles são os mais recentes campeões mundiais, e estar em uma semifinal no Brasil, mesmo que de Copa das Confederações, remete à esperança que alimenta o futebol das duas seleções nos últimos anos: voltar para cá, disputar a Copa do Mundo do ano que vem e, se possível, ganhá-la de novo. Mas também é um jogo que volta um ano no tempo: a Espanha maltratou a Itália no último encontro entre as duas equipes. Oscilando entre a memória e a esperança, elas decidem quem pega o Brasil na final.

Balotelli chora a derrota da Itália para a Espanha na Eurocpa (Foto: Getty Images)
 
São dois gigantes: a Itália, pela enorme tradição, pelos quatro títulos mundiais; a Espanha, pela recente descoberta de como se vence no futebol, pelo timaço que montou para arrematar título em cima de título nos últimos anos. O favoritismo, difícil negar, é da Roja. Mas não custa lembrar a enorme capacidade da Azzurra de surpreender quando menos se confia nela.
O jogão é o primeiro encontro entre as duas seleções desde a final da Eurocopa do ano passado, na Ucrânia, com goleada de 4 a 0 para a Espanha. Naquele mesmo campeonato, porém, a Roja percebeu que pode ser batida pelo adversário. Na primeira fase, houve empate por 1 a 1.
A TV Globo, o SporTV e o GLOBOESPORTE.COM transmitem a partida ao vivo. O site também acompanha em Tempo Real.

A festa espanhola

Iniesta treino espanha (Foto: André Durão)
 
São tempos agitados para a seleção espanhola. A passagem dos campeões do mundo pelo Nordeste, primeiro no Recife e depois em Fortaleza, foi marcada por polêmicas, noitadas, confusões. Dentro de campo, porém, a equipe não poderia ser mais rotineira: vencendo, vencendo, vencendo.
A Espanha chega às semifinais com 100% de aproveitamento, 15 gols marcados e apenas um sofrido. A campanha é mais sólida do que a da Itália. O futebol é mais vistoso. O histórico, com a goleada do ano passado, é animador. Tem como a Roja não ser favorita?
Para os próprios espanhóis, tem. Desde o início do torneio, eles tentam rechaçar a ideia de que são os bichos-papões do torneio. O técnico Vicente del Bosque chegou a colocar o Brasil à frente da Espanha na briga pelo título. E agora a tática é não diminuir a capacidade da Itália.
- Sabemos que é muito difícil. Não há favoritos. Qualquer jogada, qualquer gol, te leva para baixo. Sabemos que viemos de duas Eurocopas um Mundial conquistados, e somos considerados favoritos por isso. Temos que desenvolver esse papel. Mas o importante é o que acontece em campo – disse o volante Sergio Busquets.
A escalação tem indefinições. Fàbregas e Soldado, que conviveram com as dores musculares na primeira fase do torneio, estão liberados para jogar. Mas o atacante corre riscos de deixar a equipe por questões técnicas. Fernando Torres vem atuando melhor do que o artilheiro do Valencia e pode roubar a sua vaga.
Além disso, Del Bosque não confirmou quem será o goleiro. Ele usou Casillas contra o Uruguai, Reina diante do Taiti e Valdés contra a Nigéria. A tendência é de que o goleiro do Real Madrid, capitão da seleção espanhola, seja o escolhido.

A Itália acredita

Pirlo treino Itália Fortaleza (Foto: Agência AFP)
 
Depois da derrota por goleada na final da Eurocopa, a Itália tenta não entrar no clima de revanche que cerca a partida. No entanto, os jogadores e o técnico Cesare Prandelli sabem que um triunfo sobre os atuais campeões mundiais encherá de confiança o time que lutará no segundo semestre para confirmar a vaga na Copa do Mundo.
- Temos um grande respeito pela Espanha. Mas podemos criar dificuldades. Vamos jogar com personalidade para fazer um grande jogo – afirmou Prandelli.

Um bom resultado mostrará também que os italianos estão no caminho certo com a renovação do grupo. Desde a queda na primeira fase do Mundial de 2010, a Azzurra aposta em atletas mais jovens, substitutos da geração campeã em 2006. Até aqui, os resultados são favoráveis. A equipe ficou em segundo no torneio europeu e lidera o Grupo B das eliminatórias.

O grande problema italiano na Copa das Confederações vem sendo a defesa, vazada oito vezes em apenas três partidas. Por conta disso, Prandelli vai adotar o trio titular do Juventus, atual campeão nacional. Barzagli, Bonucci e Chiellini formam o setor, mudando o esquema 4-3-2-1 para o 3-4-2-1.
A Azzurra ainda sofreu uma grande baixa depois da derrota para o Brasil. O atacante Balotelli lesionou a coxa esquerda e foi cortado da delegação. O mesmo aconteceu com o lateral-direito Abate, com uma luxação no ombro direito. Eles serão substituídos por Gilardino e Maggio, respectivamente.
Mas a preparação não foi feita apenas de más notícias. O volante Pirlo, recuperado de uma lesão na panturrilha direita, tem presença garantida. O outro marcador, De Rossi, cumpriu suspensão pelo segundo cartão amarelo e também regressa.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Jornal: Messi pagará R$ 42,5 milhões para se livrar das acusações de fraude

Segundo o 'Mundo Deportivo', jogador argentino, acusado de sonegar R$ 11,3 milhões em impostos, chega a um acordo com a agência tributária espanhola

 

Acusados de sonegar € 4 milhões (R$ 11,3 milhões) em impostos entre 2007 e 2009, Lionel Messi e seu pai, Jorge Messi, teriam chegado a um acordo com a agência tributária espanhola. Segundo o jornal catalão “Mundo Deportivo”, a dupla vai pagar uma multa de € 15 milhões (R$ 42,5 milhões) para retirar a acusação de fraude fiscal. O diário cita que fontes próximas ao argentino confidenciaram a informação, ainda que os advogados não confirmem de forma oficial.
Messi, que foi convocado para se explicar à Justiça da Espanha no dia 17 de setembro, apresentou há poucos dias declarações que comprovam o pagamento de € 10 milhões (R$ 28,5 milhões) em impostos referentes a 2010 e 2011. Os advogados do argentino trabalham agora para regularizar o período entre 2007 e 2009.

 Lionel messi barcelona treino (Foto: Agência Reuters)


O relatório da auditora fiscal explica que o jogador e seu pai utilizavam um esquema para não declarar o montante à Receita do país. Os dois desviavam o valor para empresas sediadas em paraísos fiscais e simultaneamente realizar contratos de prestação de serviço em outros paises, assim o dinheiro podia voltar livre de impostos para a Espanha, como revelou o jornal “El Pais”.
O valor não declarado, de € 4 milhões (R$ 11,3 milhões),  é referente aos pagamentos de direito de imagem feitos pelo Barcelona ao camisa 10. Em entrevista recente publicada por um suplemento do jornal italiano "Corriere della Sera”, Messi garantiu que a história não passa de um mal entendido.
- Sempre pagamos tudo que os nossos assessores nos pediram, não há fraude. Tenho certeza que os consultores vão esclarecer tudo - concluiu o argentino.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

SEBRAE realizara semana do microempreendedor individual em Rafael Godeiro



O SEBRAE realizará no período de 01 a 05 de julho a semana do microempreendedor individual, no dia 02 (terça-feira) estarão em Rafael Godeiro com a oficina ‘sei planejar’.

Local: Câmara Municipal de Rafael Godeiro.

Horário: 19 HORAS

Objetivos: Compreender a importância do planejamento para a atividade empreendedora, conscientizar para a importância de planejar ações de forma ordenada e articulada, contribuindo para o aumento das vendas de seus produtos e serviços, conhecer ferramentas de planejamento para melhorar o desempenho do empreendimento, com aumento de competitividade de modo sustentável.

Conteúdo Programático: Planejamento empreendedor, aspectos do planejamento, planejamento na prática.

Publico alvo: pequenos empreendedores, comerciantes e pessoas que tenham interesse em desenvolver alguma atividade relacionada ao comércio de bens ou serviços.

Para maiores informações procurar os Agentes de Desenvolvimentos locais: Sanailton, Francisco ou Simone, na Prefeitura Municipal de Rafael Godeiro.
 
Fonte: http://rgemfoco.blogspot.com.br

1º Araiá da Quadrilha "Xiado no Xinelo" Vai perder?


Será Sábado às 19 Horas em Frente a casa de Jailma o 1º Arraiá da Quadrilha "Xiado no Xinelo", no local serão vendidas comidas tipicas, e terá muito forró e muita diversão para todos que forem curti esse Arraiá BOM QUISÓ!
 

 







Fonte: http://www.blogrgnews.com/

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Câmara destina 75% dos royalties para educação e 25% para saúde

Acordo alterou proposta do governo, que previa 100% para educação.
Projeto aprovado por deputados será agora apreciado pelo Senado.

 

Os deputados federais aprovaram na madrugada desta quarta-feira (26) o projeto de lei que destina à educação pública recursos obtidos por União, estados e municípios com os royalties do petróleo e do gás natural e também com as participações especiais na extração petrolífera. O texto do projeto segue agora para apreciação do Senado.
Um acordo construído entre a base aliada e a oposição alterou a proposta original do governo, que previa o repasse integral (100%) desses recursos para a área educacional. No encontro de segunda (24) com governadores e prefeitos, em que anunciou cinco pactos nacionais (um deles pela educação), a presidente Dilma Rousseff disse que confiava na aprovação pelos parlamentares dos 100% para a educação.
AS MUDANÇAS NO PROJETO ORIGINAL DOS ROYALTIES
  Antes
Depois
Distribuição dos royalties
100% para a educação
75% para a educação e 25% para a saúde
Destinação dos recursos
Dos contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012
Dos contratos com "declaração de comercialidade" a partir de 3 de dezembro de 2012
Fundo Social
50% dos rendimentos do Fundo Social para a educação
50% do total do Fundo Social para educação
Fonte: Câmara dos Deputados
O texto substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado André Figueiredo (PDT-CE), acolheu uma emenda sugerida pela liderança do DEM que obriga as três esferas públicas a aplicarem 75% dos royalties na educação e 25% na saúde. Figueiredo decidiu incorporar a emenda com o novo critério de  distribuição para evitar que seu texto fosse derrubado por um acordo que estava sendo costurado entre governistas e oposicionistas.
Contrariado com parte das alterações propostas pelo relator, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), advertiu os colegas de Legislativo que não há compromisso do Palácio do Planalto de sancionar as modificações promovidas de última hora no projeto.
Além de mexer no destino final do dinheiro, o substitutivo de André Figueiredo ampliou o valor a ser investido nessas áreas com recursos de parte dos contratos em vigor. O Planalto, entretanto, pretendia destinar somente recursos de contratos futuros.
Parlamentares oposicionistas e até mesmo da base aliada reclamaram em plenário que, de acordo com o texto do governo, os primeiros recursos dos royalties na educação começariam a ser aplicados somente daqui a dez anos.
A proposta do governo era destinar para a educação as receitas decorrentes dos contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012.

Mas o relator do projeto modificou essa previsão, obrigando inclusive o repasse de recursos oriundos de contratos anteriores – desde que esses campos tenham entrado em operação comercial depois de 3 de dezembro de 2012.
Ou seja, se a comercialidade do poço petrolífero foi declarada depois de 3 de dezembro do ano passado, os royalties gerados por essas estruturas – ainda que os contratos tenham sido assinados antes – serão aplicados na educação e na saúde.

Fundo Social
Além das receitas dos royalties, o substitutivo do parlamentar do PDT garantiu que 50% dos recursos recebidos pelo Fundo Social – uma espécie de poupança formada por recursos que a União recebe na produção do petróleo da camada pré-sal – serão destinados para a educação.

Na proposta original do governo, a receita viria de contratos futuros e apenas seriam aplicados em educação metade dos rendimentos de investimentos feitos com o dinheiro do Fundo Social, poupança criada no marco regulatório do pré-sal.
Em seu relatório, Figueiredo fez uma estimativa da diferença de recursos que serão encaminhados para educação e saúde com as modificações no texto elaborado pelo governo.
Nas contas do deputado, com a proposta do Planalto, a verba que seria destinada à educação poderia alcançar R$ 25,80 bilhões nos próximos 10 anos, considerando-se a cotação do barril de petróleo em US$ 100. Já os critérios aprovados pela Câmara, segundo ele, devem assegurar cerca de R$ 280 bilhões para as duas áreas na próxima década.
Da tribuna, o relator do projeto defendeu o aporte de recursos que, segundo ele, o substitutivo garantirá para educação e saúde.
“Como está no texto da presidente seriam destinados para a educação 50% do retorno financeiro do fundo do pré-sal, ou seja, metade dos juros. Isso daria um valor ínfimo. Estamos falando de um aporte de R$ 25,8 bilhões em dez anos. Na forma como está o meu substitutivo, o aporte será de R$ 280 bilhões em dez anos”, disse.

Fonte: http://g1.globo.com

OBRIGADO PELA VISITA!

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